O Nissan Tiida G1 estreou no Brasil no segundo semestre de 2007, três anos após o seu lançamento no Japão. Ele chegou como ano/modelo 2008 e chamou atenção por ser o único hatch médio de origem japonesa à venda no país naquele momento.

Importado do México, o Nissan Tiida G1 representou a primeira ofensiva da marca nesse segmento e foi vendido em duas variações de acabamento, além da versão de carroceria sedan, que servia como uma alternativa mais barata ao Sentra.

O modelo é alvo da nossa avaliação em parceria com o canal Volta Rápida. Aqui você poderá conferir detalhes, curiosidades e os pontos fortes e fracos desse veículo.

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Design

O estilo incomum do Tiida de primeira geração teve origem no C-Note, um hatchback conceitual apresentado em 2003, que antecipou praticamente todas as linhas do modelo, uma vez que o Tiida foi lançado com pouquíssimas diferenças dele para o conceito.

A temática triangular é vista por todos os lados e se mescla a características de minivan, como o teto que se mantém quase totalmente plano até a coluna C, melhorando o espaço para a cabeça dos ocupantes de trás.

Na dianteira, os faróis de refletor único trazem máscara cromada e se conectam pela grade que mistura detalhes cromados e em preto fosco.

Tudo fica posicionado mais baixo do que o capô, ajudando a dar a ideia de que o Nissan Tiida G1 é um carro mais alto do que, de fato, é.

Nas laterais, as janelas amplas trazem contorno em preto fosco e são mais uma herança das minivans.

A linha de cintura iniciada nos faróis percorre a base das janelas até o para-choque traseiro, ditando o contorno das lanternas triangulares e da tampa do porta-malas, que é protegida pelo grande e pronunciado para-choque.

Já o Tiida em carroceria sedan, se diferenciava pelo terceiro volume bem demarcado após a coluna C e lanternas de estilo ligeiramente parecido, mas sem a mesma harmonia do conjunto presente no hatch.

No sedan, a placa de identificação se abriga na tampa do porta-malas, ao contrário do hatch, onde ela fica no para-choque.

Mecânica

O Tiida divide sua plataforma B com o hatch March e a minivan Livina, podendo ser encontrado com duas opções de motor e duas de transmissão.

No primeiro ano/modelo, o hatch trazia motor 1.8 aspirado de quatro cilindros em linha movido a gasolina, capaz de gerar até 124 cv de potência e 17,5 kgfm de torque.

Pouco tempo depois, logo na linha seguinte, o motor ganhou tecnologia flex para poder funcionar também com etanol, gerando até 126 cv e os mesmos 17,5 kgfm.

Para ambos, há duas opções de transmissão: manual de seis marchas ou automática de quatro marchas.

Por padrão em todas as versões, o Tiida, tanto na configuração hatch quanto na sedan, traz suspensão traseira por eixo de torção e freios a disco somente na dianteira.

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Interior

Por dentro, o Nissan Tiida G1 conta com a típica construção dos carros japoneses, trazendo acabamento simples e bem montado, sem grandes luxos ou materiais nobres, mas com todos os encaixes corretos.

Assim como o design externo, a cabine trouxe uma reinterpretação do interior do conceito C-Note, mas com uma abordagem bem mais simplificada por razões de custo final.

O cluster de instrumentos é composto por três mostradores analógicos e uma pequena tela digital, sendo dois maiores (conta-giros e velocímetro) e um menor para o nível de combustível.

Não há marcador de temperatura do líquido de arrefecimento. O volante de três raios abriga comandos do piloto automático e mescla a pegada em couro com acabamento em plástico preto e prateado.

Os detalhes prateados se repetem em várias partes do interior, inclusive nas portas, mas o plástico preto domina boa parte da cabine.

O console central abriga saídas verticais de ar, rádio do tipo 2DIN e os comandos do ar-condicionado, que pode ser analógico ou digital.

Uma característica interessante é a possibilidade de deslocar a segunda fila de bancos para frente, a fim de ampliar a capacidade do porta-malas.

Tecnologia

Oferecido sempre em duas versões, o Nissan Tiida G1 trazia uma lista razoável de equipamentos de série.

