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Confira alguns detalhes sobre a Volkswagen Amarok, além de seus pontos fortes e fracos.

O Volkswagen Amarok foi lançado para o mercado brasileiro no começo de 2010 e chamou atenção por ser a primeira picape de porte médio da montadora alemã.

Produzido em General Pacheco, na Argentina, o modelo é comercializado em carrocerias de cabine simples e dupla, podendo ser equipado com motores turbodiesel de 2 litros e quatro cilindros em linha ou 3 litros e seis cilindros em V.

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Design

O Amarok era um produto inédito no portfólio global da Volkswagen e a sua primeira picape no segmento das médias. Essa é uma área na qual a montadora alemã não possui tradição e experiência e, por conta disso, o Amarok precisou se estabelecer com características que o posicionassem acima dos rivais.

Além disso, a fabricante teve o cuidado de aplicar inúmeros elementos e referências visuais que deixassem claro tratar-se de um produto Volkswagen.

Dois anos antes da apresentação do modelo de produção, a marca lançou o chamado “Pickup Concept”, um protótipo avançado que, embora fosse um conceito, adiantou praticamente todos os detalhes e linhas que seriam aplicadas no Amarok definitivo, exceto algumas alterações como a ausência do para-choque traseiro.

Começando pela dianteira, o Amarok traz grandes faróis retangulares que são unidos pela grade central e podem trazer refletores duplos nas versões mais caras, além de projetores bi-xenon contornados por uma guia de LED.

O para-choque conta com faróis de neblina redondos nos primeiros anos-modelo e trapezoidais no leve facelift introduzido em 2017.

Na lateral, o típico perfil de picape com grandes janelas e colunas estreitas se faz presente no Amarok, junto de para-lamas bem pronunciados, para dar volume ao utilitário.

Por fim, a traseira conta com um para-choque proeminente, que aloca a placa de identificação ao centro, e grandes lanternas verticais que apresentam a assinatura luminosa padrão mais recente da Volkswagen nas luzes de posição.

Mecânica

Inicialmente, o Volkswagen Amarok trazia diferentes variantes do motor 2.0 TDI de quatro cilindros e movido a diesel.

A mais fraca, oferecida nas versões mais baratas, era de turbo único e gerava até 122 cv de potência e 34,7 kgfm de torque. Já o modelo com motor mais forte evoluía para um sistema biturbo, capaz de produzir até 180 cv e 42,8 kgfm.

São duas opções de transmissão, sendo uma caixa manual de seis velocidades e uma automática de oito velocidades, bem como duas opções de tração: apenas traseira (4×2) e integral seletiva com opção de reduzida (4×4), no famoso sistema chamado pela Volkswagen de 4Motion.

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Com o tempo, o Amarok recebeu o motor 3.0 V6 turbodiesel, que lhe rendeu o título de picape média mais forte do Brasil.

Ele gera até 258 cv de potência e torque de 59,1 kgfm, novamente combinado à transmissão automática de oito velocidades e o sistema de tração 4Motion.

Por fim, o Amarok é construído no tradicional esquema de carroceria sobre chassi e, assim como a grande maioria, traz suspensão traseira por eixo rígido com feixe de molas.

Interior

Custando o mesmo ou até mais do que os rivais diretos, o Volkswagen Amarok chegou com a grande expectativa de que trouxesse um interior condizente com os valores pedidos pela marca e, portanto, superior em qualidade e acabamento.

Entretanto, a cabine da picape abusa dos sempre presentes plásticos por todos os lados, até mesmo nas versões mais caras que, atualmente, passam dos R$ 300 mil.

O painel de instrumentos é bastante familiar do cliente Volkswagen, trazendo quatro mostradores analógicos, sendo dois maiores para conta-giros e velocímetro, dois menores para temperatura do arrefecimento e nível de combustível no tanque, todos ao entorno da tela central do computador de bordo.

As saídas de ar são verticais e a central multimídia se posiciona no topo do console central, incorporada ao painel.

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Tecnologia

Além do interior, outro ponto que rende críticas ao Volkswagen Amarok é a lista de equipamentos e a baixa presença de itens tecnológicos e de segurança.

Embora a picape tenha melhorado nesse aspecto com o passar do tempo, ela ainda deixa de fora elementos que deveriam, obrigatoriamente, constar na lista de um modelo cuja versão mais cara é de aproximadamente R$ 330 mil.

A configuração mais barata traz:
  • Ar-condicionado de duas zonas;
  • Retrovisores externos com ajustes elétricos e desembaçador;
  • Sensores dianteiros e traseiros de estacionamento;
  • Central multimídia com espelhamento de smartphones via cabo;
  • Som com seis alto-falantes.
Já a versão mais cara acrescenta itens como:
  • Bancos dianteiros elétricos;
  • Faróis com projetor bixenon com ajuste elétrico de altura e luzes diurnas em LED;
  • Rodas aro 20 diamantadas;
  • Central multimídia com navegação via GPS nativo;
  • Rebatimento elétrico para os retrovisores externos;
  • Piloto automático convencional;
  • Faróis de neblina;
  • Quatro airbags.

Confira ainda mais detalhes sobre o Volkswagen Amarok no vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Desempenho:

Se você gosta de andar e precisa de uma picape média, o Amarok deve estar entre as primeiras opções a se considerar. A melhor parte é que você não precisa apelar para o V6, o 2.0 biturbo já consegue levar a picape com bastante força.

Já o motor 3.0 V6 leva a “brincadeira” para outro patamar, sendo capaz de carregar as mais de 2 toneladas do utilitário com uma rapidez digna de carro pequeno.

Porte:

O Amarok é exatamente o que os fãs de picapes gostam. Grande e alto, o utilitário deixa seus ocupantes bem acima dos carros convencionais e impõe respeito por onde passa, oferecendo espaço mais do que suficiente.

Dirigibilidade:

O Amarok não é apenas bom de dirigir, mas também é uma picape capaz de vencer a grande maioria dos obstáculos sem problemas.

Seu sistema de tração seletiva é bem completo e conta com inúmeras ‘artimanhas’ para fazer a picape vencer todo tipo de terreno sem problemas.

Principais pontos fracos

Segurança:

Mesmo a versão mais cara da picape conta apenas com míseros quatro airbags e, para piorar, a variante comercializada no Brasil nunca passou por um teste de colisão, embora tenha se saído bem no temido teste do alce.

Um modelo de sua faixa de preço deveria contar com muito mais equipamentos de segurança, seja passiva ou ativa.

Porte:

Ser tão grande tem seu lado positivo, mas também pode jogar contra a picape, principalmente se o seu uso for mais urbano.

Por conta de seu porte, o Amarok requer atenção redobrada o tempo inteiro, o que pode causar estresse desnecessário ao motorista e demais ocupantes.

Se você sai pouco da cidade e não precisa de uma picape tão grande, é melhor procurar outro veículo.

Manutenção:

A manutenção do Volkswagen Amarok é cara e difícil de se fazer, exigindo muita paciência (e uma conta bancária mais “recheada”) do possível proprietário.

Não é um veículo que costuma apresentar defeitos, mas não dá folga ao dono quando porventura acontece.

Principais concorrentes diretos

Nissan Frontier

Ford Ranger

Chevrolet S10

Toyota Hilux

Mitsubishi L200 Triton