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Saiba mais sobre o Volkswagen Gol G4 e conheça seus pontos fortes e fracos.

O Volkswagen Gol G4 foi apresentado ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2005 (já como modelo 2006), trazendo retoques visuais externos e internos, mas uma simplificação geral do projeto, algo que não foi bem aceito pelo público e pela mídia especializada.

Ainda assim, ironicamente, o modelo resistiu ao tempo e ficou em linha por oito anos, chegando a conviver simultaneamente com as reestilizações do Gol G5 e G6. Isso aconteceu porque o G5 marcou a maior renovação da história desse modelo, mudando por completo e evoluindo em praticamente todos os aspectos, o que acabou por encarecer o produto e, com isso, o bom ritmo de vendas poderia ser abalado.

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Design

O Volkswagen Gol G4 ainda era um produto derivado do G2, o famoso “Gol Bolinha”. Baseado nisso e na ideia de simplificar o carro para reduzir custos de produção, a Volkswagen projetou um modelo de linhas que incorporavam a identidade visual da época e, ao mesmo tempo, disfarçavam as alterações dedicadas ao corte de custos. O problema é que uma rápida olhada pelo carro já mostra as intenções da montadora com essa reestilização.

Começando pelos faróis do Gol G4, que são unicamente por refletor único bifocal, enquanto no G3 podiam receber refletores duplos para luz baixa e alta separados, dependendo da versão. Os faróis de neblina deixaram de ser por projetor e voltaram a ser por refletor padrão. Já o para-choque traz porções maiores em plástico preto, sem pintura.

Mesmo assim, a frente do Gol G4 passa certa imponência graças ao corte em V, que abriga as grades centrais e o emblema, solução aplicada até em modelos muito mais caros como o Passat e o Touareg da época.

As laterais e a traseira mudaram pouco: novas lanternas menores com elementos óticos rearranjados, para-choque seguindo o estilo do dianteiro, com porção maior em plástico preto sem pintura e, por fim, tampa do porta-malas mais lisa, sem detalhes ou vincos.

Mecânica

O Gol G4 pode ser encontrado com três opções de motores naturalmente aspirados, de quatro cilindros e já prontos para usar tanto gasolina quanto etanol: 1.0, 1.6 e 1.8.

O 1.0 é da família EA111, capaz de gerar até 71 cv e 9,8 kgfm com etanol, e que é famoso por ter problemas relacionados ao óleo lubrificante especificado pela marca e ao tratamento térmico dado às peças. Os outros dois blocos são da família AP (Alta Performance): o 1.6 gera até 99 cv e 14,4 kgfm enquanto o 1.8 produz até 106 cv e 16 kgfm.

Por padrão, todos trabalham unicamente com uma transmissão manual de cinco marchas e a tração é somente dianteira.

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Interior

A estratégia de simplificação promovida pela Volkswagen também afetou diretamente a cabine do Gol G4. Se o desenho externo mudou pouco, por dentro, a história foi diferente: sobrou pouco do G3, o que motivou muitas queixas.

O painel de instrumentos, por exemplo, perdeu o layout tradicional em favor da mesma peça presente no Fox, composta por um mostrador grande ao centro e outros dois menores, além de um detalhe cinza que abriga a tela do computador de bordo.

As saídas de ar também mudaram, trocando o desenho retangular pelo redondo, característica popular entre os carros baratos da época. De modo geral, o painel também foi simplificado, trazendo peças inteiriças de acabamento em uma única cor e retirando o contraste que passava a ideia de refinamento (ainda que mínimo) ao interior do Gol.

Falando em painel, uma certa “bizarrice” aconteceu em alguns modelos em que a Volkswagen oferecia airbags duplos frontais: nesses casos, o G4 recebia o painel completo do G3, pois a peça original do G4 não possuía suporte para as bolsas infláveis, impossibilitando sua instalação.

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Tecnologia

A quarta reestilização do Gol não recebeu grandes revoluções tecnológicas diante da sua antecessora, mas a marca inovou na forma de ofertar equipamentos para esse modelo: eram oferecidos “módulos” para atender a necessidades específicas.

Havia, por exemplo, o módulo de suspensão que elevava o carro em 27 mm para auxiliar na travessia de terrenos mais difíceis, uma exclusividade das versões mais caras. Outro módulo era o “image” que trazia para-choques na cor da carroceria e rodas de ferro aro 14 com calotas exclusivas.

No mais, era o Gol de sempre, podendo receber itens como:
  • Direção hidráulica;
  • Faróis de neblina;
  • Ar-condicionado;
  • Trio elétrico (vidros, travas e ajuste dos retrovisores);
  • Rádio.

Entre outros itens simples.

Como diferencial, houve versões de apelo aventureiro como a Rallye que traz faróis de milha (auxiliares de longo alcance), suspensão elevada e apliques plásticos por toda a carroceria.

Principais pontos fortes

Mercado:

O Gol sempre foi um sucesso absoluto de mercado e não é diferente com o G4. Apesar das críticas negativas, a boa oferta de versões aliada à modularidade dos equipamentos ajudou a manter a alta liquidez de mercado, fazendo dele um carro fácil de comprar e de vender.

Manutenção:

Utilizando motores conhecidos e compartilhados por vários outros carros, o Volkswagen Gol G4 é extremamente fácil e barato de ser cuidado. É muito fácil achar peças de qualquer tipo, seja online ou em lojas físicas, bem como é fácil realizar manutenções rotineiras ou até um pouco mais complexas na garagem de casa. Além disso, são inúmeros os tutoriais na internet que ensinam a realizar não só reparos como customizações variadas no modelo por conta própria.

Robustez:

Se a simplificação do Gol foi criticada ao se analisar o custo-benefício, por outro lado, ajudou a torná-lo um carro altamente versátil. Sem firulas e com um interior mais simples, tornou-se um ótimo carro para trabalho quando necessário, além de continuar sendo um bom veículo para levar a família, usar no dia a dia, entre outras necessidades.

Principais pontos fracos

Passado:

Infelizmente, muitos donos confundem “simplicidade” com “desleixo” e acabam por usar o carro até os defeitos começarem a aparecer.

Não são poucos os exemplares de Gol que são vítimas do descuido de proprietários que não se preocupam em realizar as manutenções mais básicas, portanto, caso esteja de olho em um, tenha atenção redobrada e cheque tudo o que puder. De preferência, leve um mecânico junto para analisar todos os componentes e o estado geral do carro. O fato de ser um carro simples não significa que não precise de cuidados.

Acabamento:

A simplificação da cabine do Gol G4 é, além de visível, é bastante tátil. O modelo abusa dos plásticos no interior e, como se não bastasse, os materiais utilizados passam a sensação de fragilidade, além de ocasionarem ruídos internos com frequência.

Segurança:

Lembra que falamos dos airbags duplos frontais que podiam equipar o Gol G4? O problema é achar um exemplar que conte com eles. As bolsas de ar eram parte de um pacote opcional caro que poucos clientes compravam quando o carro era novo. Isso faz com que a grande maioria dos exemplares de Gol, à venda ou rodando pelas ruas, não conte com nenhum dispositivo de segurança presente nos carros atuais.

Principais concorrentes diretos

Fiat Uno

Chevrolet Corsa

Ford Fiesta

Peugeot 206

Fiat Palio

Chevrolet Celta

Ford Ka