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Conheça o Volkswagen Saveiro G5 e saiba quais são os seus principais pontos fortes e fracos

A história do Volkswagen Saveiro é muito parecida com a do Gol, uma vez que, ao contrário de outros veículos derivados, como o sedan Voyage e a perua Parati, ele foi o único a acompanhar o famoso hatch durante todas as suas gerações e atualizações de meia-vida.

Para fins comparativos, o Voyage saiu de cena assim que o Gol ‘bolinha’ (segunda geração) foi lançado no mercado, retornando anos depois na quinta atualização e terceira mudança completa do Gol, lançada em 2008 como modelo G5.

Já o Parati seguiu o caminho contrário do Voyage, mantendo-se em linha até a chegada do Gol G5, quando a perua saiu de linha definitivamente.

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Design

Apesar do Saveiro ter acompanhado o Gol ao longo dos anos, a trajetória do visual da picape possui algumas peculiaridades.

Na primeira fase da quinta geração, Gol e Saveiro compartilhavam o mesmo visual na dianteira e no interior. A beirada do capô arredondada para baixo ditava o contorno principal dos faróis por refletor único ou duplo e a grade central.

Isso elevava as laterais do desenho e dava ar de robustez aos carros, além de alinhá-los com a direção de design dos demais modelos da marca na época. O para-choque trazia uma peça em preto fosco com os faróis de neblina redondos posicionados nas extremidades.

Quando o facelift “G6” foi implementado no Gol e no Voyage, o Saveiro começou a se distanciar discretamente. O para-choque dianteiro era exclusivo, diferente do aplicado em outros modelos, enquanto a versão Cross mantinha seus faróis auxiliares de função tripla na parte inferior.

Alguns anos depois, com a chegada da reestilização “G7”, o Saveiro se distanciou ainda mais ao receber uma dianteira exclusiva: faróis e grade ficaram maiores em relação às peças usadas no Gol e Voyage, além de poderem receber refletor duplo e fazerem conjunto com um para-choque igualmente exclusivo com faróis de neblina trapezoidais. Gol e Voyage só receberam essa dianteira tempos depois, em meados de 2018.

Mecânica

O Saveiro G5 e seus sucessores tiveram inúmeras versões diferentes, cada uma com visual e estilo próprios, mas todas com duas coisas em comum: as opções de motorização e a transmissão.

Inicialmente, o Volkswagen Saveiro G5 podia ser equipado unicamente com o motor 1.6 naturalmente aspirado, de quatro cilindros com oito válvulas e flex da família EA111, capaz de gerar até 104 cv de potência e 15,6 kgfm de torque.

Com o tempo, a picape passou a poder ser equipada com o 1.6 da família MSI, de codinome EA211, também aspirado de quatro cilindros e flex, mas com 16 válvulas e capaz de gerar até 120 cv de potência e 16,8 kgfm de torque.

Em comum, ambos só podiam ser aliados a uma transmissão manual de cinco marchas. Embora os rumores fossem muitos, a Volkswagen nunca adotou transmissão automática para o Saveiro.

Recentemente, o motor EA111 foi descontinuado devido às novas leis de emissões Proconve L7, deixando o EA211 como única motorização do Saveiro. No mais, freios traseiros a tambor e suspensão traseira por eixo de torção fazem parte do pacote mecânico padrão da picape compacta.

Interior

Internamente, o Volkswagen Saveiro G5 acompanhou o Gol e o Voyage de perto, incorporando as mesmas atualizações que eles recebiam conforme o tempo passava.

O antigo e polêmico painel de instrumentos centralizado deu lugar a uma peça de layout tradicional, com iluminação mesclando azul e vermelho e uma tela maior de computador de bordo ao centro (dependendo da versão).

Os comandos dos vidros elétricos saíram do console central e foram para as portas e os plásticos adotados nos acabamentos internos melhoraram em aspecto e textura.

O retrabalho interno melhorou o convívio com o Saveiro, mas a picape se destacou diante dos modelos anteriores por duas novidades: as opções de cabine estendida e dupla.

A cabine estendida conta com um pequeno espaço atrás dos bancos, útil para bagagens pequenas (como mochilas, por exemplo) que o condutor deseja deixar em um local mais resguardado. Já a cabine dupla traz uma segunda fileira de bancos que serve para crianças ou até adultos, mas por trajetos mais curtos devido ao espaço limitado para as pernas.

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Tecnologia

Uma característica marcante do Volkswagen Saveiro G5 é que a renovação completa da picape buscou não apenas manter suas características consagradas de carro de trabalho, mas também oferecer um pouco mais de conteúdo para tentar atrair clientes que queriam a picape como principal carro da família.

As versões de entrada dos primeiros anos/modelo, sempre focadas no uso severo, eram as mais despojadas de todas, dotadas de itens como para-choques e maçanetas sem pintura, rodas de ferro sem calotas, vidros e travas manuais, ar-condicionado, direção hidráulica, entre outros.

Com o tempo e a chegada da variante Cross, o Saveiro ganhou status de picape compacta ‘chique’ e incorporou itens como:
  • Rodas de liga leve aro 15;
  • Central multimídia;
  • Volante multifuncional;
  • Piloto automático;
  • Sensores de chuva e crepuscular;
  • Retrovisor interno fotocrômico;
  • Trio elétrico.

Principais pontos fortes

Mercado:

Além de ser um modelo voltado para trabalho, o Saveiro já é um velho conhecido do brasileiro, presente no país desde a década de 80. É um carro extremamente negociável e uma moeda de troca que dificilmente perderá valor, especialmente se tratando do G5 que, para muitos, é a melhor versão da picape.

Robustez:

Com 700kg de capacidade de carga e motor 1.6, o Saveiro é uma das opções mais interessantes para quem precisa de uma picape pequena e não pretende levar pouco peso. É um veículo reconhecido por sua valentia no uso severo e o modelo G5 (incluindo seus sucessores) não é diferente.

Economia:

Pesando entre 1.035kg e 1.130kg, o Saveiro é um veículo bastante leve, o que reduz o esforço do motor e melhora não apenas o desempenho como também o consumo de combustível. A picape consegue ótimos níveis de economia.

Principais pontos fracos

Preço:

Veículos de trabalho não costumam ser baratos, mas o Saveiro sempre esteve entre os modelos mais caros da categoria, mesmo sem trazer qualquer diferencial significativo que justificasse a quantia a mais. Isso se mantém até hoje: vendido em versão única, o Saveiro pode ser comprado, atualmente, por iniciais R$ 114.990.

Ergonomia:

O banco do motorista do Volkswagen Saveiro G5 traz os mesmos problemas do Gol: ou fica baixo demais e ‘afunda’ o condutor, ou alto demais, roubando espaço paras as pernas. Ainda falando de ergonomia, o acesso para a segunda fileira de bancos nas versões com cabine dupla deveria ser facilitado por uma terceira porta como acontece no Fiat Strada.

Transmissão:

Vendido somente com câmbio manual, o Saveiro nunca foi uma opção aos que não queriam mais passar as marchas de uma picape. A promessa de um câmbio automático nunca saiu do papel.

Principais concorrentes diretos

Fiat Strada

Chevrolet Montana