A primeira geração do Nissan Versa chegou ao Brasil no segundo semestre de 2011, como ano/modelo 2012. Sua estreia aconteceu praticamente ao mesmo tempo que a do March, o hatch compacto do qual ele é derivado.

Inicialmente importado do México, o sedan compacto passou a ser fabricado no Brasil em 2014 para o ano/modelo 2015 e, diferente do March, ganhou uma nova geração, que é vendida atualmente e que já testamos por uma semana na configuração mais barata.

Vale mencionar que, no ato do lançamento da segunda geração, a primeira continuou sendo vendida sob o nome de V-Drive. A ideia era se distanciar da novidade e servir como nova opção de entrada da marca, já que o March foi retirado de linha.

Confira a nossa avaliação sobre o Nissan Versa, em parceria com o canal Volta Rápida. Vamos abordar os principais detalhes do modelo e analisar seus pontos fortes e fracos!

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Design

Apesar de ser derivado do March, a primeira geração do Nissan Versa vendido no Brasil tinha um design diferente da carroceria dois-volumes, trazendo traços próprios e exclusivos dele em todos os cantos.

Isso se explica pelo fato de que, originalmente, o Versa (mais conhecido como Almera em outros países) nunca teve uma relação direta com o March.

O March e o Versa não foram desenvolvidos com a finalidade do parentesco, como pode ser observado em outras duplas de hatch e sedan à venda no mercado. Ainda assim, é possível notar semelhanças entre as carrocerias.

Na dianteira, por exemplo, os faróis em forma de gota trazem refletor único bifocal e máscara cromada, incorporando a grade V-motion, que dá um ar mais sofisticado ao conjunto. Há ainda um para-choque com seções em preto para a abertura central, além dos faróis de neblina nas pontas.

De lado, o teto se prolonga suavemente até o porta-malas e arqueia as janelas com uma curva abrupta na coluna C, enquanto os para-lamas trazem contornos quase imperceptíveis.

Na traseira, as lanternas verticais se estendem até as laterais e dão o ‘corte’ em V da tampa do porta-malas, que abriga a placa de identificação.

Mecânica

Construído sobre a plataforma V, o Versa chegou ao Brasil com um único conjunto mecânico, composto pelo conhecido 1.6 flex de quatro cilindros em linha e aspiração natural, já utilizado no March.

Ele é capaz de gerar até 111 cv de potência e 15,1 kgfm de torque, trabalhando somente com transmissão manual de cinco marchas. E, por padrão, todos os Nissan Versa trazem freios a disco somente na dianteira e suspensão traseira por eixo de torção.

Após o facelift de 2015, a Nissan trouxe novidades como o motor 1.0 aspirado flex de três cilindros, que produz 77 cv e 10 kgfm com qualquer combustível, novamente equipado apenas com câmbio manual de cinco velocidades.

No ano seguinte, foi a vez da introdução do câmbio automático do tipo CVT, mais conhecido pelo nome XTronic, que traz função Overdrive para baixar o giro do motor em velocidades de cruzeiro, a fim de melhorar o consumo de combustível.

Veja a avaliação de alguns concorrentes do Nissan Versa:

Interior

Por dentro, a cabine do Nissan Versa é 90% idêntica ao interior do March, inclusive compartilhando muitos dos acabamentos plásticos, detalhes decorativos e comandos diversos como volante, botões de ar-condicionado e vidros.

O acabamento geral também é o mesmo. As diferenças ficam no espaço interno muito maior no Versa do que no March e no cluster de instrumentos de layout diferente.

Enquanto o March traz uma peça de desenho muito incomum, o Versa apresenta um painel mais tradicional, com os dois mostradores analógicos nos lados e uma pequena tela digital para as funções do computador de bordo ao centro.

Tecnologia

Assim como o March, o Versa sempre se posicionou como um dos modelos mais baratos da Nissan no Brasil, por isso, não esbanjava recursos tecnológicos ou uma vasta lista de itens de série.

