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Saiba mais sobre a história e os detalhes do Mitsubishi ASX, além de seus pontos fortes e fracos.

O Mitsubishi ASX foi apresentado ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2010, como o primeiro SUV da marca. Ele veio com uma proposta mais urbana, com opção de tração somente dianteira (4×2).

Inicialmente importado do Japão, o utilitário passou a ser nacional em 2013, quando começou a ser fabricado em Catalão (GO), junto da estreia do seu primeiro facelift em solo nacional.

Em 2020, a marca começou a produzir um facelift mais profundo do ASX com o nome Outlander Sport, mantendo ambos em linha como se fossem carros distintos, até que em 2021, o ASX saiu oficialmente de linha, deixando unicamente o Outlander Sport.

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Design

O Mitsubishi ASX nasceu como a versão de produção do conceito cX, uma ideia de um SUV compacto de pegada ligeiramente esportiva, pensado para a locomoção eficiente e descomplicada nos grandes centros urbanos, mas sem renunciar a sua capacidade para encarar os trechos fora do asfalto quando necessário.

Apesar disso, o design do ASX “de rua” não foi diretamente derivado do cX, mas é uma nova interpretação, com elementos trazidos de outros carros como o Outlander e o Lancer da época. Tudo isso foi adaptado para que o novo modelo tivesse personalidade própria e, ao mesmo tempo, trouxesse a identidade visual da Mitsubishi na época.

A dianteira traz faróis com foco duplo e projetor para a luz baixa, sendo que as versões equipadas com faróis de xenon contam com uma característica única: chamados de “Super Wide Range” (Alcance Super Largo, em português).

Eles direcionam parte da luz que seria desperdiçada dentro do projetor em um mini refletor posicionado logo abaixo, que direciona essa luz para as laterais, deixando o facho de luz baixa com uma amplitude próxima dos 180 graus e, com isso, aumentando drasticamente o espectro de visão, melhorando a condução noturna.

No mais, o para-choque dianteiro apresenta traços muito semelhantes aos das peças de outros Mitsubishi com a grade trapezoidal característica, toda a parte inferior e central em preto fosco e os faróis de neblina redondos nas extremidades.

Na lateral, os vincos nas portas e para-lamas pronunciados buscam dar robustez ao desenho. Já a traseira conta com lanternas horizontais com luzes de posição e freio em LED, para-choque com sua maior parte em preto fosco e a placa de identificação localizada na tampa do porta-malas.

Mecânica

O Mitsubishi ASX é montado sobre a plataforma GS, uma arquitetura global desenvolvida em parceria com a antiga aliança Daimler-Chrysler e presente em inúmeros modelos da Chrysler, Fiat, Citroën, Peugeot e, é claro, da própria Mitsubishi, como Eclipse Cross, Outlander, Lancer, entre muitos outros.

No Brasil, o ASX foi oferecido com uma única opção de motor: um bloco 2.0 aspirado, de quatro cilindros, que só funcionava a gasolina nos primeiros anos-modelo e gerava potência de 160 cv e 20,1 kgfm de torque, podendo trabalhar com uma caixa manual de cinco marchas ou automática do tipo CVT que trazia simulação de seis marchas.

Com o tempo e o começo da fabricação em solo brasileiro, o motor 2.0 do SUV japonês passou a ser flex e, com isso, ganhou um pouco mais de potência e torque máximos, indo para 170 cv e 23 kgfm de torque com etanol.

Ele foi oferecido com tração apenas dianteira (4×2) ou integral seletiva (4×4 do tipo 4WD). Por fim, todas as versões traziam suspensão independente e freios a disco nas quatro rodas.

Leia mais: Por que há vários tipos de motores? Quais são suas diferenças?

Interior

A cabine do ASX segue o padrão dos demais Mitsubishi da época: é bem montada e passa uma agradável sensação de qualidade, mas o plástico preto é predominante por todos os lados.

O cluster de instrumentos conta com layout tradicional, trazendo dois mostradores maiores nas laterais e uma pequena tela para o computador de bordo ao centro, tudo iluminado por LEDs.

