Saiba tudo sobre o Volkswagen Golf G7 nesta avaliação completa e conheça os principais pontos fortes e fracos desse modelo.

Depois de um hiato que durou duas gerações, a Volkswagen finalmente decidiu alinhar o Golf vendido no Brasil ao modelo comercializado no mercado internacional.

A sétima geração do hatch estreou no país apenas um ano depois do lançamento no mercado europeu, trazendo muito mais tecnologia embarcada e conjuntos mecânicos superiores aos oferecidos no modelo anterior.

O modelo antigo continuou a ser oferecido por algum tempo como alternativa mais barata, uma vez que o novo Golf iniciou sua trajetória no Brasil sendo importado e, portanto, bem mais caro.

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Design 

O Volkswagen Golf G7 trouxe uma releitura mais agressiva e angular das linhas da sexta geração, nunca oferecida oficialmente no Brasil, que incorpora muito do conceito IROC, apresentado em 2006, e que foi o responsável por antecipar não apenas o retorno do Scirocco, mas também a nova identidade visual que a montadora adotaria para a década que se aproximava.

De maneira geral, o design não foi uma revolução completa como na transição da quarta para a quinta geração, mas uma repaginada profunda que deixou o alemão mais agressivo e, ao mesmo tempo, sofisticado. 

Na dianteira, os faróis em forma de trapézio estilizado se conectam através da estreita grade central e contam com acabamento mesclando fundo escuro com detalhes cromados, podendo trazer refletores ou projetores, dependendo da versão.

O para-choque traz mais aberturas com os novos faróis de neblina retangulares na horizontal. E de lado, se destacam as fortes demarcações dos para-lamas no entorno das rodas, nos vincos das portas e a larga coluna C, que é marca registrada do Golf.

Por fim, na traseira, as lanternas horizontais ficaram mais finas em relação ao modelo G6 e o para-choque sofreu pouquíssimas mudanças apenas para se adequar ao novo estilo de design menos arredondado. 

Mecânica 

O Golf G7 foi o primeiro carro da Volkswagen construído sobre a plataforma modular MQB, uma estrutura altamente versátil que é utilizada pelas marcas do grupo VW em inúmeros modelos até hoje, de compactos a sedans e SUVs de grande porte.

Ele pode ser encontrado no Brasil com diversos motores diferentes, do 1.6 aspirado da família MSI até os 1.0, 1.4 (somente gasolina ou flex) e 2.0 turbo da família TSI. Também há uma variante híbrida do 1.4 TSI que é exclusiva da versão GTE – a última oferecida no país. 

Do mesmo modo, diferentes transmissões foram oferecidas no hatch de acordo com a motorização escolhida.

Inicialmente, o Volkswagen Golf G7 era vendido apenas nos motores 1.4 ou 2.0, ambos da família TSI e somente a gasolina. Ele podia trazer câmbio manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem e sete velocidades (o famoso DSG) no motor 1.4, enquanto o 2.0 turbo é exclusivo da versão esportiva GTI e trabalha unicamente com a caixa DSG de seis velocidades. 

Com a nacionalização promovida em 2015, o 1.4 turbo passou a ser flex e trocou a caixa DSG pela automática convencional Tiptronic de seis velocidades.

Além disso, uma nova opção de conjunto mecânico ficou disponível para as versões mais baratas, composta pelo motor 1.6 aspirado da família MSI (o mesmo que já foi oferecido no Gol, Fox e Polo) e câmbio manual de cinco marchas ou automático padrão de seis marchas.

Poucos anos depois, foi a vez da introdução do motor 1.0 TSI que pode ser encontrado com câmbio manual ou automático, ambos de seis marchas.

Por último, o 1.4 TSI híbrido da versão GTE trabalha aliado a um motor elétrico e é controlado por uma versão modificada da caixa automatizada DSG de seis velocidades, própria para o conjunto eletrificado. 

Interior 

Mesmo não sendo um carro voltado para o mercado premium, o acabamento interno do Volkswagen Golf G7 é claramente superior ao da maioria dos outros carros da marca que são vendidos no Brasil.

Há porções macias ao toque em vários locais espalhados pela cabine, iluminação dos comandos/botões toda por LEDs brancos, cluster de instrumentos com tela multifuncional ao centro ou inteiramente digital, dependendo da versão, além de muitos apliques prateados imitando alumínio e molduras em preto brilhante para a central multimídia, saídas de ar-condicionado, entre outros.

Os bancos, por sua vez, podem vir na cor preta ou em tons mais claros nas versões mais caras. 

Tecnologia 

Devido ao seu preço e posicionamento no portfólio da marca, o Golf de sétima geração veio muito bem equipado desde as versões mais baratas.

De série, o Volkswagen Golf G7 já traz, pelo menos:

  • Sete airbags;
  • Faróis de neblina;
  • Controles de tração e estabilidade;
  • Direção elétrica;
  • Ar-condicionado;
  • Retrovisores externos com rebatimento elétrico e desembaçador;
  • Central multimídia com tela de 6,5 polegadas;
  • Sensores dianteiros e traseiros de estacionamento;
  • Luzes diurnas.

Já as variantes mais completas podem trazer recursos que, na época, eram exclusivos de produtos de marca premium – se o comprador optasse pelos pacotes opcionais oferecidos.

Um Golf equipado com tudo o que a marca oferecia traz itens como:

  • Faróis bixenon adaptativos e direcionais;
  • Piloto automático adaptativo;
  • Teto solar elétrico;
  • Ar-condicionado de duas zonas;
  • Central multimídia com GPS nativo.

