O Nissan Sentra G7 estreou no mercado brasileiro no segundo semestre de 2013, como ano/modelo 2014, e marcou uma reviravolta completa na sua trajetória.

Além do visual mais sofisticado, o sedan médio recebeu muito mais tecnologia embarcada e atualizações mecânicas para disputar dentro do segmento que era o mais acirrado na época.

Em mais uma avaliação em parceria com o canal Volta Rápida, vamos conhecer o Nissan Sentra em detalhes e abordar seus principais pontos fortes e fracos.

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Design

O Nissan Sentra G7 foi um dos primeiros carros de produção a incorporar a então nova identidade visual da montadora para seus modelos convencionais.

Essa identidade foi apresentada ao mundo em 2010, através do conceito Ellure, um protótipo de linhas extremamente arrojadas e características peculiares de design.

Ele tinha detalhes como as pontas dos faróis e lanternas em formado de bumerangue, além de janelas fluídas e arqueadas como nos coupés, mas com o terceiro volume bem demarcado, para deixar claro que se tratava de um sedan.

No modelo de produção, as linhas foram exatamente as mesmas do conceito Sylphy: os faróis de refletores duplos trazem máscara cromada e luzes de posição em LED, ditando a direção das linhas da grade trapezoidal.

De lado, os para-lamas dianteiros dão início a uma linha de cintura ondulada, que segue até a traseira, trazendo dinamismo ao sedan, e as janelas trazem moldura cromada completa para todas as versões.

Na traseira, se destacam as lanternas horizontais que invadem o porta-malas e contam com luzes de freio e posição em LED conjugadas.

Veja as avaliações de alguns concorrentes do Nissan Sentra G7:

Mecânica

Construído sobre uma variante da plataforma V, O Nissan Sentra G7 estreou uma variante flex do antigo motor 2.0 aspirado de quatro cilindros do modelo anterior.

Ele é capaz de gerar até 140 cv de potência e 20 kgfm de toque, independentemente do combustível utilizado. Esse é o único motor disponível para o Sentra da sétima geração.

O modelo é equipado com uma transmissão automática do tipo CVT para todas as versões. Já os primeiros anos-modelo do sedan, ofereciam uma caixa manual de seis marchas para a versão de entrada.

No mais, ele conta com freios a disco nas quatro rodas e suspensão traseira por eixo de torção.

Interior

Seguindo a repaginada do exterior, a cabine do Sentra de sétima geração mudou completamente em relação ao modelo anterior.

Além da nova mescla de materiais que deixou o interior mais sofisticado, a mesma temática de linhas fluídas e suaves se fez presente em todo o habitáculo, para substituir os elementos excessivamente quadrados de antes. Há mais detalhes cromados e prateados, e mais porções em couro.

O cluster de instrumentos mescla mostradores analógicos com uma tela central vistosa, que concentra as funções do computador de bordo.

Já o volante, possui a pegada toda em couro e o mesmo desenho das peças dos finados March e Versa, com o “miolo” triangular e três raios curtos.

As saídas de ar passaram a ser trapezoidais e decoradas por contornos prateados, que também adornam o console central, responsável por abrigar o sistema multimídia e os controles do ar-condicionado, que podem ser digitais nas versões mais caras.

Tecnologia

Diante de tantas mudanças, é bom ver que a Nissan não esqueceu da tecnologia embarcada.

Desde a configuração de entrada, o sedan médio não possuía opcionais e entregava alguns itens de série como:

  • Chave presencial com partida por botão;
  • Banco do motorista com ajuste de altura;
  • Computador de bordo;
  • Ar-condicionado;
  • Rodas de liga leve aro 16;
  • Volante multifuncional;
  • Faróis de neblina.

Já as versões mais equipadas agregam ainda:

  • Ar-condicionado digital de duas zonas;
  • Retrovisores com rebatimento elétrico;
  • Teto solar;
  • Rodas aro 17;
  • Acendimento automático dos faróis;
  • Sensores de ré;
  • Central multimídia com navegação GPS nativa;
  • Airbags laterais e de cortina, além dos duplos frontais;
  • Piloto automático.
Quer saber ainda mais sobre o Nissan Sentra G7? Confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Custo-benefício

O Nissan Sentra G7 nunca esteve entre os mais caros da sua categoria e, mesmo assim, entrega um nível de equipamentos e de conforto que não era comum nos seus rivais mais caros.

Ou seja, o custo-benefício já era um dos seus principais pontos fortes quando era zero km e continua sendo até hoje.

Tecnologia

Dentro das limitações da época, o Sentra era um dos sedans médios mais bem equipados da categoria.

Pode estar defasado em comparação ao que se encontra nos carros de hoje, mas ainda é uma compra que deve ser considerada pelos que adoram modelos mais recheados.

Conforto

O Sentra esbanja espaço interno para todos e ainda ostenta um bom porta-malas. Não é à toa que já foi amplamente utilizado para serviços de transporte particular ou executivo.

Principais pontos fracos

Desempenho

O Sentra não é um carro fraco, mas seu câmbio CVT é um dos mais ‘chatos’ que existem.

Ele não oferece nenhuma possibilidade de trocas manuais, apenas um botão Overdrive na alavanca para ser ativado em viagens, a fim de deixar o giro do motor mais baixo em velocidades altas e melhorar o consumo.

Manutenção

Sendo um carro importado, sua manutenção não é das mais convidativas tanto pelo alto preço, quanto pela dificuldade de achar as peças necessárias.

Tenha isso em mente antes de se deixar seduzir pelos valores atraentes dos modelos usados.

Fora de linha

O Sentra se despediu do Brasil em 2020 e a nova geração não deu as caras até agora.

Além disso, sedans médios já não são tão estimados como antes, o que pode significar dor de cabeça na hora de passar o carro adiante.

Se você se preocupa com desvalorização e revenda, pense duas vezes antes de colocar um na sua garagem.

Curiosidades

1 – Muita gente pensa que o Sylphy nada mais é do que um outro nome do Sentra, mas não é bem assim.

O Sylphy era outro carro totalmente diferente, mas foi justamente na sétima geração do Sentra que a Nissan decidiu unificar os modelos para reduzir custos

Agora sim, o Sylphy e o Sentra são o mesmo carro e continuam sendo na oitava geração do Sentra, ainda não disponível no Brasil.

2 – O Sentra chegou a receber preparação da Nismo, divisão esportiva da Nissan, para uma versão esportiva de visual exclusivo e comportamento dinâmico bem mais afiado.

Nesse caso, o motor é um 1.6 turbo. que gera até 190 cv de potência e 24,4 kgfm de torque. Infelizmente, essa variação do modelo nunca foi oferecida no Brasil.

3 – Na China, o Sentra de sétima geração (que lá se chama Sylphy) teve uma versão totalmente elétrica, com o sobrenome Z.E. – de Zero Emission, ou Emissão Zero – que tanto a Nissan quanto a Renault usavam em seus modelos elétricos.

4 – Na Austrália, a sétima geração do Sentra foi chamada de Pulsar, mais um nome clássico da Nissan que era utilizado por outro carro sem nenhuma ligação direta com ele.

Outros concorrentes diretos

Citroën C4 Lounge

Volkswagen Jetta

Peugeot 408

Hyundai Elantra

Chevrolet Cruze

Ford Focus Sedan