Logotipo Olho no Carro

Saiba tudo sobre o Honda CR-V G3 e conheça os seus pontos fortes e fracos

O Honda CR-V G3 estreou no Brasil em 2007, praticamente ao mesmo tempo que no mercado estrangeiro, e marcou a transição de uma proposta mais aventureira para uma arquitetura mais urbana, antecipando o movimento que pode ser visto no mercado atual em todas as montadoras.

Enquanto a geração anterior preservava o forte “DNA original” do modelo, expresso em características tanto mecânicas quanto visuais, a do G3 “vestiu o traje” de um carro pensado para o ambiente urbano e a mobilidade confortável das famílias, rompendo totalmente com as suas origens e focando no futuro do segmento.

Quer comprar um Honda CR-V G3 usado?

Lembre-se que é importante consultar o histórico do veículo antes de fechar negócio!

Design

O Honda CR-V G3 não passou por uma revolução em seu design, mas recebeu uma releitura das linhas da segunda geração, na qual foram incorporados muitos elementos arredondados para quebrar o estilo quadrado, típico de carros do período entre o final dos anos 90 e começo dos anos 2000.

Colunas mais estreitas, para-lamas mais pronunciados e caixas de roda maiores se misturaram a elementos que foram minimamente modificados, de modo a manter parte da identidade do SUV médio.

A dianteira traz faróis triangulares que, no modelo brasileiro, vieram com foco duplo com projetor para luz baixa e refletor para a alta, diferenciando-se do CR-V estrangeiro que trazia faróis de refletor único bifocal nas versões mais baratas. Eles se interligam na parte inferior por uma grade secundária que se conecta ao para-choque e emoldura a grade do capô que ficou bem menor, mas manteve os detalhes cromados adornando o emblema ao centro.

Na lateral, a antiga coluna C que separava a janela traseira das demais até a coluna D se integrou ao conjunto, criando uma continuidade desde a coluna A que passa a sensação visual do CR-V ter ficado mais comprido.

Por fim, na traseira, as lanternas continuaram na vertical, mas o estepe saiu da tampa do porta-malas bem como a janela com abertura própria, sendo substituída por uma vigia integrada ao restante da tampa como na maioria dos SUVs de hoje. A placa de identificação foi reposicionada do para-choque para a tampa do compartimento de bagagens.

Mecânica

O CR-V de terceira geração vinha ao Brasil apenas por importação: primeiro do Japão, depois do México. Por conta disso, a Honda apostou em um motor menor e diferente do que era oferecido nas variantes estrangeiras do modelo, de modo a pagar menos imposto no nosso país.

O motor em questão é um 2.0 naturalmente aspirado de quatro cilindros que gera até 150 cv e 19,4 kgfm, trabalhando unicamente com uma transmissão automática de cinco velocidades.

Por padrão, todo CR-V vinha com suspensão independente nas quatro rodas e freios por disco ventilado na dianteira e sólido na traseira. Além disso, havia tração apenas dianteira (4×2) ou integral (4×4).

Interior

A verdadeira revolução visual do Honda CR-V G3 foi no interior. Não sobrou absolutamente nada do seu antecessor, pois a ideia era torná-lo mais urbano, mais refinado e convidativo para o novo público que a fabricante japonesa almejava alcançar.

Praticamente todos os cantos da cabine do SUV médio foram modificados para melhorar a sensação a bordo e, claro, abrigar as novas tecnologias que estrearam na troca de geração. O painel de instrumentos, por exemplo, mudou o antigo layout por dois grandes mostradores analógicos com uma tela vertical ao centro, responsável por trazer informações variadas sobre a condução e abrigar o computador de bordo multifuncional.

O antigo volante de três raios deu lugar a uma peça de três raios e aspecto mais caprichado, abrigando comandos de multimídia, piloto automático, entre outros itens. Já o painel em si foi concebido nos mesmos moldes de uma minivan, concentrando o máximo de informações possível no mínimo de espaço.

