Você tem ou pretende contratar um seguro veicular? Então aqui você vai aprender sobre os tipos de sinistro, as classificações, o que as seguradoras consideram um sinistro e muito mais.  

Saber esses detalhes é fundamental para que você use ou escolha de forma correta o seu seguro. Afinal de contas, a principal função desse serviço é prevenir contra perdas financeiras e tornar a sua vida muito mais tranquila.

O que é exatamente um sinistro?

Dentro do mundo automotivo, o termo ‘sinistro’ significa ocorrência que causa um prejuízo financeiro, mas que está amparada pelo seguro.

Ou seja, se você tiver um acidente com seu veículo, por exemplo, significa que ele passou por um sinistro e o seguro precisou ser acionado.  

Para ser mais específico, precisamos ter em mente que a palavra sinistro está diretamente ligada à cobertura de um seguro. Se um carro bate, mas o dono não tem o serviço contratado, então a ocorrência não é considerada um sinistro.

Agora que você já sabe o que é esse termo, é importante que a gente te explique cada um dos tipos de sinistro!

Saiba agora quais são os tipos de sinistro

Os tipos de sinistros são separados por gravidade ou tamanho do prejuízo. Confira as classificações abaixo:

Sinistro de pequena monta

O sinistro de pequena monta é aquele que causa perdas de proporções menores, como batidas ou acidentes leves.

Geralmente, após esse tipo de ocorrência, só é necessário fazer reparos ou a substituição de peças simples.

Além disso, após os consertos serem feitos, o veículo não precisa passar por uma inspeção para voltar a circular nas ruas com segurança, já que os danos foram leves.

Sinistro de média monta

Aqui são considerados os acidentes de proporções maiores, em que os danos ao veículo são um pouco mais profundos, mas ainda assim, reparáveis.

Diferentemente dos veículo com sinistro de pequena monta, os de média monta precisam passar por uma avaliação de segurança, para saber se podem retornar à atividade após os reparos.

Eles só poderão ser dirigidos novamente após receberem um Certificado de Segurança Veicular (CSV).

Sinistro de grande monta

Esse é o sinistro mais grave. Tão grave, que muitas vezes o veículo sequer volta às ruas.

Um acidente é classificado dessa forma quando são identificados dois danos ou mais na estrutura do veículo.

Esses danos estruturais no veículo o impedem de ser aprovado pela inspeção de segurança. Ou seja, o carro, moto ou utilitário tem o que chamamos de perda total.

Vai comprar um veículo seminovo ou usado?

Sabia que existe uma forma de descobrir se alguma seguradora registrou uma ocorrência de sinistro para o carro que você quer comprar?

É simples, você só precisa consultar o histórico!

E a Olho no Carro é o lugar ideal para saber dessa e outras informações fundamentais antes de fechar negócio.

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Quais são as pontuações para a classificação dos tipos de sinistro?

A classificação dos tipos de sinistro citados acima nem sempre é utilizada pelas seguradoras. Mas, é bom que você entenda, já que esses termos podem estar no seu contrato de seguro.

Essa avaliação que classifica os tipos de sinistro entre pequena, média e grande monta, é realizada pelo agente de trânsito que estiver fazendo a ocorrência do acidente.

Mas fique tranquilo, há um parâmetro específico para essa classificação de avarias. Eles são definidos pela Resolução 297, de 2008, do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Confira abaixo:

Classificação dos tipos de sinistro para carros

Pequena monta: de 0 a 20 pontos;

Média monta: de 21 a 30 pontos;

Grande monta: mais de 30 pontos.

Classificação dos tipos de sinistro para motos

Pequena monta: de 0 a 16 pontos;

Média monta: mais de 16 pontos;

Grande monta: sempre que for registrado dois ou mais danos estruturais.

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O que as seguradoras consideram sinistro?

Há uma série de ocorrências que as empresas seguradoras consideram um sinistro:

1 – Acidentes e batidas

Quando um acidente ou batida provoca danos parciais ou a perda total do veículo. Dependendo do contrato, a indenização cobrirá os reparos ou até mesmo a compra de um novo carro.

2 – Roubo ou furto

Aqui a cobertura ocorre em casos de roubo ou furto, em que o veículo em questão não é recuperado. Dessa forma, se o contrato do seguro cobrir esse tipo de ocorrência, você poderá receber a indenização.

3 – Causas naturais

Quando eventos naturais causam danos ao veículo. Por exemplo: enchentes, quedas de árvore, raios, incêndios, entre outros.

4 – Danos a terceiros

Quando o seu veículo causa um acidente que traz prejuízos para outras pessoas. Vale lembrar que o contrato precisa conter essa cláusula para que a cobertura seja feita, assim como nos outros exemplos apresentados.