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O Hyundai Tucson G1 chegou ao Brasil em 2005, um ano após seu lançamento no mercado estrangeiro, e foi um dos carros de maior sucesso na história da montadora em solo nacional, se mantendo em linha por mais de 10 anos, praticamente sem alterações.

Inicialmente importado da Coréia do Sul, esse SUV passou a ser fabricado em Anápolis (GO), em 2009 (já para a linha 2010) e foi o primeiro produto da Hyundai a ser produzido no país.

Vamos conhecer alguns detalhes do modelo e conferir seus pontos fortes e fracos, na nossa avaliação em parceria com o canal Volta Rápida.

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Design

A primeira geração do Tucson não apresenta traços característicos dos outros Hyundai da mesma época e isso se deve a dois motivos principais.

O primeiro deles é que o Tucson foi pensado para colocar a marca sul-coreana na onda dos SUVs que começava a atingir todo o mundo e, por isso, ele se configurou desde o começo como um produto global, o que exige linhas mais cuidadosas e harmoniosas.

O segundo motivo é que, curiosamente, a inspiração para o seu desenho veio do Porsche Cayenne, o então inédito SUV da montadora alemã que logo se tornou sucesso no segmento de luxo.

De frente, o Hyundai Tucson G1 traz grandes faróis de refletor único bifocal e acabamento em máscara cinza e lente das setas em laranja ou transparente dependendo do ano/modelo.

Além disso, ele conta com uma grade retangular no meio do capô, entre os faróis, e o para-choque com pequenas aberturas abaixo dos faróis de neblina.

De lado, chamam atenção os para-lamas ‘musculosos’ e as finas colunas que deixam as janelas grandes, melhorando a visibilidade, tendo unicamente a coluna da extremidade traseira mais larga, para dar robustez ao desenho.

Por fim, a traseira traz lanternas verticais, tampa do porta-malas com abertura independente do vidro e um para-choque volumoso que dá continuidade aos para-lamas.

Mecânica

O Tucson de primeira geração pode ser encontrado com duas motorizações, embora a segunda opção seja bastante difícil de se ver nas ruas ou no mercado de usados.

O motor mais conhecido disponível para o Tucson é o 2.0 aspirado de quatro cilindros da família Beta que, na primeira fase do SUV, só podia ser abastecido com gasolina e gerava potência de 142 cv e torque de 18,8 kgfm. Posteriormente, ele foi adaptado para flex e passou a entregar até 146 cv e 19,6 kgfm com etanol.

Já o outro motor, geralmente escolhido por quem blinda o carro, é o 2.7 V6 da família Delta, também aspirado, que produz até 175 cv e 24,6 kgfm e traz como exclusividade o sistema de tração integral seletiva, podendo ser distribuída pelas quatro rodas para melhorar a aderência em terrenos difíceis.

Tanto o 2.0 quanto o 2.7 são encontrados com uma transmissão automática convencional de quatro velocidades, mas o 2.0 também possui caixa manual de cinco velocidades nas versões mais baratas.

Interior

Por dentro, o Tucson de primeira geração traz muito plástico rígido em todos os lugares, mas em diferentes texturas e cores. Geralmente são usados tons de cinza, passando para o preto em alguns detalhes como os apoios de braço nas portas ou grafite com aspecto levemente metalizado no console central.

Há pequenas porções em tecido nas quatro portas e os bancos, dependendo da versão, podem vir em couro.

O painel de instrumentos é quase que totalmente analógico, privilegiando o velocímetro no meio, com o conta-giros à esquerda e os marcadores menores de combustível e temperatura do arrefecimento à direita. Há ainda uma pequena tela no meio, que mostra as informações do odômetro.

No console central se encontram botões de funções variadas, relógio analógico, display do rádio que é do tipo 2DIN, comandos de ar-condicionado, entre outros elementos. A iluminação é verde e há apoios de braço na dianteira e traseira. Por fim, os bancos de trás podem ser inclinados e são sempre bipartidos.

Confira as avaliações de concorrentes diretos do Hyundai Tucson G1:

Tecnologia

Embora tenha chegado ao Brasil como um SUV médio, o Tucson de primeira geração nunca esbanjou tecnologia embarcada, trazendo apenas o estritamente básico para o seu preço.

As variantes mais baratas contam com:
  • Rádio AM/FM;
  • Ar-condicionado;
  • Faróis de neblina;
  • Rodas de liga leve aro 16;
  • Limpador e desembaçador traseiro;
  • Trio elétrico (vidros, travas e retrovisores).

 Até mesmo itens básicos para um carro dessa categoria como os freios ABS demoraram a chegar.

Já as versões mais equipadas acrescentavam pouca coisa, como:
  • Ar-condicionado digital;
  • Piloto automático;
  • Central multimídia;
  • Câmera de ré;
  • Rebatimento elétrico dos retrovisores;
  • Faróis com acendimento automático.

A rara versão V6 4WD agrega teto solar elétrico e seletor de tração 4WD LOCK que mantém a tração nas quatro rodas para enfrentar obstáculos mais difíceis.

Quer saber mais sobre o Tucson? Confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Custo X benefício:

Quer entrar na onda SUV sem gastar uma fortuna? O Tucson pode ser o carro certo para você. O fato de ter sido um sucesso de mercado e ter ficado tanto tempo em linha, faz dele um modelo querido no mercado de usados até hoje, sendo um carro fácil de comprar e fácil de vender.

Conforto:

Apesar de ter perdido prestígio com o passar do tempo, o Hyundai Tucson G1 nasceu como um SUV médio e, portanto, entrega características de SUV médio. Uma das principais é o bom aproveitamento do espaço interno, garantindo que até quatro adultos consigam viajar bem acomodados.

Manutenção:

Ter permanecido tantos anos em linha facilitou outro tópico muito temido por inúmeros consumidores brasileiros: a manutenção. Na maioria das situações, o Tucson não é um carro caro de ser consertado (manutenção corretiva) ou mantido (manutenção preventiva), exceto pelos grandes pneus 235/60 R16.

Principais pontos fracos

Consumo:

Se você se preocupa com consumo de combustível, pode esquecer esse SUV sul-coreano. A combinação do 2.0 com a transmissão manual até consegue ser a ‘menos pior’ nesse aspecto, mas ainda maltrata o bolso na hora de abastecer e isso se deve, em boa parte, pelo alto peso do utilitário.

São mais de 1.500 kg oriundos da plataforma antiquada do Elantra de terceira geração. No mais, a igualmente atrasada transmissão automática de quatro marchas só piora as coisas.

Tecnologia:

Outra razão para fazer você esquecer o Hyundai Tucson G1 é a baixa disponibilidade de recursos de tecnologia, segurança e comodidade.

O modelo está longe de ser o mais indicado para quem gosta de carros recheados. Ele não tem equipamentos muito elementares em sua categoria, renunciando aos controles de tração e estabilidade, computador de bordo e outras coisas triviais.

Motor V6:

Enquanto o Tucson com motor 2.0 tem boa aceitação no mercado e facilidade de manutenção, o mesmo não acontece com os modelos equipados com motor V6.

É verdade que eles são melhores de dirigir do que os 2.0, mas também são bem mais difíceis de negociar e de cuidar. Se você não é do tipo de consumidor que gosta de carros ‘diferentes’, evite os Tucson com esse motor.

Eles são facilmente identificáveis pelas duas saídas de escape na traseira – os 2.0 só possuem uma saída.

Outros concorrentes diretos do Hyundai Tucson G1

Jeep Renegade

Honda HR-V

Peugeot 2008