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O Fiat Grand Siena pode ser encarado como a emancipação do sedan compacto da fabricante italiana.

Ele marcou, ao mesmo tempo, a separação definitiva do Palio (o hatch que o originou) e a evolução do Siena em si, como produto para confrontar a concorrência que se apresentava na época de seu lançamento, em meados de 2011, já como ano/modelo 2012.

Com o tempo, o Grand Siena ganhou um papel de destaque tão importante que conseguiu se manter em linha mesmo após a retirada de todos os produtos da família Palio, durando quase dez anos sem mudanças significativas no mercado brasileiro.

Neste texto, vamos conhecer o Fiat Grand Siena em detalhes, além de analisar seus principais pontos fortes e fracos.

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Design

Enquanto o Siena passou toda sua vida sob a sombra do Palio, o Grand Siena chegou com personalidade própria e todo um trabalho de design que mesclou esforços das equipes tanto do Brasil quanto da Itália, resultando em um modelo de linhas harmoniosas e que rompiam com o passado bruto do sedan compacto.

Um dos principais diferenciais que ajudaram na tarefa é o fato de que o Fiat Grand Siena foi pensado desde o começo como um sedan, ao contrário dos Siena mais antigos que eram derivados do Palio e, portanto, tinham a traseira ‘enxertada’ no desenho original de dois volumes.

A dianteira traz faróis inclinados de refletor duplo e acabamento em máscara cromada ou negra, dependendo da versão, além de um para-choque com linhas suaves com detalhes pretos na parte inferior e espaços dedicados aos faróis de neblina, quando disponíveis.

De lado, o sedan traz para-lamas bem demarcados e um forte vinco que se estende até as lanternas, além do acabamento das colunas em preto fosco para todas as versões.

Na traseira, as lanternas horizontais invadem o porta-malas cuja tampa se projeta na quina superior como se fosse um discreto aerofólio, e o para-choque abriga a placa de identificação com pequenos refletores nas extremidades.

Confira a avaliação de concorrentes diretos do Fiat Grand Siena:

Mecânica

Construído sobre uma variante alongada da plataforma do Palio de segunda geração, o Grand Siena pode ser encontrado com três opções de motorização naturalmente aspiradas e flex: os 1.0 e 1.4 da família Fire ou o 1.6 da família E.torQ.

Começando pelo motor 1.0, que gera até 75 cv de potência e 9,9 kgfm de torque, enquanto o 1.4 faz até 88 cv e 12,5 kgfm. Por fim, o 1.6 atinge até 117 cv e 16,8 kgfm, sendo o motor mais forte que já esteve disponível para o modelo.

Ao contrário do que muitos pensam, o Grand Siena nunca recebeu motor 1.8.

Por padrão, os três motores vinham acoplados a uma transmissão manual de cinco marchas, mas o 1.6 também pode ser encontrado com a caixa automatizada Dualogic de embreagem única e cinco marchas.

Também existe uma variante do 1.4 chamada de Tetrafuel, capaz de rodar com etanol, gasolina, gasolina pura (sem adição de etanol como na gasolina padrão) ou gás natural que, inclusive, já vinha instalado e preparado de fábrica.

Interior

Apesar do desenho externo exclusivo, o interior do Grand Siena é, basicamente, o mesmo do Palio de segunda geração. Painéis, acabamentos e posição dos elementos do interior são os mesmos da cabine do hatch.

A diferença fica para o padrão visual dos tecidos e escolha dos materiais, dependendo da versão. O plástico rígido predomina por toda a cabine.

O cluster de instrumentos é o mesmo do Palio, composto por quatro mostradores analógicos e uma tela central para as funções do computador de bordo.

Há um pequeno grupo de botões ao lado esquerdo do volante que controlam funções variadas, enquanto do lado direito se encontra o rádio emoldurado pelo mesmo acabamento das saídas centrais de ar-condicionado.

A construção do painel, de modo geral, foi feita como se tudo fosse uma coisa só, sem isolar motorista e passageiro.

Tecnologia

Com o objetivo de oferecer algo a mais além do básico, o Grand Siena já vinha relativamente bem equipado desde as versões mais baratas.

No ato do lançamento, a versão de entrada do sedan contava com itens como:
  • Freios ABS;
  • Airbags duplos frontais;
  • Direção hidráulica;
  • Travas elétricas com função de trava automática por velocidade;
  • Chave canivete;
  • Faróis de neblina;
  • Computador de bordo multifuncional.
Já as variantes mais equipadas podiam acrescentar itens como:
  • Sensores crepuscular e de chuva;
  • Airbags laterais;
  • Teto solar elétrico;
  • Rádio com CD e MP3;
  • Piloto automático;
  • Interior em dois tons;
  • Retrovisor interno fotocrômico;
  • Retrovisores com ajustes elétricos;
  • Rodas de liga leve aro 16.

Quer saber mais sobre esse modelo? Confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Espaço:

Mesmo não sendo o maior dos sedans compactos, o Grand Siena sabe acomodar bem os ocupantes. Não é à toa que se tornou o queridinho dos motoristas profissionais que o utilizam para transporte particular. Os 520 litros do porta-malas também ajudam muito na hora de levar bagagens.

Design:

Apesar dos dez anos nas costas, as linhas do Grand Siena envelheceram bem e o carro ainda apresenta uma harmonia visual interessante. Ter se distanciado do Palio também ajudou.

Equipamentos:

O Grand Siena entrega uma boa lista de equipamentos, mesmo nas versões mais baratas, sendo uma opção que deve ser considerada para os que querem um pouco mais de comodidade e conforto no uso diário.

Principais pontos fracos

Motor 1.0:

Evite-o a todo custo. O Grand Siena não é um carro tão pesado, mas ainda é um sedan com mais de 1.100 kg e o pequeno “milzinho” não consegue dar conta de levá-lo com a eficiência necessária, especialmente se o carro estiver com mais alguém além do motorista.

Se falta força ao motor, consequentemente, você precisa acelerá-lo muito mais e, com isso, acaba comprometendo também as médias de consumo. Em suma, é o pior motor disponível para esse modelo.

Dualogic:

Se você deseja muito um Grand Siena e não queria ter que passar marchas, é melhor pensar em outro carro. Nossa recomendação para você evitar o Dualogic não é de hoje e, mais uma vez, se repetirá aqui.

A transmissão é conhecida pelo comportamento aquém do esperado, além da manutenção complicada e cara. Evite-a.

Acabamento:

A Fiat nunca foi referência em acabamento interno, principalmente dos modelos mais baratos. O Grand Siena abusa do plástico e, para piorar, não é das melhores qualidades, o que ocasiona riscos e quebras com certa facilidade.

O bom é que isso pode ajudar a identificar se o carro pretendido tem, de fato, a quilometragem anunciada pelo vendedor no hodômetro. O ruim é que, para quem gosta de manter o veículo em ordem, o proprietário terá que gastar reparando ou substituindo as peças.