Sem opcionais, a variante de entrada oferecia itens como:

  • Ar-condicionado;
  • Rodas de liga leve aro 15;
  • Direção elétrica;
  • Rádio com suporte para MP3;
  • Computador de bordo;
  • Trio elétrico (vidros, travas e retrovisores);
  • Volante e banco do motorista com ajuste de altura;
  • Airbags duplos frontais.

Já a versão top de linha agregava ao modelo:

  • Teto solar elétrico;
  • Faróis de neblina;
  • Rodas de liga leve aro 16;
  • Freios ABS com EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem);
  • Ar-condicionado digital automático;
  • Bancos e acabamento interno em couro;
  • Apoios de braço nos bancos dianteiros e traseiros;
  • Disqueteira para seis CDs;
  • Piloto automático;
  • Entre outros.

Com o tempo, alguns recursos foram incorporados como chave presencial com partida por botão.

Quer saber ainda mais sobre o Nissan Tiida? Assista ao vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Espaço interno

O Tiida esbanja espaço interno mesmo na carroceria hatch, se mostrando uma ótima compra para quem tem uma família de pessoas grandes ou pensa em trabalhar com transporte particular.

Custo-benefício

Já faz tempo que os hatches médios não são mais tão queridos quanto antes, o que os deixou com suas relações custo X benefício bastante atraentes. O Tiida não é exceção.

Equipamentos

Embora não traga nenhuma grande revolução tecnológica, o Tiida consegue agradar pela lista de itens de série, principalmente se considerarmos o seu preço em relação aos rivais do mesmo ano e valor.

Principais pontos fracos

Consumo

O Tiida é um pouco pesado e seu motor 1.8 não é nenhum exemplo de modernidade, dois fatores que contribuem para um consumo desagradavelmente alto.

Não é nem um pouco raro encontrar donos de Tiida que apelaram para o GNV (Gás Natural Veicular) a fim de reduzir os custos de rodagem com o japonês. A situação é ainda pior nos automáticos, por conta da limitada caixa de quatro velocidades.

Problemas

Os Tiida costumam apresentar problemas recorrentes em três aspectos:

O primeiro deles é a caixa de direção que, em alguns casos, faz muito barulho e exige uma inspeção mais detalhada ou a troca completa.

O segundo é o sistema de freios que traz muitos relatos de fading durante viagens ou longas descidas de serra, por trazerem discos apenas na dianteira e o Tiida ser um carro mais pesado.

O terceiro é a grande profusão de ruídos internos do acabamento que incomoda inúmeros proprietários.

Fora de linha

Já se passaram quase dez anos desde a despedida definitiva do Tiida do Brasil e, como você sabe, carros que não são mais produzidos costumam ter uma revenda difícil.

Isso somado ao fato da queda do interesse do público por hatches médios pode complicar bastante a vida do proprietário do Tiida na hora de passá-lo adiante.

Curiosidades

1 – Apesar de já ter saído de linha no Brasil, o Tiida continua sendo vendido normalmente em alguns países e já está na sua terceira geração, mantendo a proposta de sempre: um hatch com características de minivan.

2 – Além do nome Tiida, o modelo também é chamado de Versa ou Latio em alguns mercados. Chegou a ter uma derivação chinesa de design próprio feita em parceria com a Dongfeng chamada Venucia R50 (hatch) ou D50 (sedan).

3 – Na época da ruptura da aliança Daimler-Chrysler, em meados de 2007, surgiu um projeto inusitado que previa o Tiida como um sedan médio chamado Trazo C, pensado para ser vendido sob a marca Dodge.

O carro chegou a ter uma unidade exposta no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em 2008, e era previsto para chegar ao Brasil em 2009, mas o projeto foi cancelado antes de chegar às ruas de qualquer país e ficou apenas na história como mais uma de tantas ideias.

4 – O Tiida Sedan foi amplamente utilizado pela polícia do estado do Rio de Janeiro.

Outros concorrentes diretos

Volkswagen Golf

Fiat Stilo

Peugeot 307

Ford Focus