O volante de três raios mistura botões retangulares e redondos, trazendo paddle-shifters para as trocas manuais do sistema de simulação de marchas da transmissão CVT e detalhes prateados que imitam alumínio.

O painel mescla saídas de ar horizontais nas extremidades e verticais ao centro, acabamento inteiramente em plástico e o sistema de entretenimento (rádio ou central multimídia) destacado na porção central, logo acima dos comandos de ar-condicionado.

Há poucos detalhes cromados, bancos que podem ser revestidos em tecido ou couro e iluminação em tom de laranja avermelhado para os demais comandos.

Quer saber ainda mais sobre o Mitsubishi ASX? Confira o vídeo abaixo!

Tecnologia

Falando de itens de série, o ASX está longe de ser um exemplo, embora as versões mais caras consigam oferecer uma lista de equipamentos mais condizente com o valor do carro.

Os ASX mais baratos não traziam muito mais do que o famoso “kit dignidade” como é popularmente chamado pelo consumidor brasileiro:
  • Ar-condicionado;
  • Vidros, travas e retrovisores elétricos;
  • Faróis de neblina;
  • Rodas de liga leve aro 17;
  • Rádio com CD Player e conexão Bluetooth;
  • Airbags duplos frontais;
  • Freios ABS.
Já as variantes mais caras traziam uma lista bem mais recheada, composta por itens como:
  • Banco do motorista com ajustes elétricos,
  • Central multimídia,
  • Nove airbags,
  • Ar-condicionado automático,
  • Bancos dianteiros em couro com sistema de aquecimento,
  • Controles de tração e estabilidade,
  • Sensores crepuscular e de chuva,
  • Chave presencial,
  • Retrovisores com rebatimento elétrico,
  • Entre outros.

Teto panorâmico em vidro fixo, faróis de xenon com lavadores e ajuste automático de altura eram oferecidos como opcionais.

Confira: Direção elétrica ou hidráulica, qual é a melhor?

Principais pontos fortes

Usabilidade:

O ASX não é nenhum ‘trilheiro’ nato como o Pajero, por exemplo, mas mantém o DNA Mitsubishi de ser capaz de encarar terrenos mais difíceis sem grandes dificuldades, quando equipado com o sistema de tração integral seletiva, é claro.

Conforto:

Pensado para um público mais maduro, o Mitsubishi ASX entrega uma condução confortável e satisfatória o tempo todo, além de espaço para acomodar bem até quatro adultos.

Versões top:

Há muitas versões do ASX à venda no mercado de usados e, geralmente, não há grande diferença de preço entre os exemplares das versões mais baratas e das mais caras. Vale a pena pesquisar com carinho e colocar um ASX “completão” na garagem sem pagar tanto.

Principais pontos fracos

Desempenho:

O motor 2.0 em si não é ruim, mas o ASX é muito pesado para seu porte e o câmbio CVT não ajuda nem um pouco, o que faz dele um carro vagaroso. Se você quer muito esse modelo, procure um exemplar com câmbio manual ou habitue-se a utilizar as marchas simuladas da transmissão automática.

Versões de entrada:

Custando pouca coisa a menos que os mais completos e trazendo menos equipamentos, simplesmente não vale a pena levar um ASX de entrada para casa, a menos que você não faça questão de ter os mimos extra. Os ASX mais completos trazem mais itens de comodidade e segurança que melhoram muito o convívio diário com o SUV japonês.

Consumo:

Era de se esperar que, se o conjunto mecânico do ASX não entrega desempenho de tirar o fôlego, ao menos entrega bons níveis de consumo de combustível.

Entretanto, a realidade é bem diferente e decepcionante, pois o pequeno utilitário japonês também é insuficiente nesse tópico. Não é a compra mais indicada para quem usa muito o carro.

Principais concorrentes diretos

Honda CR-V

Jeep Compass

Kia Sportage

Hyundai Tucson

Peugeot 3008

Chevrolet Captiva