A Toyota Hilux G8 foi apresentada ao mercado brasileiro no último bimestre de 2015, já como ano/modelo 2016, marcando o começo do ciclo de vida do modelo que é oferecido até os dias de hoje.

A oitava geração rompeu totalmente com o passado da picape, fazendo com que ela ficasse muito mais tecnológica, conectada e segura do que jamais foi.

Ela trouxe novidades em todos os aspectos e adotou o conceito chamado de “car-like”. O principal foco desse conceito é trazer cada vez mais características dos carros de passeio aos utilitários, antes voltados somente para o trabalho pesado.

Neste artigo, vamos conhecer a Hilux G8 em detalhes e abordar seus principais pontos fortes e fracos. 

Design 

A Toyota Hilux G8 não trouxe absolutamente nada da sua antecessora direta, mas a mudança mais drástica de todas foi na sua filosofia de design.

A picape mantinha linhas simplistas e mais quadradas desde a terceira geração, lançada no final da década de 70.

Além disso, tinha um porte consideravelmente menor, que durou até a chegada da sétima geração quando, enfim, o utilitário japonês cresceu para se reposicionar diante dos concorrentes atualizados.

A nova filosofia de design adotada pela marca é chamada de Keen Look (olhar afiado), introduzida em 2012 pela segunda geração do hatchback Auris!

De frente, os novos faróis mais estreitos podem ser por refletor ou projetor e se interligam diretamente através da grade de filetes horizontais, assim como acontece no Corolla do mesmo ano/modelo.

O para-choque traz abertura central para o arrefecimento do motor e aberturas em forma de paralelogramo nas pontas para os faróis de neblina.

De lado, a picape ganhou sofisticação com as colunas B podendo receber acabamento preto fosco, frisos decorativos na porção inferior das janelas e inclinações mais suaves, bem como os arcos de para-lama suavizados em comparação ao antecessor.

Já na traseira, as lanternas verticais ganharam prolongamentos maiores pelas laterais e o para-choque veio com uma depressão que pode ser usada como degrau para acessar a caçamba sem precisar abrir a tampa. 

No final de 2020, já para a linha 2021, a picape recebeu um facelift mais profundo.

Ele trouxe novos faróis totalmente em LED para as versões mais caras, grade hexagonal mais avantajada, um novo para-choque dianteiro com detalhes em preto nas extremidades e novos faróis de neblina em LED.

Na traseira, as lanternas também ganharam iluminação por LEDs em alguns elementos óticos. 

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Mecânica 

Construída sobre uma evolução da arquitetura IMV, composta pela dupla chassi + carroceria, a oitava geração da Hilux pode ser encontrada no Brasil com motor aspirado flex ou turbodiesel.

Começando pelo primeiro, trata-se do mesmo 2.7 de quatro cilindros oferecido na geração anterior. Ele é capaz de gerar até 163 cv e 25 kgfm aliado unicamente a uma nova transmissão automática convencional de seis velocidades. Nesse caso, a tração pode ser apenas traseira ou integral seletiva. 

Já o outro motor é um novo 2.8 turbodiesel, também de quatro cilindros, que veio substituir o antigo 3.0. Ele é capaz de gerar até 177 cv e 45,8 kgfm, disponível com opções de transmissão manual ou automática convencional (ambas de seis marchas) e tração unicamente integral seletiva.

Para a linha 2021, o motor a diesel passou por leves mudanças para gerar até 204 cv e 50,9 kgfm de potência e torque máximos, enquanto o motor 2.7 flex deixou de ser oferecido na linha 2022. 

Veja também a avaliação dos concorrentes diretos da Toyota Hilux G8:

Interior 

Por dentro, a renovação seguiu o mesmo radicalismo do design externo e, novamente, teve inspiração quase que completa na 11ª geração do Corolla.

A cabine veio com o mesmo layout básico do interior do sedan, exceto por detalhes mínimos, que são exclusivos da picape, como certas molduras e apliques, além das diferenças de equipamentos presentes nos modelos. 

