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Conheça os detalhes técnicos e os pontos fortes de fracos do Chevrolet Vectra G3.

A terceira geração do Chevrolet Vectra brasileiro foi apresentada ao mercado em 2005 e marcou o fim da trajetória do modelo no país por vários motivos. O primeiro e, talvez, o maior deles foi a estratégia controversa adotada pela Chevrolet para o carro.

A fabricante optou por fazer uma adaptação nacional da terceira geração do Astra europeu ao invés de comercializar a legítima terceira geração do Vectra apresentada em seu país de origem, o que evidenciou a opção pelo corte de custos por parte da montadora e, consequentemente, não foi um movimento bem aceito pelo público.

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Design

Embora o Chevrolet Vectra G3 brasileiro seja, na verdade, um Astra rebatizado, a divisão brasileira da fabricante precisou fazer alterações ao invés de simplesmente lançá-lo por aqui.

Isso porque o Astra da época nasceu como um hatch e, apesar de ter sido comercializado em outras carrocerias, um sedan não estava previsto.

Diante disso, a Chevrolet do Brasil desenvolveu um terceiro volume que se enquadrasse na carroceria do hatch vindo da Europa, mas com inspiração em um carro americano: mais precisamente, na nona geração do sedan Impala e seus elementos estéticos como as lanternas triangulares interligadas por um friso decorativo.

A dianteira traz grandes faróis de refletores duplos e acabamento cromado ou em máscara negra, grade central emoldurada por friso cromado e para-choque com três aberturas inferiores abrigando os faróis de neblina nas extremidades.

De lado, os para-lamas são bem demarcados e a equipe brasileira de design da Chevrolet conseguiu integrar o terceiro volume ao desenho com excelência, criando um sedan de perfil elegante e imponente na medida certa com o caimento suave do teto, mas mantendo o contorno original das janelas.

Por fim, a traseira conta com lanternas que se estendem até as laterais e lente mesclando a cor vermelha com elementos transparentes, sendo interligadas por um aplique cromado na base da tampa do porta-malas – que perdeu a placa de identificação, deslocada até o para-choque.

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Mecânica

O Vectra brasileiro de terceira geração foi construído sobre uma plataforma mista, baseada na GM3000 da primeira geração do Zafira (a única vendida no Brasil) com alguns elementos da Delta, essa sim presente no Astra europeu.

Ele foi vendido com duas opções de motorização, ambas naturalmente aspiradas, dotadas de quatro cilindros em linha e tecnologia flex: um 2.0 capaz de gerar até 140 cv de potência e 19,8 kgfm e um 2.4 que entregava até 146 cv e 23,1 kgfm.

Ambos os motores podiam receber câmbio manual de cinco velocidades ou automático de quatro, sempre com tração dianteira.

Os freios eram a disco nas quatro rodas com peças ventiladas na dianteira e sólidas na traseira, independentemente da versão, mas a suspensão traseira sofreu um retrocesso diante da geração anterior, trocando o sistema de braços independentes por um eixo de torção.

Interior

Enquanto a divisão brasileira da Chevrolet precisou alterar o desenho externo do Astra europeu para vendê-lo por aqui como um Vectra, o interior veio praticamente inalterado em relação ao carro original estrangeiro.

Foi uma mudança drástica de estilo diante da geração anterior do sedan, mas que deu certo e foi alvo de elogios por boa parte do público devido ao desenho bem resolvido e a mescla interessante de materiais na cabine, recheada de detalhes prateados e outros acabamentos pensados para deixar o ambiente mais requintado.

Começando pelo cluster de instrumentos, ele é composto pelo layout convencional de quatro mostradores analógicos, sendo dois maiores (conta-giros e velocímetro) e dois menores (temperatura do líquido de arrefecimento e marcador de combustível), acrescido da tradicional telinha dos odômetros parcial e total.

O conceito geral da cabine, inclusive, era basicamente o mesmo de modelos como o Meriva e o próprio Astra nacional da época, trazendo os elementos gerais posicionados no mesmo lugar: saídas de ar, rádio AM/FM, comandos do ar-condicionado, entre outros. As diferenças ficavam na escolha dos materiais e, claro, nos equipamentos a bordo do Vectra.

Tecnologia

Lançado em apenas duas versões, o Chevrolet Vectra G3 precisava encarar uma concorrência cada vez mais dura e, por isso, veio razoavelmente equipado desde a configuração mais barata.

Seus itens de série contemplavam:
  • Ar-condicionado digital com saídas traseiras;
  • Direção hidráulica;
  • Trio elétrico (vidros, travas e retrovisores);
  • Rodas de liga leve aro 16;
  • Faróis de neblina;
  • Entre outros.

Um capricho a mais no modelo envolvia a raríssima dobradiça pantográfica para a tampa do porta-malas, adorada do público por não roubar espaço do compartimento como acontece nos tradicionais braços do tipo “pescoço-de-ganso”.

Já o Vectra mais equipado trazia luxos como:
  • Disqueteira para até seis CDS;
  • Ajuste elétrico de altura dos faróis;
  • Acabamento interno imitando madeira;
  • Retrovisores externos com rebatimento elétrico;
  • Sensores crepuscular e de chuva;
  • Retrovisor interno fotocrômico;
  • Piloto automático;
  • Freios ABS.

Além disso, o carro recebeu um controverso navegador GPS que, ao invés de vir em uma tela integrada ao painel, não passava de um pequeno aparelho avulso fixado ao para-brisa por uma ventosa. Como opcionais, havia o teto solar elétrico e o banco do motorista com ajustes elétricos.

Quer conhecer mais sobre a história do Chevrolet Vectra G3? Assista o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Conforto:

Com 2,70m de entre-eixos e a suspensão característica da fabricante, o Chevrolet Vectra G3 manteve o rodar sublime e confortável das gerações mais velhas, além de abrigar todos os ocupantes sem problemas, incluindo suas bagagens, graças ao porta-malas de 526 litros sem os volumosos braços fixos para a tampa do compartimento.

Design:

O desenho do Vectra G3 brasileiro é tão bem resolvido que consegue parecer atual mesmo nos dias de hoje, ainda sendo alvo de elogios pelos mais ligados no mercado automotivo.

Custo:

Para um sedan médio, o Vectra não é dos mais caros de ser cuidado e ainda é barato de se comprar, o que pode fazer dele uma ótima opção para quem procura um carro superior a qualquer popular e não quer gastar uma fortuna com isso, sem se incomodar de levar um usado para casa.

Principais pontos fracos

Consumo:

Economia de combustível não era uma preocupação comum no segmento dos sedans médios de uns anos atrás. Seja com motor 2.0 ou 2.4, o Vectra não poupará seu bolso na hora de abastecer, então tenha isso em mente antes de colocar um na garagem.

Usados:

Como quase todo bom sedan médio, o Vectra foi amplamente utilizado por motoristas profissionais para serviços de transporte particular ou executivo.

Diante disso, não é raro encontrar exemplares com quilometragem altíssima cujo estado mecânico não pode ser aferido com exatidão.

Nesses casos, nossas dicas são sempre as mesmas: tenha calma ao procurar, não se deixe levar pelo estado visual (pois existem muitos carros maquiados) e faça uma inspeção minuciosa antes de fechar negócio.

Mercado:

Faz algum tempo que os sedans médios deixaram de ser os ‘queridinhos’ do mercado e, para piorar, já faz onze anos desde que o Vectra saiu de linha.

A revenda dele não é tão fácil quanto a de um hatch compacto, por exemplo, então evite-o caso essa seja uma de suas preocupações.