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O Fiat Idea foi a primeira e única aposta da fabricante italiana no segmento das minivans aqui no Brasil. Na época, o segmento vivia os seus dias de glória e os SUVs compactos, que conhecemos hoje, não existiam.

Fabricado em uma única geração, o projeto original nasceu na Itália, entre os anos de 2002 e 2003, chegando na América do Sul em 2005, já como ano/modelo 2006 para o mercado brasileiro e argentino.

Muitos não sabem, mas o nome IDEA nasceu como uma sigla para Intelligent Design Emotive Architecture (Arquitetura Emotiva de Design Inteligente, em português).

O Fiat Idea, alvo da avaliação dos nossos parceiros do canal Volta Rápida, saiu de linha no nosso país em 2016 e nunca recebeu um sucessor direto. Neste texto, vamos conhecer mais detalhes deste modelo, além de listar seus principais pontos fortes e fracos.

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Design

As linhas originais do Idea são de responsabilidade do estúdio Italdesign e foram pensadas para um carro que mesclasse as características de um hatch compacto, como dirigibilidade, facilidade de manobrar e se movimentar em todos os espaços, e os atributos de uma minivan, como a modularidade de assentos, bom vão livre para a cabeça e a versatilidade para levar cargas quando necessário.

De fato, medindo menos de 4 metros de comprimento, o Idea trouxe uma nova abordagem para o segmento das minivans.

O design do modelo pré-facelift marca com clareza a transição da Fiat das linhas quadradas para as mais fluídas. Os faróis retangulares e horizontais trazem duplo refletor e o mesmo formato geral da grade e aberturas do para-choque dianteiro.

Os para-lamas são bem demarcados em volta das rodas e dão um certo volume extra para o desenho, ajudando a quebrar a verticalidade excessiva que costuma se fazer presente nesse tipo de carroceria. Já a traseira conta com lanternas verticais e um grande vidro para a tampa do porta-malas.

Em 2010, a Fiat aplicou uma reestilização profunda que trouxe boas novidades para a minivan.

Na dianteira, foram adotados faróis com projetor para luz baixa e acabamento em máscara cromada ou negra, dependendo da versão, além de um novo para-choque com linhas mais arredondadas.

As mudanças foram mínimas nas laterais, mas na traseira, a marca inovou ao oferecer lanternas com luzes de posição e freio em LED de série para todas as versões, algo inédito entre os carros fabricados no Brasil.

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Mecânica

Embora o Idea original tenha nascido sobre a plataforma do Fiat Punto, o Idea brasileiro passou por alterações e cortes de custos para se tornar mais acessível no nosso mercado.

Ele foi oferecido com uma gama composta por quatro motores que foram se alternando ao longo dos anos.

Na primeira fase do modelo, eram utilizados os blocos 1.4 da família Fire e 1.8 “Família I” da GM, ambos naturalmente aspirados e com tecnologia flex. O 1.4 gerava até 81 cv e 12,4 kgfm enquanto o 1.8 gerava até 114 cv e 17,7 kgfm.

Já na segunda fase, após o facelift, o Idea passou a utilizar os motores da família E.torQ para substituir o bloco compartilhado com a Chevrolet, mas mantendo a opção do 1.4 Fire.

Os E.torQ 1.6 têm 117 cv de potência e 16,8 kgfm de torque, enquanto os 1.8 produzem até 132 cv e 18,9 kgfm. Em comum, todos vem associados a uma caixa manual de cinco marchas.

Com exceção do 1.4, para o qual a Fiat disponibilizou o automatizado Dualogic de embreagem única e cinco marchas por algum tempo, para as variantes mais caras.

Interior

O interior do Fiat Idea sempre acompanhou a cabine da família Palio em quase todos os aspectos principais: console central, painel, controles de ar-condicionado, sistema de rádio, cluster de instrumentos, entre outros pontos.

As diferenças se encontram nos detalhes visuais de acabamento, folhas de porta, console/altura do teto, padrão dos bancos e, claro, na oferta de equipamentos.

O painel de instrumentos traz o layout padrão da Fiat com quatro mostradores analógicos, sendo dois menores em cima e dois maiores nas extremidades, em volta da tela do computador de bordo.

O console central é verticalizado, sobreposto ao restante do painel, trazendo o rádio/central multimídia no topo e as saídas de ar-condicionado mais abaixo, bem como seus controles.

Há mais porta-objetos do que no irmão hatch, inclusive no teto, dispostos em um console plástico que se faz presente sem o teto solar opcional.

Tecnologia

Além da plataforma, outro ponto que foi alvo do corte de custos do Fiat Idea brasileiro foi a tecnologia embarcada.

O modelo nacional nunca recebeu refinamentos como os seis airbags ou o ar-condicionado de duas zonas, disponível para a versão europeia, mas ainda conseguia trazer um nível de equipamentos razoável para seu segmento e preço na época.

As variantes mais baratas do Fiat Idea contavam com:
  • Vidros elétricos somente na dianteira;
  • Rádio AM/FM;
  • Retrovisores com ajustes elétricos;
  • Banco traseiro bipartido;
  • Pequeno espelho convexo no teto para o acompanhamento de crianças;
  • Ajuste de altura de cintos, banco do motorista e volante;
  • Entre outros.
Já os mais equipados traziam:
  • Rodas de liga leve;
  • Computador de bordo multifuncional;
  • Faróis de neblina;
  • Vidros elétricos nas quatro portas;
  • Freios ABS;
  • Airbags duplos frontais;
  • Entre outros.
Quer saber ainda mais sobre o Fiat Idea? Confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Mercado:

O Idea se manteve em linha durante tanto tempo porque vendeu bem. Embora pertença a um segmento que desapareceu do mercado de zero km, ele ainda encontra seus fãs no mercado de usados, que querem um carro mais alto e versátil.

Espaço vertical:

O teto do Idea é bem alto, o que permite o transporte de cargas maiores sem grandes dificuldades.

Desempenho dos motores 1.6 e 1.8:

Os motores da família E.torQ não são econômicos, mas compensam com um comportamento geral satisfatório e que não deixa a desejar, mesmo quando mais exigidos.

Principais pontos fracos

Espaço interno:

Todo o espaço que sobra no teto do Fiat Idea, falta no restante das áreas. Com um entre-eixos de apenas 2,51 m, a minivan é apertada e não consegue acomodar muito bem as pernas de pessoas altas.

Dianteira:

Parece um problema impensável para um carro desse tipo, mas a dianteira do Idea é baixa e raspa com facilidade em lombadas, rampas e valetas de todos os tipos, o que pode acarretar danos ao veículo. Faça uma inspeção cuidadosa nessa parte antes de fechar negócio.

Consumo:

Nenhum dos motores do Fiat Idea consegue entregar um nível de consumo de combustível satisfatório. Não é à toa que a grande maioria dos proprietários apela para o uso de Gás Natural Veicular (GNV).

Principais concorrentes diretos

Chevrolet Meriva

Citroën C3 Picasso

Nissan Livina