A alavanca de câmbio, por exemplo, saiu de perto da base dos assentos dianteiros e foi para próximo dos comandos de ar-condicionado, acima do rádio ou central multimídia, dependendo da versão.

Embora as mudanças visuais fossem grandes, o espaço mudou pouco: o entre-eixos permaneceu em 2,62 m, mas houve um ganho de 4 cm na largura (passando para 1,82 m) e de 59 litros no porta-malas (passando para 559 litros), mas uma perda de 2 cm na altura total.

Saiba mais sobre o Honda CR-V G3. Confira o vídeo abaixo!

Tecnologia

Outro ponto que passou por uma revolução no Honda CR-V G3 foi a tecnologia embarcada. O SUV japonês ganhou equipamentos inéditos que faziam dele um dos modelos mais completo da empresa para o mercado brasileiro. Ainda assim, alguns dos itens que as variantes estrangeiras tiveram, como os faróis de xenon, por exemplo, nunca foram oferecidos no CR-V vendido no Brasil.

Lançado inicialmente em versão única, era bem equipado e trazia itens como:
  • Seis airbags;
  • Ar-condicionado digital de duas zonas;
  • Teto solar elétrico;
  • Sistema de tração integral tipo AWD;
  • Controles de tração e estabilidade;
  • Rádio com CD e suporte a MP3;
  • Direção elétrica.

Pouco tempo depois do lançamento, uma nova variante mais barata foi lançada para aumentar as vendas, mas o preço menor tinha um motivo: ela era bem menos equipada. Comparada com a top, a nova versão de entrada trazia apenas airbags duplos frontais e renunciava a coisas como os controles de tração e estabilidade, faróis de neblina, teto solar, ar digital de duas zonas, entre outros.

Apesar disso, a versão mantinha o painel de instrumentos com computador de bordo, as rodas aro 18, freios ABS com sistema eletrônico de distribuição de frenagem e cintos dianteiros com pré-tensionadores.

Principais pontos fortes

Conforto:

A escolha de uma proposta mais urbana fez bem ao CR-V. O modelo ficou mais confortável de se usar no dia a dia e atende bem motoristas e passageiros.

Custo-benefício:

O Honda CR-V G3 é uma opção interessante de carro usado. Além de ter envelhecido bem, o SUV médio traz uma boa oferta de equipamentos sem custar uma fortuna por isso, tanto que é visado até mesmo por motoristas de aplicativo.

Mercado:

Mesmo sendo mais caro do que os outros carros da marca, o CR-V continua sendo um carro altamente comercial. É fácil de comprar e fácil de vender, pois conta com o prestígio da Honda no mercado brasileiro.

Principais pontos fracos

Consumo:

Pesando quase 1,6 t, o CR-V desaponta quando o assunto é consumo de combustível. Não são poucos os donos que apelam para o uso do Gás Natural Veicular (GNV), pois o excesso de massa aliado ao motor aspirado de potência e torque medianos faz com que as pisadas no acelerador sejam mais frequentes e vigorosas na busca por extrair algum desempenho.

Desempenho:

É outro ponto que sofre devido ao peso e motorização do SUV. O câmbio automático de cinco marchas até trabalha bem e tenta amenizar a situação, mas é fato que o motor 2.0 aspirado não leva o modelo com toda a desenvoltura que o comprador de um carro dessa categoria espera.

Versão de entrada:

O Honda CR-V G3 veio originalmente muito bem equipado, mas muito caro. A versão de entrada que chegou pouco tempo depois ajudou a muitos que sonhavam com o SUV japonês, mas renuncia a itens de comodidade e segurança que tornam a compra desinteressante, especialmente pela pouca diferença de preço que costuma existir entre ela e a variante mais completa.

No mercado de usados, é muito mais fácil achar a variante de entrada, mas caso sonhe com um CR-V na garagem, nossa dica é: vale a pena procurar com paciência até achar uma unidade mais equipada.

Principais concorrentes diretos

Hyundai Tucson

Toyota RAV4

Kia Sportage

Volkswagen Tiguan

Jeep Compass