Logotipo Olho no Carro

Descubra mais detalhes sobre o Fiat Bravo G2, além de seus pontos fortes e fracos.

A segunda geração do Fiat Bravo foi lançada no Brasil no final de 2010, quase quatro anos após sua apresentação no mercado europeu. Ele chegou no mercado nacional como um sucessor para o Stilo.

Sendo assim, o Fiat Bravo G2 possuía a mesma proposta: atuar no segmento dos hatches médios, competindo com nomes de sucesso da época como Hyundai i30, Volkswagen Golf, Citroën C4, Peugeot 307, entre outros.

O modelo foi produzido na fábrica de Betim, em Minas Gerais, até o ano de 2016, quando saiu de linha definitivamente.

Vai comprar um Fiat Bravo G2 usado?

Então, antes de fechar negócio, consulte o histórico do veículo e evite futuros problemas!

Design

O desenho da segunda geração do Bravo ficou sob responsabilidade do Centro de Estilo da Fiat, na Itália, também responsável pelas linhas de outros carros icônicos como o 500. A ideia da marca era criar um modelo que combinasse elegância e esportividade.

Para isso, foram incorporados elementos de produtos tanto da Fiat, quanto da Alfa Romeo. É possível, por exemplo, ver na dianteira, uma forte inspiração na última geração do Punto, cujo desenho marcante foi assinado por Giorgetto Giugiaro e reconhecido como um dos acertados na categoria.

Os faróis do Bravo possuem formato de folha e são horizontais, trazendo foco duplo com projetores para luz baixa e marcadores em laranja nas laterais como nos veículos vendidos nos Estados Unidos. Entre eles encontra-se uma discreta grade central com moldura cromada e outra maior, um pouco mais abaixo, sendo continuada pelas aberturas que abrigam os faróis de neblina em forma de trapézio.

Na lateral, o Bravo ganhou “músculos” por conta da linha de cintura bem demarcada que percorre toda a carroceria, deixando o teto mais estreito do que a parte de baixo, e da base das janelas que ascende até a larga coluna C.

Por fim, as lanternas trazem elementos circulares, uma pequena tampa de porta-malas e um para-choque volumoso que abriga a luz traseira de neblina, a luz de ré e a placa de identificação ao centro.

Mecânica

O Fiat Bravo G2 é montado sobre a mesma plataforma do Stilo, chamada de C2. Ele foi vendido no Brasil com duas opções de motorização e três de transmissão.

O primeiro dos motores e o mais vendido é o 1.8 aspirado flex de quatro cilindros da família E.torQ, capaz de gerar até 132 cv de potência e 18,9 kgfm quando abastecido com etanol. Ele está disponível nas versões com câmbio manual ou Dualogic, automatizado de embreagem única, ambos de cinco velocidades.

Já o outro motor é o 1.4 turbo de quatro cilindros, popularmente conhecido como T-Jet, um bloco exclusivo da versão esportiva do Bravo e que só funciona com gasolina, gerando potência de 152 cv e torque de 21,1 kgfm. Ele trabalha unicamente com transmissão manual de seis marchas.

No mais, o Bravo se posicionava na média da categoria, entregando freios a disco nas quatro rodas para todas as versões e suspensão traseira por eixo de torção.

Saiba mais: Carro flex é com? Entenda sobre o assunto

Interior

Sendo um produto pensado para atuar na categoria dos médios, a Fiat deu ao interior do Bravo um capricho maior do que o costumeiro aplicado aos demais carros de seu portfólio.

A cabine do hatch é dominada por materiais de tons sóbrios, mesclando com apliques cromados ou em tons de cinza brilhante por todos os lados, além de plásticos de aspecto mais refinado e outros materiais pensados para deixar claro tratar-se de um produto acima da faixa dos populares.

O cluster de instrumentos conta com o tradicional layout de quatro mostradores analógicos, sendo dois maiores (conta-giros e velocímetro) e dois menores (temperatura do arrefecimento e marcador do tanque de combustível) em volta de uma pequena tela multifuncional que traz as informações do computador de bordo, além de permitir configurar determinados parâmetros do carro.

