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Confira agora a avaliação completa do Fiat Argo, incluindo seus pontos fortes e fracos.

O Fiat Argo foi um verdadeiro divisor de águas da fabricante italiana dentro do mercado brasileiro. Lançado no primeiro semestre de 2017, o hatch compacto inteiramente desenvolvido em solo nacional foi o segundo produto da nova fase da montadora por aqui.

Essa nova era tinha a árdua missão de substituir três modelos de uma só vez: os finados Palio, Punto e Bravo. O Fiat Argo ditou as novas direções de design que a marca adotaria em seus modelos vendidos no país, antecipando estilos e elementos que se estenderiam a outros carros com o passar do tempo.

Ele foi lançado nas versões Drive, Precision e HGT, podendo receber três motores diferentes com opções igualmente distintas de transmissões, dependendo da versão ou motorização.

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Design

A equipe de design da Fiat conseguiu fazer um carro harmonioso, de pegada tipicamente italiana, com elementos que remetem a modelos da própria casa (como o alongamento dos faróis que lembra o Mobi) ou até mesmo alguns superiores. Há quem diga que a traseira do dois-volumes tenha semelhanças com o primo Giulietta, da Alfa Romeo.

A lateral é a parte mais genérica do design, mas, ainda assim, conta com alguns truques para fazer o carro parecer maior e mais robusto.

Dentre os pontos interessante no desenho do Argo, o principal deles é que o modelo traz grade e para-choque dianteiro próprios para se diferenciar do Cronos, seu derivado sedan fabricado na Argentina, que conta com peças de perfil mais elegante.

Além disso, as versões mais caras (como a Precision, por exemplo) contam com guias de LED na parte superior dos faróis, que atuam como luz de posição e criam uma identidade visual interessante à noite. Outra característica que merece menção é a presença dos arcos plásticos nos para-lamas da versão HGT, de visual esportivo, tal qual acontecia no finado Punto T-Jet.

Mecânica

O Argo chegou ao mercado com três opções de motorizações flex e naturalmente aspiradas: os 1.0 e 1.3 da linha Firefly (nas versões mais baratas) e o 1.8 da linha E.torQ para as mais caras.

Começando pelos blocos menores, ambos estrearam alguns meses antes, durante o lançamento da linha 2017 do Uno, e constituem a família global de motores GSE (Global Small Engines ou Pequenos Motores Globais em português). O 1.0 conta com três cilindros, duas válvulas por cilindro, e é capaz de gerar até 77cv e 10,9 kgfm trabalhando unicamente com transmissão manual de cinco marchas.

Já o 1.3 é dotado de quatro cilindros, mas também com duas válvulas por cilindros, e é capaz de gerar até 109 cv e 14,2 kgfm. Ele pode ser encontrado com transmissão manual ou a automatizada GSR, novo batismo adotado para a polêmica caixa Dualogic, ambas com cinco velocidades.

Por fim, o 1.8 E.torQ também é de quatro cilindros, mas traz quatro válvulas por cilindro e produz até 139 cv e 19,3 kgfm de torque, podendo trabalhar com câmbio manual de cinco marchas ou automático convencional de seis marchas.

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Interior

O ponto forte do Argo é, sem sombra de dúvidas, o interior. Embora o modelo não tenha nenhum acabamento premium com materiais de luxo, o desenho geral e a montagem da cabine passam uma agradável sensação de qualidade e de se estar em um carro mais caro do que de fato é.

Os plásticos utilizados são os mesmos presentes no Fiat Toro, o que pode ser considerado um mérito para o Argo, que custa menos que a metade do Toro. O compacto recebe complementos interessantes como as três saídas de ar-condicionado no centro do painel, algo comum em carros mais caros.

Outro elemento que ganhou força no segmento premium e que se encontra no Argo é a central multimídia (opcional neste ano-modelo) com tela do tipo flutuante, posicionada no topo do centro do painel.

O volante tem boa pegada, com comandos de fácil leitura e, do mesmo modo, o painel de instrumentos se divide entre dois mostradores analógicos e uma pequena tela de computador de bordo ao centro. Já o espaço interno é apenas suficiente, acomodando quatro adultos de média estatura ou dois adultos altos e duas pessoas de menor estatura. O entre-eixos de 2,52 m está na média do segmento, bem como o porta-malas de 300 litros.

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Tecnologia

O Fiat Argo nunca foi um carro de entrada na gama da Fiat (papel que cabe ao Mobi até hoje), mas também não era um carro com grandes pretensões, ao menos nas versões mais baratas. Com valor base próximo dos R$ 47.000,00 quando foi lançado, o Argo de entrada até conseguia vir relativamente bem servido para a categoria.

As versões mais básicas já contam com:
  • Direção elétrica;
  • Vidros elétricos dianteiros;
  • Computador de bordo multifuncional;
  • Sistema start-stop;
  • Ar-condicionado;
  • Travas elétricas;
  • Chave canivete;
  • Entre outros.
E existe um pacote opcional que acrescenta:
  • Central multimídia;
  • Sensor de ré com câmera;
  • Vidros elétricos traseiros;
  • Retrovisores com ajustes elétricos.

