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Saiba mais sobre o Peugeot 2008 G1 e conheça os seus pontos fortes e fracos

O Peugeot 2008 G1 estreou oficialmente no Brasil no primeiro semestre de 2015, alguns meses após sua primeira aparição pública no país, durante o Salão do Automóvel de 2014. Esse foi o primeiro SUV compacto da fabricante francesa a ser lançado em solo nacional, complementando a ofensiva iniciada anos antes pelo 3008, modelo de porte médio.

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Então lembre-se de consultar o histórico do veículo!

Design

A primeira geração do Peugeot 2008 chegou a ter três conceitos antes do mundo conhecer o modelo de produção definitivo. O primeiro deles foi o SXC de 2011, sigla de Shanghai Cross Concept, que foi uma ideia de SUV compacto de design elegante e agressivo ao mesmo tempo, pensado para a locomoção inteligente nas grandes e cada vez mais movimentadas metrópoles globais.

Entre os principais impulsionadores dessa ideia estiveram sucesso do SUV médio 3008 e a missão da Peugeot de apresentar novas linguagens e códigos de design que passariam a nortear seus futuros lançamentos.

No ano seguinte, surgiu o Urban Cross Concept, um esforço conjunto dos times de estilo da Peugeot em Paris, Shanghai e São Paulo, que começou a concretizar as linhas do ousado SXC no que seria o carro definitivo.

Por fim, o 2008 Concept foi o último estudo e, consequentemente, o mais próximo do que seria o carro final.

Adiantando muito das soluções estéticas que o 2008 de produção trouxe: faróis com chanfros trapezoidais, lanternas em forma de garra de leão estilizada, a perda da grande ‘boca’ central que marcou os carros da década de 2000, entre outros.

O 2008 definitivo mesclava características de SUV com minivan, resultando em uma carroceria que remete a uma perua de suspensão elevada. A dianteira traz faróis com projetor para luz baixa e luzes diurnas em LED, grade central dividida em dois segmentos e para-choque com metade inferior em preto fosco. Já nas laterais, chama atenção o teto ligeiramente mais alto a partir das portas traseiras.

Por fim, a traseira conta com uma pequena vigia de vidro na tampa do porta-malas, lanternas com luzes de posição em LED e um para-choque de grandes abas laterais feito para ficar em volta da quinta porta, deixando um largo vão de acesso ao compartimento de bagagens.

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Mecânica

O Peugeot 2008 G1 foi lançado com duas opções de motores 1.6 flex de quatro cilindros. As variantes mais baratas recebiam o bloco “EC5JP4”, amplamente utilizado pela aliança PSA em inúmeros carros, dotado de aspiração natural e capaz de gerar até 122 cv e 16,4 kgfm.

Na primeira fase do modelo, o motor aspirado podia trabalhar com transmissão manual de cinco velocidades ou automática de quatro marchas, mas uma caixa automática de seis velocidades foi adotada na segunda fase como substituta da transmissão mais antiga.

Já as variantes mais caras do 2008 também utilizavam um bloco 1.6, mas totalmente diferente daquele que estava presente nas mais baratas: trata-se do famoso ‘THP’ (Turbo High Pressure), um motor turbinado desenvolvido em parceria com a BMW, que é capaz de gerar até 173 cv de potência e 24,5 kgfm de torque.

Por um bom tempo, o THP foi o grande diferencial da PSA em termos de desempenho. Inicialmente, ele só esteve disponível no 2008 com câmbio manual de seis marchas, uma vez que a aguardada transmissão automática, também de seis marchas, só veio no facelift do SUV compacto em 2019.

Interior

Apesar da personalidade própria no desenho externo, o interior do 2008 é, basicamente, o mesmo do 208, hatch com o qual compartilha boa parte de sua arquitetura mecânica e tecnológica.

O mix de materiais do interior conta com plásticos de boa qualidade e aparência, além de detalhes cromados ou em preto brilhante, combinando com o tecido marrom em parte dos bancos (dependendo da versão), criando um ambiente elegante e envolvente.

O painel de instrumentos é o chamado i-Cockpit, um conceito de cluster reduzido e destacado do restante do painel, como se fosse algo à parte, posicionado mais distante do volante multifuncional.

No topo do console central se encontra a tela do sistema multimídia, do tipo flutuante, logo acima das saídas de ar trapezoidais e dos comandos de ar-condicionado. Por fim, a iluminação dos botões e comandos é toda por LEDs brancos e, nas versões mais caras, a presença do teto panorâmico de vidro melhora a iluminação da cabine durante o dia.

Quer saber mais sobre o Peugeot 2008? Confira o vídeo abaixo!

