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Veja o teste de uma semana que nós fizemos com o Jeep Commander turbodiesel, em parceira com o canal Volta Rápida.

O mercado automotivo brasileiro é injusto com quem procura veículos para levar mais de quatro pessoas com conforto. O sumiço das minivans fez com que o consumidor optasse por um veículo mais barato e desprovido de recursos fundamentais de segurança e comodidade.

Aproveitando essa carência, a Jeep desenvolveu o Jeep Commander, um SUV médio com personalidade própria e a nobre missão de acomodar até sete passageiros com segurança.

Esse produto inédito foi lançado em duas versões, cada uma com duas opções de conjunto mecânico.

O modelo cedido para nossos amigos do Volta Rápida é a ‘Limited’, de entrada, com motor turbodiesel e tração integral seletiva. Confira nosso teste padrão de uma semana com o Jeep Commander.

O design do Jeep Commander é semelhante ao de modelos da marca que não são vendidos no país!

Começando pelo design, o Commander chama atenção por conseguir, simultaneamente, deixar claro seu ‘parentesco’ com o Jeep Compass e mostrar que é um produto superior.

Ele é maior em todos os aspectos e traz muitas referências aos Jeep mais caros que não são vendidos no Brasil como o Grand Cherokee e o Wagoneer.

A dianteira conta com faróis horizontais de refletor triplo, que são conectados pela tradicional grade de sete fendas, tudo decorado por acabamentos prateados ou em preto brilhante. As luzes diurnas são baixas, próximas aos faróis de neblina, se conectando por um friso prateado.

De lado, o Commander lembra o atual Grand Cherokee na carroceria de cinco lugares, pois o friso que se inicia na base da coluna A e atravessa toda a extensão do carro até a base da coluna D faz o mesmo contorno presente no modelo maior.

Imagem representativa do design lateral do Jeep Commander na cor cinza.

Por fim, a traseira conta com finas lanternas totalmente em LEDs e mais uma referência aos Jeep maiores, sendo interligada por uma junção sem iluminação e um friso cromado.

O teto do Commander vem sempre em preto brilhante, independentemente do resto da carroceria ou da versão escolhida, e a porção inferior dos para-choques e saias da variante Limited vem em preto fosco.

Saiba mais sobre o mundo dos SUVs:

Motor turbodiesel 2.0 não surpreende na potência, mas entrega excelente torque.

Imagem do motor do carro Jeep Commander.

O Jeep Commander é equipado com o novo motor 1.3 turbo flex que gera 185 cv de potência e 27,5 kgfm de torque máximo ou com o conhecido 2.0 turbodiesel que manteve os 170 cv de potência máxima, contrariando os fortes rumores de que entregaria em torno dos 200 cv.

Em contrapartida, o torque máximo sofreu um acréscimo, passando para 38,7 kgfm e rendendo ao Commander a nomenclatura exclusiva TD380 – lembrando que no Compass, o código é TD350 por conta do pico de torque menor.

Trabalhando com o motor a diesel se encontram a mesma caixa automática de nove marchas e o mesmo sistema de tração integral seletiva que equipa o Compass.

No Commander, as funções são as mesmas: ele pode tracionar somente as rodas dianteiras ou as quatro o tempo todo ou sob demanda, quem escolhe é o motorista.

Também há opção de tração reduzida, seletor de modos de condução com três opções e trocas manuais na alavanca ou nos paddle-shifters.

O Jeep Commander é caro, mas entrega itens a altura de seu valor e não decepciona.

Foto do espaço interno e dos equipamentos no banco da frente do Jeep Commander.

Falando de tecnologia embarcada, a versão Limited já entrega um pacote de itens muito bom e o melhor: sem opcionais, independentemente da motorização.

Custando R$ 267.209,00 o Jeep Commander Limited traz itens como:
  • Faróis Full LED com ajuste elétrico de altura;
  • Ar-condicionado dual zone com controle de ventilação independente na segunda fila;
  • Central multimídia com GPS nativo e espelhamento para smartphones sem fio;
  • Acabamento interno em couro e suede com detalhes em bronze;
  • Banco do motorista com ajustes elétricos;
  • Painel de instrumentos 100% digital;
  • Rodas aro 18;
  • Sensores dianteiros e traseiros de estacionamento;
  • Entre muitos outros.

Sendo um dos produtos mais caros da Jeep no Brasil atualmente, era de se esperar que o Commander também trouxesse todo o conjunto de assistências de segurança ao condutor disponíveis atualmente e, de fato, ele não decepciona.

O Commander Limited conta com recursos como:
  • Piloto automático adaptativo;
  • Assistente de frenagem de emergência;
  • Assistente de permanência em faixa com correção de direção;
  • Farol alto automático;
  • Sistema Park Assist que auxilia ao estacionar;
  • Leitor de placas de trânsito.

Diante de tanta coisa, a Jeep poderia ter disponibilizado o teto solar panorâmico como opcional, pois foi o único recurso que deu para sentir falta.