No ato do lançamento, a versão mais barata sequer trazia ar-condicionado de série, sendo oferecido como opcional, mas vinha com itens como:

  • Computador de bordo;
  • Rodas de ferro aro 15 com calotas;
  • Direção elétrica;
  • Volante e banco do motorista com ajuste de altura;
  • Airbags duplos frontais;
  • Trava elétrica com alarme.

Já as configurações mais equipadas acrescentavam:

  • Faróis de neblina;
  • Banco traseiro bipartido;
  • Vidros elétricos nas quatro portas;
  • Sistema ISOFIX para cadeirinhas infantis;
  • Freios ABS;
  • Porta-malas com abertura interna e iluminação de cortesia;
  • Detalhes cromados no exterior;
  • Retrovisores com ajustes elétricos;
  • Entre outros.

Com o tempo, alguns mimos foram acrescentados na versão mais equipada do Nissan Versa como central multimídia, ar-condicionado digital e revestimento interno em couro.

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Principais pontos fortes

Espaço

Embora seja classificado como um sedan compacto, o Versa da primeira geração consegue acomodar seus ocupantes melhor até do que em alguns sedans médios.

O entre-eixos de 2,60 m não é dos maiores, mas a cabine do japonês é bem aproveitada e faz sobrar espaço até para quem vai nos bancos de trás.

Custo-benefício

O Nissan Versa nunca foi um carro caro e os preços da primeira geração melhoraram ainda mais agora que a segunda geração está à venda. Quem procura um carro com poucos motivos para queixas, deve olhar para ele.

Manutenção

Ficando exatos dez anos em linha, o Nissan Versa da primeira geração vendeu muito bem dentro do seu segmento e traz uma mecânica compartilhada com outros modelos igualmente comerciais, o que facilita muito sua manutenção, seja preventiva ou corretiva.

Principais pontos fracos

Acabamento

Se a cabine é praticamente a mesma do March, era de se esperar que trouxesse alguns problemas semelhantes.

O acabamento interno simples demais é um deles, embora a versão ‘Unique’ melhore um pouco nesse aspecto, pelas partes em couro.

Segurança

Não trazendo nada além dos mandatórios freios ABS e airbags duplos frontais, o Versa decepciona no quesito segurança.

O modelo foi avaliado, em 2016, pelo Latin NCAP e conquistou três estrelas de cinco possíveis na avaliação final, mas o órgão fez observações sobre a instabilidade geral da estrutura e a ausência de mais recursos.

Quem se preocupa com esse tópico deve manter distância desse sedan!

Tecnologia

Quem gosta de carros equipados dificilmente se agradará com o Nissan Versa.

Diferente do modelo atual, a primeira geração não traz qualquer inovação ou chamariz tecnológico que justifique a compra, contando com uma lista de equipamentos de série minimamente ‘ok’ para um carro da sua categoria, contemplando apenas o básico.

Curiosidades

1 – Além de Versa e Almera, outros nomes que o sedan dessa geração utiliza pelo mundo afora são Sunny e Latio (que também já foi utilizado pelo Tiida);

2 – Na Índia, a Renault lançou um rebadge do Versa, em 2012, chamado Scala, descontinuado há cerca de dois anos. O rebadge é o mesmo carro/projeto, mas com outra marca, nome, além de mudanças visuais e mecânicas de menor porte;

3 – Assim como o Tiida, o Versa também já foi amplamente utilizado pela polícia do estado do Rio de Janeiro;

4 – A Nissan chegou a oferecer um kit estético da Nismo para o Versa em outros países, mas o motor 1.5 aspirado utilizado nessa variante era mais fraco até do que o 1.6 do modelo brasileiro.

Outros concorrentes diretos

Volkswagen Voyage

Toyota Etios Sedan

Ford Fiesta Sedan

Peugeot 207 Sedan

Hyundai HB20S

Renault Logan