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A quarta geração global do Nissan March estreou no Brasil no segundo semestre de 2011, sendo a única do modelo já comercializada em solo nacional. Sua missão era colocar a marca no disputado páreo dos hatches compactos, segmento com maior apelo comercial no país.  

Inicialmente produzido no México, o Nissan March passou a ser montado no Brasil em 2014, para o ano/modelo 2015, período em que passou por seu único facelift.

O modelo é alvo de nossa avaliação em parceria com o canal Volta Rápida e, neste texto, você poderá conferir seus principais detalhes, os pontos fortes e fracos, além de algumas curiosidades.

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Design

O March que foi oferecido no mercado brasileiro é a quarta geração do modelo global, o que serve para explicar as origens do seu design excessivamente arredondado.

As linhas da quarta geração foram uma evolução do desenho da terceira, que é totalmente inspirada do conceito mm.e apresentado em 2001.

O carro de produção veio praticamente inalterado em termos de design, o que se traduz em um modelo de linhas inusitadas, que não costumam dar certo em mercados tão variados.

Como a Nissan tinha a pretensão de globalizar ainda mais o March, a montadora aproveitou a chegada da quarta geração para trazer um desenho mais convencional.

Na dianteira, os faróis ovais de refletor único se destacam diante da pequena grade central e a abertura um pouco maior no centro do para-choque, trazendo os espaços para os faróis circulares de neblina justapostos.

De lado, detalhes suaves e discretos ditam o estilo do compacto com janelas em forma de arco, da base da coluna A até o fim da coluna C, e um vinco quase imperceptível na parte inferior das portas.

Na traseira, as pequenas lanternas verticais dão um certo volume aos para-lamas traseiros, que percorre toda a linha de cintura do March, além da grande tampa do porta-malas que fica protegida pelo para-choque protuberante, responsável por abrigar a placa de identificação do carro.

Mecânica

Construído sobre a plataforma V, o Nissan March vendido no Brasil pode ser encontrado com três opções de motores, todos naturalmente aspirados e flex.

O primeiro deles é o 1.0 de quatro cilindros em linha, que gera até 74 cv de potência e 10 kgfm de torque, presente nas versões mais baratas do March pré-facelift, ou seja, quando o compacto ainda era importado do México.

O segundo motor é o 1.0 de três cilindros que equipa os March pós-facelift, já fabricados no Brasil. Ele atinge 77 cv de potência, mas mantém os mesmos 10 kgfm de torque. Nos dois motores 1.0, a única transmissão disponível é a manual de cinco velocidades.

Já para as versões mais caras do Nissan March, o motor utilizado foi o 1.6 de quatro cilindros, que gera até 111 cv e 15,1 kgfm, podendo ser encontrado com câmbio manual de cinco marchas ou automático do tipo CVT.

Uma mudança interessante nos motores do March pós-facelift (2015 em diante) foi a chegada do sistema Flex Start, que dispensou o tanquinho de partida a frio, tanto no novo 1.0 quanto no conhecido 1.6, modernizando os blocos.

Confira a avaliação de alguns concorrentes diretos do Nissan March:

Interior

Como acontece em todo hatch compacto de entrada, o interior do Nissan March usa e abusa do plástico rígido monocromático em todas as superfícies, apenas trazendo mínimas porções em tecido nas portas dianteiras, na região onde o braço tende a encostar.

Dependendo da versão, a marca trabalha algumas superfícies diferenciadas com acabamento cromado ou em grafite, mas sem renunciar ao plástico em todos os cantos. Já os bancos, são em tecido.

O cluster de instrumentos mescla os principais elementos analógicos com um pequeno display que atua como computador de bordo.

O volante traz a pegada toda emborrachada e o ‘miolo’ triangular com três raios curtos, abrigando comandos diversos.

As saídas de ar pelo painel mesclam difusores redondos nas pontas e retangulares ao centro, localizados acima do rádio/multimídia e comandos de ar-condicionado em um segmento que pode receber acabamento fosco ou brilhante, dependendo da versão.

A iluminação da cabine é predominantemente laranja.