Todo o painel mescla a superfície superior em plástico com a porção central em material emborrachado, tendo o rádio ou a central multimídia integrada ao meio, entre os difusores de ar-condicionado e os controles do sistema.  Já os bancos podem mesclar couro e tecido e as portas trazem porções em veludo. Por fim, todos os controles são iluminados por LEDs avermelhados (pré-facelift) ou brancos (pós-facelift).

Tecnologia

No Brasil, o Bravo sempre foi vendido em poucas versões ao longo dos anos, mas todas traziam uma boa lista de itens de série e podiam ficar ainda mais recheadas através de opcionais.

O modelo de entrada trazia equipamentos como:
  • Ar-condicionado;
  • Faróis de neblina com função de luz de conversão;
  • Vidros elétricos nas quatro portas,;
  • Direção elétrica com função City (deixa o sistema ainda mais leve para facilitar manobras),;
  • Rádio com CD Player e MP3,;
  • Volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade.
E nas versões mais caras, o Bravo estava ainda mais equipado. Veja os itens:
  • Controles de tração e estabilidade;
  • Rodas aro 17;
  • Central multimídia com navegação via GPS nativo;
  • Ar-condicionado digital de duas zonas com saída traseira;
  • Sensores traseiros de estacionamento;
  • Sete Airbags.
Como opcionais, o Bravo podia receber ainda:
  • Teto solar panorâmico;
  • Faróis de xenon adaptativos com lavadores dedicados;
  • Sistema de som premium com subwoofer;
  • Sensores dianteiros de estacionamento.

Leia: Como funciona e quais são as diferenças das potências dos motores?

Quer saber ainda mais sobre o Fiat Bravo? Confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Dirigibilidade:

Sendo um carro largo, pesado e de vão livre reduzido do solo, o Bravo é um carro ótimo de guiar, mesmo nos trechos mais sinuosos. O hatch médio entrega uma boa mistura de conforto e equilíbrio, podendo agradar desde os motoristas mais calmos até os mais ousados.

Equipamentos:

Naturalmente bem equipado, o Bravo é uma boa opção para quem faz questão de carros recheados. Ainda pode ser encontrado com itens raríssimos na categoria, como os faróis de xenon e o teto solar panorâmico, diferenciais que deixam a vida com ele bem mais agradável.

Custo-benefício:

O mercado brasileiro esqueceu os hatches médios. Sendo assim, eles se tornaram modelos com valores de compra muito interessantes em vista de tudo o que entregam e o Bravo não fica de fora disso.

Principais pontos fracos

Consumo:

O Bravo é um carro muito pesado e isso não contribui nem um pouco para a economia de combustível. Como se não bastasse, o motor 1.8 E.torQ é famoso por consumir muito e o 1.4 turbo até melhora um pouco, mas não tanto. Então evite esse modelo caso esteja procurando um carro que consome pouco.

Dualogic:

Quem procura um Bravo para dirigir sem ter que passar as marchas irá se decepcionar.

O modelo foi mais uma vítima do malfadado Dualogic, câmbio que ficou conhecido pelo comportamento irregular e por afetar negativamente o desempenho e o consumo dos carros equipados com ele. Além disso, ele custa muito mais do que um câmbio automático convencional na hora dos reparos. Se quer muito um Bravo, opte pelo manual.

Revenda:

A Fiat nunca deu sorte ao tentar emplacar carros mais refinados no Brasil e o Bravo, infelizmente, também sofreu disso. Vendeu pouco quando era produzido e, atualmente, pode ser uma grande dor de cabeça para revender, principalmente diante da baixíssima procura por hatches médios. Se você se preocupa com esse tópico, pense duas vezes antes de colocar um Bravo na garagem.

Principais concorrentes diretos

Chevrolet Cruze Sport6

Volkswagen Golf

Ford Focus

Citroën C4

Peugeot 308

Hyundai i30