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Confira agora a história e detalhes do Peugeot 308 G1, além de seus pontos fortes e fracos.

A primeira geração do Peugeot 308 estreou oficialmente no Brasil nos primeiros meses de 2012, quase cinco anos após seu lançamento no mercado europeu. Toda essa demora se deu por dois motivos principais: o primeiro deles foi o atraso do lançamento do facelift do 307, antecessor do 308, e seu relativo sucesso na categoria que manteve o modelo à venda até meados de 2011.

O segundo motivo foi a origem do carro comercializado no Brasil: importado da Argentina, a divisão sul-americana da Peugeot lançou o 308 já com a reestilização do modelo europeu para atender a região, incluindo o mercado brasileiro.

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Design

O Peugeot 308 G1 nasceu como sucessor e, de certa forma, derivado do 307. Ele manteve a plataforma do modelo antigo, o que fez com que herdasse muito de seu design externo, deixando clara a ligação entre eles.

Ao mesmo tempo, precisava trazer novidades em um segmento cuja disputa esteve acirradíssima em sua época e, como se não bastasse, deveria ser mais um produto da nova fase da Peugeot no Brasil, buscando mudar a má fama que afetou a imagem da marca durante muitos anos.

O desenho do 308, em um primeiro momento, nasceu como uma evolução direta do 307: os faróis continuaram pontiagudos em direção ao emblema central e, logo abaixo, encontrava-se a tradicional grade em formato de boca, ladeada pelos faróis de neblina em nichos embutidos no para-choque. Essa, inclusive, é umas soluções estéticas presentes no 408, sedan derivado do 308, que também foi vendido no Brasil.

Já o modelo comercializado no Brasil, trazia linhas mais suaves: os faróis ganharam quinas mais arredondadas e a grade central inferior diminuiu, abrindo espaço para os nichos maiores dos faróis de neblina, que continuavam verticais, mas podiam incorporar luzes diurnas em LED, dependendo da versão.

Já o perfil era o mesmo do 307, mas com o teto ligeiramente mais alto. Por fim, a traseira adotou lanternas verticais e um novo para-choque com a porção inferior central em preto fosco.

Mecânica

O 308 estreou no Brasil com duas opções de motores flex, naturalmente aspirados com quatro cilindros: um novo 1.6 capaz de gerar até 122 cv de potência e 16,4 kgfm  de torque e o antigo 2.0, já utilizado no 307, capaz de gerar até 151cv e 22 kgfm de torque.

Pouco tempo depois, chegou o 1.6 turbinado da família THP, desenvolvido em parceria com a BMW e capaz de produzir até 165 cv de potência e 24,5 kgfm de torque. Tanto o 1.6 quanto o 2.0 eram equipados com uma caixa manual de cinco marchas, mas o 2.0 teve a opção de vir acoplado a uma transmissão automática de quatro velocidades.

O THP, por sua vez, iniciou sem opção flex e aliado unicamente a uma caixa automática de seis marchas.

Com o tempo, a Peugeot realizou algumas mudanças para deixar o 308 mais competitivo e eficiente. O motor 2.0 abandonou a transmissão automática de quatro marchas em favor de uma caixa de seis marchas e o THP passou a ser flex, gerando até 173 cv de potência máxima com etanol e o mesmo torque de 24,5 kgfm com qualquer combustível.

Por fim, o Peugeot 308 G1 manteve a plataforma PF2 utilizada pelo antigo 307 e por inúmeros modelos da aliança PSA da época, bem como a suspensão traseira por eixo de torção e os freios a disco nas quatro rodas.

Leia mais: Entenda a diferença entre os tipos de motor

Interior

Assim como a parte externa, o interior do 308 de primeira geração não trouxe uma revolução de design, mas sim uma clara evolução das linhas de seu antecessor direto, aliada a uma necessária modernização na escolha dos elementos e detalhes que compõem o ambiente.