Tecnologia

Projetado no começo da onda global dos SUVs, o 2008 tinha duas árduas missões: colocar a Peugeot para competir no segmento de forma agressiva e melhorar a imagem da marca perante o público brasileiro.

Por conta disso, ele chegou ao mercado em poucas versões, mas todas com preço atraente e um ótimo pacote de itens, ofertando um produto para agradar até mesmo os clientes das variantes de entrada.

O 2008 mais barato de todos já trazia itens como:
  • Central multimídia com tela de 7 polegadas;
  • Ar-condicionado digital de duas zonas;
  • Direção elétrica;
  • Computador de bordo;
  • Vidros, travas e retrovisores elétricos;
  • Faróis de neblina;
  • Piloto automático;
  • Entre muitos outros.

Já o top de linha acrescentava, além do motor mais forte, itens como o teto panorâmico em vidro, mais detalhes cromados na parte externa, sensores crepuscular e de chuva, sensores dianteiros de estacionamento, entre outros.

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Principais pontos fortes

Tecnologia:

O Peugeot 2008 G1 é um produto de uma nova fase da Peugeot, mas manteve o velho (e bom) hábito da marca de trazer uma lista de itens de série recheada. Se gosta de carros equipados, deve incluí-lo no grupo de candidatos a novo carro da casa.

Motor turbo:

O 1.6 THP já está no Brasil há doze anos e acredite – ainda consegue encantar, principalmente em um carro mais leve como o 2008. Se gosta de desempenho, dificilmente encontrará carro melhor na faixa de preço do SUV compacto francês com motor sobrealimentado.

Design:

Apesar de já estar defasado, o desenho do 2008 de primeira geração envelheceu bem e o carro ainda consegue passar a sensação de “novo”. Além disso, o jeitão de perua pode atrair os olhares dos órfãos do segmento.

Principais pontos fracos

Espaço:

Não seria exagero dizer que o 2008 é um hatch metido a SUV. Com exceção do bom vão livre do solo, todas as demais medidas do pequeno francês são muito parecidas com as de hatchbacks compactos, o que faz dele um carro apertado e inadequado para quem precisa levar quatro adultos com frequência.

Mercado:

O Peugeot 2008 G1 melhorou consideravelmente a imagem que o brasileiro tem da Peugeot, mas ainda não é um dos carros mais negociáveis da praça. É uma boa opção na hora da compra devido ao preço reduzido em comparação aos rivais, o que melhora a relação custo/benefício, mas uma má opção na hora de vender por causa da acentuada desvalorização que a maioria dos lojistas ainda insiste em forçar para o proprietário de um Peugeot.

Segurança:

Tirando a versão top de linha, as mais baratas deixam a desejar em itens de segurança, trazendo apenas freios ABS e quatro airbags. As bolsas de cortina (que também protegem os passageiros traseiros) e os controles de estabilidade foram exclusividade das variantes mais caras por um longo tempo.

Histórico de versões

2015/2016 – Allure, Griffe e Griffe THP – modelo de lançamento
2016/2017 – Allure, Griffe, Crossway e Griffe THP – linha 2017

Reposicionamentos:

  • Acréscimo da série especial Crossway.
2017/2018 – Allure, Griffe, Crossway e Griffe THP – linha 2018

Reposicionamentos:

  • Série especial Crossway passa a ser versão definitiva.
Novidades:
  • Troca do câmbio automático de quatro marchas para o novo câmbio automático de seis marchas;
  • Nova central multimídia com espelhamento para smartphones.
Versão Griffe:
  • Retirada dos sensores dianteiros de estacionamento;
  • Retirada dos bancos de couro;
  • Acréscimo de sistema ISOFIX para cadeiras infantis;
  • Acréscimo da câmera de ré;
  • Retirada do sistema GPS nativo da central multimídia.
2018/2019 – Allure, Allure Pack, Griffe e Griffe THP – linha 2019, primeiro facelift

Reposicionamentos:

  • Retirada da versão Crossway;
  • Acréscimo da versão Allure Pack;
  • Retirada da opção de câmbio manual.

Novidades:

  • Novo para-choque dianteiro;
  • Nova grade dianteira;
  • Novas rodas aro 16.
Versão Allure:
  • Retirada do ar-condicionado de duas zonas.
Griffe THP:
  • Acréscimo do câmbio automático de seis marchas.
2019/2020 – Allure, Allure Pack, Griffe e Griffe THP – linha 2020
2020/2021 – Allure, Allure Pack, Griffe, Griffe THP e Skywalker – linha 2021

Reposicionamentos:

  • Acréscimo da série especial Skywalker.
2021/2022 – Allure Pack e Griffe – linha 2022

Reposicionamentos:

  • Retirada da versão Allure;
  • Versão Griffe THP passa a se chamar Griffe.