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O Kia Cerato G2 estreou no Brasil no segundo semestre de 2009, já como ano/modelo 2010, apenas um ano após a sua estreia no mercado estrangeiro.

Também chamado de ‘Forte’ em alguns países, o Cerato de segunda geração chegou para colocar a Kia no então badalado segmento dos sedans médios, com a mesma política agressiva de preços dos demais produtos da marca.

O modelo custa o mesmo ou menos do que os concorrentes diretos e entregava um nível de equipamentos muito semelhante. Confira nesta avaliação em parceria com o canal Volta Rápida, os principais detalhes sobre o Kia Cerato G2, além de seus pontos fortes e fracos.

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Design

As linhas do Kia Cerato G2 representaram uma renovação completa diante da primeira geração. O que antes era um sedan de formas excessivamente arredondadas e com pouquíssimo apelo visual se tornou um carro de design moderno, arrojado e com forte pegada esportiva.

Tudo isso se deve ao designer Peter Schreyer, responsável (ou corresponsável) pelas linhas de vários modelos da Audi e Volkswagen, entre os anos 90 e 2000, que ficou a cargo de desenhar o Cerato e outros carros da Kia e Hyundai nos anos seguintes.

A dianteira traz finos faróis horizontais que se interligam pela grade central, do tipo colmeia com moldura cromada, além de um para-choque discreto com aberturas horizontais na parte inferior e os faróis de neblina nas extremidades.

De lado, chamam atenção as janelas com vincos nas pontas e o perfil inusitado de traseira curta, remetendo aos antigos notchbacks.

Por fim, a traseira traz lanternas horizontais em forma de trapézio invertido, tampa do porta-malas com a placa de identificação e um para-choque liso com a porção central inferior em preto fosco.

Mecânica

Dividindo sua plataforma com o Hyundai Elantra, o Kia Cerato G2 só pode ser encontrado com uma única motorização no Brasil. O conhecido 1.6 aspirado de quatro cilindros da família Gamma, que gera até 126 cv e 15,9 kgfm.

Inicialmente, o motor funcionava apenas com gasolina, mas passou a ser flex nos modelos próximos ao fim do ciclo de vida da geração.

Do mesmo modo, os primeiros Cerato podiam ser comprados com câmbio manual de cinco velocidades ou automático de quatro marchas, mas duas novas transmissões chegaram posteriormente, tanto manual quanto automática, ambas com seis marchas.

No mais, suspensão traseira por eixo de torção e freios a disco nas quatro rodas eram de série para todas as versões.

Está gostando dessa avaliação? Confira textos sobre os concorrentes do Kia Cerato G2:

Interior

Enquanto o desenho externo aposta em esportividade, a cabine do Cerato de segunda geração é mais focada em sobriedade.

Composto por linhas convencionais e acabamento modesto, o interior do Cerato usufrui da típica boa montagem da Kia. Porém, desagrada por abusar do plástico rígido em um segmento que pede uma presença maior de materiais mais refinados, além do aspecto excessivamente barato das partes em tecido.

O cluster de instrumentos conta com três grandes marcadores analógicos de fácil visualização, posicionados logo atrás do volante multifuncional de três raios e acabamento em couro.

Já o painel, traz saídas de ar horizontais e um console central decorado por apliques em grafite e preto brilhante, concentrando mostradores digitais do relógio ao topo, rádio ao centro, controles de ar-condicionado (que pode ser digital), tomadas USB e de 12 volts, entre outros elementos. A iluminação dos comandos é avermelhada.

Tecnologia

Oferecido em uma gama restrita de configurações, o Cerato de segunda geração traz uma lista modesta de equipamentos, sem nenhum recurso mais avançado de tecnologia, mas sem desapontar por ausências graves para um carro do seu segmento.

Desde as configurações mais baratas, o Cerato traz itens de série como:
  • Rodas de liga leve aro 16;
  • Trio elétrico (vidros nas quatro portas, travas e retrovisores);
  • Faróis de neblina;
  • Rádio com CD Player;
  • Conexões USB e auxiliar;
  • Direção hidráulica;
  • Freios ABS.

As mais caras diferenciavam-se por pouquíssimos itens como ar-condicionado digital, rodas aro 17, acabamento interno em couro.

Quer saber ainda mais sobre o Kia Cerato G2? Veja o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Design:

Não parece, mas o Cerato de segunda geração já tem mais de dez anos. O modelo envelheceu muito bem e, com isso, ainda consegue passar a ideia de ‘carrão’ mediante os olhares leigos. É difícil encontrar quem não elogie as linhas do sedan sul-coreano.

Custo-benefício:

O Cerato se tornou uma boa opção de carro usado para quem não quer um modelo basicão, mas não pode gastar muito.

Seu motor está presente em vários modelos tanto da Kia quanto da Hyundai, o que ajuda na hora de realizar as manutenções, e a lista de equipamentos decente para a categoria fazem dele um bom companheiro de uso diário.

Consumo:

De modo geral, sedans médios nunca foram inicialmente pensados com o tópico “economia de combustível” dentre as prioridades, mas alguns acabam se saindo surpreendentemente bem nesse aspecto e o Kia Cerato G2 está entre eles.

As transmissões de seis marchas, introduzidas na linha 2011, são fortes responsáveis por essa boa fama, então, caso esteja de olho em um, prefira os modelos a partir desse ano.

Principais pontos fracos

Suspensão:

O Cerato não foi pensado para as ruas brasileiras. Voltado a uma condução mais esportiva, a suspensão do sul-coreano é dura e de curso curto, o que promove batidas secas e muitos ruídos internos sem dificuldade.

Além disso, ele exige mais cuidados e uma rotina de manutenções mais frequente por parte do proprietário. As versões com rodas aro 17 são piores nisso, então dê preferência aos aros 16.

Básico:

Os modelos mais comerciais do Cerato são os mais equipados. Na época do lançamento, as diferenças de preço entre as configurações eram baixas, o que motivava muitos compradores a ‘subir o degrau’ e levar um carro mais equipado para casa e, consequentemente, fez as versões mais baratas se tornarem um mico de mercado.

Também fuja dos primeiros anos/modelo, porque as transmissões de seis marchas, disponíveis a partir de 2011, melhoram consideravelmente o uso do carro e, é claro, sua revenda.

Desempenho:

Pesando entre 1.220 kg e 1.250 kg, o Cerato consegue ser leve para um sedan médio, mas não leve o suficiente para facilitar a vida do humilde 1.6 aspirado debaixo do capô.

O desempenho do três-volumes não condiz com seu visual, o que faz dele uma compra não muito recomendada para quem costuma pegar estrada e andar com o carro cheio de passageiros.

Outros concorrentes diretos do Kia Cerato G2

Chevrolet Cruze

Fiat Linea

Ford Focus Sedan

Peugeot 408

Citroën C4 Pallas

Hyundai Elantra