O uso de peças cromadas aumentou, mas a boa seleção de plásticos e revestimentos macios ao toque foi preservada assim como a disposição geral dos elementos e a iluminação âmbar dos comandos e botões.

O painel de instrumentos ganhou, ao centro, uma pequena tela de computador de bordo que é complementada por outra tela no topo da parte central do painel. Os mostradores continuaram analógicos, sendo dois grandes (conta-giros e velocímetro) e dois pequenos (arrefecimento e combustível).

As saídas de ar ficaram redondas e passaram a ser oferecidas também para os ocupantes traseiros. No mais, o volante manteve o layout, inclusive com os comandos-satélite de piloto automático e rádio na coluna de direção, bem como a posição do rádio, controles de ar-condicionado e acabamento em torno da manopla de transmissão.

Tecnologia

Atuando no segmento de hatches médios e sendo um dos responsáveis por abrir a nova fase da marca, o 308 chegou ao Brasil bem equipado, desde suas versões mais baratas.

O modelo de entrada já conta com itens como:
  • Ar-condicionado;
  • Airbags duplos frontais;
  • Freios ABS;
  • Rádio com CD Player;
  • Leitor de MP3;
  • Trio elétrico (travas, vidros nas quatro portas e retrovisores);
  • Rodas de liga leve aro 16;
  • Computador de bordo multifunção;
  • Volante com ajustes de altura e profundidade.
Já as versões mais equipadas, trazem “mimos” raros ou inexistentes na categoria daquela época. A lista contempla equipamentos como:
  • Ar-condicionado digital de duas zonas com saídas traseiras;
  • Conexão Bluetooth;
  • Navegação via GPS nativo;
  • Seis airbags;
  • Controles de tração e estabilidade;
  • Piloto automático.

Confira: Como funciona o motor bicombustível?

Quer saber mais sobre o Peugeot 308 G1 THP? Confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Dirigibilidade:

O 308 é um típico hatch médio, o que significa que entrega uma dinâmica de rodagem bastante superior à de modelos compactos e agrada desde o motorista comum até o entusiasta.

Motor THP:

O 1.6 turbo foi lançado no Brasil há doze anos e, até hoje, continua sendo referência em desempenho e prazer ao dirigir. Para melhorar, consegue entregar bons níveis de economia de combustível quando usado de maneira comedida.

Leia também: como economizar combustível? Veja 10 dicas infalíveis!

Equipamentos:

Mesmo sendo pensado para atender a uma nova fase da marca, o 308 não deixou de lado o bom e velho hábito de oferecer uma lista generosa de equipamentos. As configurações intermediárias já podem ser encontradas a preços bastante convidativos e entregam um nível de itens de série que dificilmente se acha em carros do mesmo ano, no mesmo preço.

Principais pontos fracos

Dianteira:

O velho problema da dianteira baixa demais do 307 se manteve no 308, o que a faz raspar com facilidade em quebra-molas, rampas e outros lugares do tipo. Faça uma inspeção cuidadosa antes de colocar um na sua garagem.

Automático de quatro marchas:

Embora a transmissão de quatro marchas do 308 seja a AT8, bem mais tranquila de se cuidar do que a AL4, ela ainda é insuficiente em desempenho e consumo, fazendo o carro parecer “amarrado” na maior parte do tempo. Dê preferência para os modelos mais novos que contam com a caixa de seis marchas. A diferença de preço valerá a pena.

Motor 1.6 aspirado:

O 308 é pesado, o que exige motores mais fortes para que o carro consiga se locomover com decência. O bloco 1.6 aspirado dá conta do recado para o uso urbano, mas já se mostra insuficiente para o uso rodoviário ou com o carro cheio. Se pretende ficar mais tempo ou se viaja muito, parta direto para o 2.0 ou o 1.6 turbo.

Principais concorrentes diretos

Ford Focus

Volkswagen Golf

Chevrolet Cruze Sport6

Hyundai i30

Fiat Bravo

Citroën C4