Principais pontos fortes 

Dirigibilidade

Você não precisa apelar para o esportivo GTI se quiser um Golf que seja gostoso de dirigir, porque essa é uma das principais características do modelo que se manteve ao longo dos anos até a chegada da sétima geração.

É verdade que a nacionalização acabou com a suspensão traseira independente nas variantes “civis”, mas isso não comprometeu a boa dinâmica do Golf de forma significativa. 

Tecnologia

Mesmo sem algum dos inúmeros opcionais que a Volkswagen oferecia, o Golf já traz uma boa lista de equipamentos de série desde as configurações mais baratas.

Se você gosta de carros mais equipados, deve considerá-lo dentre as opções de compra. 

Design

Já se passaram dez anos desde o lançamento da sétima geração, mas suas linhas envelheceram muito bem e o Golf continua a parecer um carro bastante atual nas ruas.

É difícil encontrar alguém que não aprecie as linhas do alemão. 

Confira também a avaliação completa dos principais concorrentes do Golf G7:

Principais pontos fracos 

Câmbio DSG seco

Quando estreou no Brasil, no final de 2013, o Golf G7 chamou atenção por muitas coisas, mas um dos pontos que mais arrancaram elogios, tanto da imprensa quanto dos clientes, foi o desempenho garantido pela aliança do motor 1.4 TSI com a moderna transmissão DSG de dupla embreagem.

Conhecida pelo código DQ200, a caixa de sete velocidades da versão “civil” do hatch faz trocas muito rápidas e deixa a condução divertidíssima, mas tem um grave problema crônico que já deu muita dor de cabeça em milhares de donos.

Ao contrário da grande maioria das transmissões, ela trabalha a seco, sem óleo lubrificante/arrefecedor e toda a parafernalha que envolve o uso de fluido.

Isso permitiu que ela fosse menor, mais leve e mais barata, mas a deixou muito mais frágil para as condições de rodagem do Brasil – altas temperaturas, trânsito intenso e asfalto ruim.

Sobram relatos de problemas diversos e proprietários insatisfeitos por conta disso, então, evite os Golf com motor 1.4 e câmbio DSG de sete marchas a todo custo.

Prefira os Tiptronic de seis marchas, geralmente atrelados ao 1.4 já flex. A caixa DSG exclusiva do GTI, de codinome DQ250, trabalha com óleo e não sofre dos mesmos problemas da seca. 

Mercado de usados

O fato de ser um carro muito bom de dirigir costuma atrair um tipo de cliente que tende a “moer” o carro, dirigindo de maneira imprudente e realizando modificações para extrair cada vez mais desempenho, mas sem investir o mesmo tempo/dinheiro na manutenção necessária.

Se estiver de olho em um Golf, tenha paciência e escolha com calma, evitando os exemplares com modificações mecânicas, porque a chance de ter problemas futuros com um carro que foi maltratado é grande. 

Fora de linha

Os hatches médios estão à beira da extinção no Brasil e, embora seja um nome consagrado e tenha uma boa base de fãs, o Golf se tornou um carro nada comercial.

Poderá ser difícil de comprar o carro certo e mais difícil ainda de passá-lo adiante, seja pela demora ou por ofertas inapropriadas. Se você se preocupa com a hora da revenda, é melhor partir para outro carro. 

Curiosidades 

1 – O Golf já foi vendido como Rabbit (coelho) nos Estados Unidos durante a primeira e quinta gerações.

A marca não oficializa um motivo para isso, mas alguns especialistas do mercado automotivo creem que se deu por dois fatores.

Primeiro: golf é o nome de um esporte popular no país e, diante disso, a marca pode ter ficado com receio de afastar possíveis compradores que não se interessam pelo esporte.

Segundo: coelhos são pequenos, leves e muito ágeis, características que eram bastante evidentes na primeira geração do hatch e acabam por criar um paralelo lúdico e interessante.

A reintrodução do nome no modelo G5 foi uma homenagem e, ao mesmo tempo, uma tentativa de repetir o estrondoso sucesso que o “Rabbit” original representou em sua época. 

2 – Enquanto a versão GTI representou o máximo de esportividade do Golf no Brasil, outros países tiveram acesso a derivações ainda mais interessantes.

Um deles é o GTI Clubsport que trazia visual exclusivo e modificações mecânicas para ser mais rápido que o GTI padrão, além do topo de linha R que contava com tração integral permanente e o 2.0 turbo ainda mais mexido para gerar até 310 cv de potência máxima.

Já o Golf R de sétima geração pode ir de 0 a 100km/h em 4,9 segundos, tempo digno de esportivos bem mais caros. 

3 – O Golf de sétima geração se despediu oficialmente do país em 2020.

A despedida foi com a versão híbrida GTE, mas ele segue em linha em outros países na oitava geração, ainda sem previsão de comercialização no Brasil. 

4 – A mesma transmissão DSG à seco, que foi/ainda é o pesadelo de inúmeros donos de Golf, equipa outros carros.

São o Audi A1 e o A3 nos primeiros anos/modelo, equipados com motor 1.4 e 1.8 turbo. Já os 2.0 turbo trazem a mesma caixa banhada do Golf GTI. 

5 – A plataforma MQB em que o Golf é montado também está presente em carros bem maiores.

Esses carros são o Passat e o Atlas, um SUV de pouco mais de 5 metros de comprimento. 

Saiba mais sobre o VW Golf neste vídeo:

Outros concorrentes diretos 

Chevrolet Cruze Sport6 

Citroën DS4