Tecnologia

O March nunca esbanjou tecnologia, mas conseguia agradar por trazer equipamentos ainda incomuns para hatches de entrada na época.

A versão mais barata já contava com itens como:
  • Airbags duplos frontais (que ainda não eram obrigatórios em 2011);
  • Computador de bordo;
  • Banco do motorista com ajuste de altura;
  • Quebra-sóis com espelhos;
  • Apoios de cabeça para os bancos traseiros.
Já as versões mais equipadas acrescentavam itens como:
  • Ar-condicionado digital automático;
  • Faróis de neblina;
  • Rodas aro 15 com acabamento diamantado;
  • Direção elétrica;
  • Trio elétrico (vidros elétricos nas quatro portas, travas e retrovisores);
  • Central multimídia com espelhamento bluetooth;
  • Limpador e desembaçador traseiro;
  • Volante com ajuste de altura;
  • Chave com trava e destrava remota.
Assista ao vídeo abaixo e saiba ainda mais detalhes sobre o Nissan March:

Principais pontos fortes

Economia:

Sendo pequeno e leve, o March tem os principais ingredientes de um carro econômico. A situação é ainda melhor no caso do motor 1.0 de três cilindros, exclusivo do modelo pós-facelift.

Desempenho com o motor 1.6:

Pesando menos do que uma tonelada, os March equipados com motor 1.6 oferecem uma boa relação peso X potência e peso X torque, entregando um desempenho empolgante para um hatch de entrada.

Design pós-facelift:

O March pré-facelift era excessivamente arredondado e simples, mas o facelift deixou o desenho mais maduro, acrescentando discretos vincos em locais estratégicos e realizando mais contrastes com partes externas em plástico preto ou cromado. Deu certo e o público aprovou a receita.

Principais pontos fracos

Espaço interno:

Apesar de se enquadrar como um compacto, o March possui medidas dignas de subcompacto, sendo apenas um pouco maior do que um Renault Kwid, por exemplo.

Atende a, no máximo, casais com filhos pequenos. Além disso, haverá problemas por conta do porta-malas de apenas 265 litros.

Acabamento:

Não se pode esperar muito de acabamento interno em carros como o March, mas a cabine do japonês é simples demais e não costuma envelhecer bem, conforme pode ser observado nos exemplares mais usados.

Quem busca um mínimo de refinamento no interior dificilmente vai gostar desse modelo.

Autonomia:

Com um tanque de combustível de apenas 41 litros, o March deixa a desejar em sua autonomia total, ficando abaixo de todos os seus rivais diretos que oferecem tanques entre 48 e 55 litros.

Embora seja um carro econômico, as condições de direção que favorecem essa economia não acontecem o tempo todo, ou seja, dependendo do seu trajeto de uso diário, as idas aos postos de combustíveis serão mais frequentes com o March do que com outro carro.

Curiosidades sobre o Nissan March

1 – O Nissan March também é vendido com o nome ‘Micra’ em alguns países, sendo que a geração que tivemos no Brasil também é comercializada como Renault Pulse em alguns mercados emergentes;

2 – Ele existe no mercado global desde 1982, se encontra em sua quinta geração e foi descontinuado no ano/modelo 2020;

3 – Existiram duas versões especiais do March de quarta geração preparadas pela Nismo, a divisão de performance e de automobilismo da Nissan. Elas traziam kit de carroceria exclusivo e rodas aro 16, mas sem grandes novidades mecânicas.

A mais empolgante era a Nismo S, equipada com um motor 1.5 aspirado de números próximos aos do nosso 1.6, mas com mapeamento especial da central eletrônica, escape e suspensão levemente modificados de fábrica;

4 – A quarta geração do March foi vendida em 160 países, incluindo o Brasil;

5 – O Nissan March europeu recebeu itens que a versão brasileira nunca viu, como teto solar elétrico, acabamento interno em dois tons, sensores crepuscular e de chuva, chave presencial com partida por botão, entre outros;

6 – O March brasileiro ainda existe em outros países da América Latina, na forma de mais um facelift, que deixou o compacto com ares de Kicks e Sentra na dianteira.

Outros concorrentes do Nissan March