Uma pena que os mandatórios controles de tração e estabilidade, antes exclusividade das versões mais caras, só foram incorporados aos Argo mais baratos há pouco tempo.

Já as versões mais equipadas conseguem agradar com mimos que, há algum tempo, eram exclusivos de carros mais caros.

Um Argo equipado com tudo que a Fiat oferece traz, por exemplo:
  • Ar-condicionado digital automático;
  • Retrovisores com rebatimento elétrico e luzes de cortesia em LED;
  • Painel de instrumentos com tela de 7 polegadas personalizável;
  • Chave presencial com partida por botão;
  • Sensores crepuscular e de chuva;
  • Airbags laterais;
  • Controles de tração e estabilidade
  • E muito mais.

Além do bom pacote tecnológico, o compacto italiano também busca agradar aos que procuram um visual diferenciado através das versões HGT, de apelo esportivo, e Trekking, de apelo aventureiro, cada uma com pacotes de elementos visuais e mecânicos pensados para atender ao estilo proposto.

Principais pontos fortes

Design:

Se aparência é algo importante para você, o Argo é, de longe, uma das melhores escolhas. O visual do italiano é atraente tanto por fora quanto por dentro e é difícil encontrar alguém que não goste dele.

Custo X benefício:

Apesar de ser um projeto ainda relativamente novo, o Argo não vai ‘maltratar’ seu bolso na hora de comprar e nem na hora de manter. O modelo custa na média ou até menos que alguns dos concorrentes diretos e entrega níveis parecidos de equipamentos de série e conjunto mecânico.

Liquidez:

A Fiat sempre soube vender carros compactos no mercado brasileiro e o Argo não é exceção. Desde sua chegada, o modelo mantém uma boa média de vendas e é bem aceito no mercado de usados, o que o torna um veículo fácil de comprar e de vender quando necessário.

Principais pontos fracos

Segurança:

Os primeiros anos-modelo traziam apenas o mais básico possível em itens de segurança, como airbags duplos frontais e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem). Tanto as bolsas laterais quantos os controles de tração e estabilidade só existiam nas versões mais caras, o que torna o Argo de entrada uma má escolha para quem se preocupa com esse tópico.

Espaço:

Dificilmente o Argo lhe servirá como ‘carro da família’. O modelo é apertado para levar grupos de pessoas altas, servindo melhor para quem anda sozinho ou com, no máximo, um casal de filhos pequenos. Se precisa de um carro espaçoso, o Argo não é uma opção para você.

Câmbio GSR:

A Fiat tentou trocar o nome para ver se acabava com a má fama do Dualogic, mas não teve jeito. Embora a transmissão tenha recebido algumas atualizações para melhorar o funcionamento, ainda está longe do comportamento suave de uma transmissão automática convencional e, portanto, muito distante do que sonham os que buscam abandonar o hábito de passar e voltar marchas. Não foi à toa que a própria Fiat tirou, definitivamente, o GSR de linha em favor da nova caixa CVT que estreou no Pulse e que chegará ao Argo e Cronos em breve.

Histórico de versões

2017/2018 – Versão de entrada (sem nome), Drive 1.0, Drive 1.3, Precision e HGT – modelo de lançamento
2018/2019 – Versão de entrada (sem nome), Drive 1.0, Drive 1.3, Precision e HGT – linha 2019
Novidades – versões Drive 1.0 e Drive 1.3 com câmbio manual

– Alarme antifurto;

– Sistema start-stop de desligamento rápido em paradas.

2019/2020 – Versão de entrada (sem nome), Drive 1.0, Drive 1.3, Trekking, Precision e HGT – linha 2020
Reposicionamentos:

– Acréscimo da versão Trekking;

– Retirada do câmbio manual das versões com motor 1.8.

Novidades – versão Precision:

– Retirada das rodas de liga-leve;

– Retirada da central multimídia Uconnect;

– Retirada dos sensores traseiros de estacionamento.

2020/2021 – Versão de entrada (sem nome), Drive 1.0, Drive 1.3, Trekking e HGT – linha 2021
Reposicionamentos:

– Retirada da versão Precision;

– Acréscimo da versão Trekking com motor 1.8 e câmbio automático de seis marchas.

Novidades – versão de entrada:

– Novas calotas.

Versões Drive 1.0 e Drive 1.3:

– Central multimídia Uconnect;

– Sensores traseiros de estacionamento;

– Vidros traseiros elétricos;

– Retrovisores com ajustes elétricos.

Versão Trekking:

– Controles de tração e estabilidade com assistente de partida em rampas.

Versão HGT:

– Painel de instrumentos com tela de 7 polegadas;

– Volante com revestimento em couro;

– Apoio de braço dianteiro.

2021/2022 – Versão de entrada (sem nome), Drive 1.0, Drive 1.3 S-Design e Trekking – linha 2022
Reposicionamentos:

– Retirada do motor 1.8 do catálogo geral;

– Retirada da versão HGT.

Novidades – versão de entrada:

– Limpador e desembaçador do vidro traseiro;

– Maçanetas externas na cor da carroceria;

– Repetidores de seta nos retrovisores.

Drive 1.0:

– Rodas de ferro aro 15 com calotas;

– Repetidores de seta nos retrovisores.