Assim como no Corolla, o cluster de instrumentos da Toyota Hilux G8 combina quatro mostradores analógicos nas laterais, sendo dois menores dentro de dois maiores, com uma tela colorida e alta definição de computador de bordo ao centro.

Já o volante é diferente, composto por quatro raios e um núcleo quadrado, com ajustes de altura e profundidade – uma novidade da oitava geração, visto que os anteriores traziam ajuste apenas de altura.

A central multimídia também é exclusiva da picape, mais sofisticada do que o equipamento presente no sedan. 

Tecnologia 

Sendo uma das picapes mais caras do seu segmento no Brasil, a Hilux finalmente evoluiu na oitava geração e passou a trazer não apenas mais equipamentos, como também algumas novidades que só chegaram anos depois em alguns concorrentes.

Na versão mais barata, a picape já contava com recursos como:

  • Ar-condicionado;
  • Direção hidráulica;
  • Três airbags;
  • Trio elétrico (vidros, travas e retrovisores);
  • Central multimídia;
  • Câmera de ré.

Já nas configurações mais caras, a Toyota Hilux G8 pode ser encontrada com recursos como:

  • Faróis em projetor de LED para luz baixa e luzes diurnas;
  • Controles de tração e estabilidade;
  • Multimídia com navegação via GPS e receptor de TV digital;
  • Faróis de neblina;
  • Ar-condicionado digital com saídas traseiras;
  • Sete airbags;
  • Bancos de couro;
  • Rodas aro 18.

No facelift aplicado em 2021, a picape incorporou recursos semiautônomos de segurança e conveniência como piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa, farol alto automático e muito mais.

Principais pontos fortes 

Mercado de usados

A Hilux é um produto extremamente tradicional e está no mercado há décadas, em produção ininterrupta.

É uma das picapes mais conhecidas do país e é altamente comercializável, sendo um veículo fácil de comprar e fácil de vender. 

Robustez

Muito da boa fama da picape japonesa vem justamente da sua capacidade de enfrentar todos os obstáculos aos quais é submetida.

Embora tenha se “civilizado” mais do que nunca na oitava geração, a Hilux não perdeu sua essência de veículo utilitário. 

Facelift

Se o bolso está mais confortável, parta direto para alguma das versões pós-facelift – a partir do ano/modelo 2021.

Além do visual melhorado, há muito mais recursos de tecnologia e conveniência, que melhoram o dia-a-dia com a picape. 

Saiba mais sobre a Toyota Hilux 2021 neste vídeo:

Principais pontos fracos 

Desempenho

Com exceção dos modelos 2021 com motorização a diesel, desempenho nunca foi o ponto forte das Hilux.

O rendimento dos motores fica abaixo da média da categoria e, com isso, não é difícil ver proprietários que reclamam da falta de desenvoltura em determinadas situações que pedem mais esperteza. E a situação piora muito quando se fala da motorização flex.

Se vai usar a picape para serviços mais pesados ou se anda muito na estrada, dê preferência aos modelos a diesel, especialmente os pós-facelift. 

Condições de uso

Picapes nasceram para trabalho e, sendo assim, boa parte delas são usadas em condições extremas.

Embora muitos comprem picapes hoje unicamente pelo estilo atraente e o porte imponente, também há uma boa parcela de compradores que literalmente “moem” os veículos sem realizar as manutenções adequadas.

Esteja de olhos muito abertos no ato da compra para não levar um veículo ralado disfarçado de seminovo. 

Motor flex

A Toyota disponibilizou a motorização flex para vender a Hilux a preços bem mais interessantes – ao custo de menos tecnologia embarcada, desempenho inferior e consumo maior, é claro.

Se você não pretende usar tanto, talvez isso não seja um problema, mas o fato é que além do alto consumo de combustível, o 2.7 também deixa o desempenho consideravelmente pior. Dê preferência ao turbodiesel. 

Outro concorrente direto 

Nissan Frontier