Fabricante acerta e Jeep Commander tem boa dirigibilidade e desempenho.

Rodamos pouco mais de 800 km ao longo da semana com o Commander e um fato se mostrou muito evidente o tempo inteiro: ele chama atenção.

De fora, atrai olhares devido ao porte avantajado e a ‘presença’ imponente que marca por onde passa, enquanto por dentro, impressiona pela maciez do rodar e a afiação da dinâmica.

Para fins de comparação, ele é 36 cm mais comprido, 7 cm mais alto, 4 cm mais largo e 120 kg mais pesado do que um Jeep Compass na mesma versão e configuração mecânica.

O mais impressionante é que esses números poderiam sugerir um carro de reações lentas e comportamento desengonçado, mas não é o que acontece.

O Commander consegue ser bem esperto quando necessário e passa pelos defeitos da pista como se não estivessem ali, mostrando um trabalho de suspensão de primeiro mundo do qual nem mesmo o Compass pode se gabar, e o melhor é que isso não compromete o comportamento dinâmico. É um carro muito seguro até mesmo em curvas e mostra que a Jeep fez o dever de casa.

Os 3 kgfm a mais de pico de torque podem parecer pouco, mas lembre-se que são 38,7 kgfm disponíveis desde os 1.750 rpm e terá uma ideia da valentia do SUV.

Como de praxe nessa transmissão, a 1ª marcha é exclusiva da tração reduzida, deixando sete para a condução normal e a última (9ª) sendo do tipo overdrive para reduzir o giro do motor em viagens, por exemplo, a fim de garantir um baixo consumo de combustível. Nossa média geral foi de 15,5 km/l em percurso misto e ar-condicionado ligado na maior parte do tempo.

Com mais prós do que contras, o SUV também vai bem no conforto do espaço interno!

Foto do espaço interno dos bancos traseiros.

Além do comportamento, o habitáculo do Commander consegue agradar aos ocupantes da primeira e segunda fila de assentos na mesma medida.

A mescla de couro e suede deixou o ambiente bonito, sóbrio e aconchegante, acomodando até quatro adultos e uma criança no meio com folga para todos.

Há uma boa quantidade de portas USB distribuídas até para a terceira fila, mas quem vai lá nos fundos não conta com saídas de ar dedicadas e, para piorar, o assoalho mais alto deixa o espaço um tanto claustrofóbico, sendo mais adequado apenas para crianças. É possível melhorar um pouco ao deslocar a segunda fila de bancos em até 14cm para a frente.

Outras coisas agradam no convívio diário com o Jeep Commander:

A dupla composta pelo cluster de instrumentos e a central multimídia, por exemplo, é um show à parte de funcionalidades: ambas as telas são de alta definição e repletas de recursos, além do sistema que flui sem bugs ou travamentos e responde às solicitações do motorista sem atraso.

Imagem representativa da central multimídia e de parte do painel do motorista.

Todos os comandos ficam ao alcance do motorista e, junto do acabamento, passam uma agradável sensação de qualidade.

O que já começa a desagradar ou até mesmo irritar são alguns sistemas isolados. Os faróis, por exemplo, não iluminam com tanta eficiência e nem mesmo o feixe de luz alta ajuda, pois é fraco e inferior até ao do Compass.

O assistente de farol alto automático é lento e incomoda os demais usuários, bem como o assistente de frenagem de emergência que assusta a todos com alertas exageradamente altos e consecutivos sem possibilidade de ajuste.

Independentemente da versão, o Jeep Commander tem poucos concorrentes.

Para encerrar, vamos situar o Commander no mercado entre aqueles que seriam os seus concorrentes diretos.

Tomando a versão avaliada como base, dotada do motor turbodiesel e tração seletiva, os únicos rivais à venda que trazem características parecidas são o Mitsubishi Pajero Sport que, na versão HPE, que custa R$ 355.990 ou o Toyota SW4 que sai por R$ 386.870.

Ambos são bem mais caros do que o Jeep e, além disso, trazem construção de carroceria sobre chassi, mais adequada para o off-road do que o on-road como o monobloco presente no Commander.

Falando da versão movida pelo motor 1.3 turboflex, tabelada atualmente em R$ 215.018, seus rivais diretos passam a ser o Mitsubishi Outlander, vendido em versão única por R$ 223.990 ou o CAOA Chery Tiggo 8, também oferecido em uma única versão, por R$ 201.990.

Se comparar o Commander Limited T270 com a motorização TD380, são exatos 52.191 reais de diferença a mais pela mecânica mais complexa. É muito dinheiro que só valerá a pena se você usar muito o carro ou fizer questão de ter tração integral, pois o T270 promete atender a maioria dos usos.

Quer saber ainda mais sobre o Jeep Commander? Confira o vídeo abaixo!

Principais concorrentes diretos

Mitsubishi Outlander

CAOA Chery Tiggo 8