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Conheça mais sobre a história e alguns detalhes técnicos sobre o Chevrolet Prisma G2, além dos seus pontos fortes e fracos.

A segunda geração do Chevrolet Prisma chegou ao mercado nacional no primeiro semestre de 2013. Apesar de trazer um nome conhecido, não é possível traçar nenhum paralelo entre ele e o modelo da geração anterior, derivada do Celta.

O principal motivo disso é, justamente, a troca do projeto-fonte que deu origem ao então novo Prisma: a arquitetura do Onix trouxe mais espaço, tecnologia e um refinamento que o modelo jamais teve, embora ainda fosse posicionado como um sedan compacto de entrada.

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Design

Enquanto o desenho da primeira geração do Prisma passava uma forte sensação de adaptação feita às pressas, com sua traseira surgindo “do nada” e destoando do restante da carroceria, a segunda geração mudou isso por completo.

As linhas mais fluídas e bem resolvidas do Onix, em comparação ao Celta, deram mais liberdade para a Chevrolet desenhar um sedan que não parecesse um projeto oriundo de um dois-volumes.

O resultado deu certo e agradou ao público, pois o Chevrolet Prisma G2 traz todos os seus elementos interligados entre si em coesão e harmonia, fazendo parecer que o carro sempre foi daquele jeito.

Até a coluna C, o Prisma de segunda geração é idêntico ao Onix em todos os detalhes.

Isso quer dizer que a dianteira traz a grade central dividida em dois segmentos por uma barra horizontal com o logo da montadora ao centro e emoldurada por um friso decorativo, além dos faróis de refletor único bifocal e acabamento cromado ou em máscara negra, dependendo da versão.

Os faróis de neblina são redondos e o para-choque pode ter uma seção em preto fosco interligando-os ou vir todo na cor do carro, o que também vai depender da versão escolhida.

De lado, estão presentes os mesmos detalhes como o vinco que se inicia nos faróis e corta toda a lateral até as lanternas, bem como o discreto chanfro na base das portas e os arcos de roda levemente demarcados.

Já a coluna C é única do Prisma, mais angulada para se conectar com a traseira alta e dar a ideia de continuidade, justamente o que não existia no Prisma antigo.

Para fins de comparação, as únicas diferenças dimensionais entre o Prisma G2 e o Onix são o comprimento total e o porta-malas, sendo 4,27 m no sedan contra 3,93 m no hatch e 500 litros contra 280 litros de capacidade entre sedan e hatch, respectivamente. Todas as demais medidas são iguais.

Confira a avaliação de alguns concorrentes do Prisma:

Mecânica

Como derivado direto do Onix, o Prisma de segunda geração compartilha absolutamente todas as suas características mecânicas com o hatchback.

Desde a plataforma Gamma II e os motores 1.0 e 1.4 naturalmente aspirados, flex e de quatro cilindros da famigerada Família I, até as opções de câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis marchas, suspensão traseira por eixo de torção e freios a disco somente na dianteira, tudo é exatamente o mesmo utilizado no hatch.

Interior

Este é, provavelmente, um dos tópicos onde o sedan compacto decepciona. Isso se deve ao fato do espaço interno ser o mesmo do hatch por conta do entre-eixos inalterado de 2,52 m, a altura de 1,48 m e a largura de 1,70 m.

É comum esperar que sedans sejam mais espaçosos, pois costumam ser carros procurados por famílias que precisam de um carro maior que um hatch padrão ou para realizar serviços de transporte particular.

No restante, mais uma vez, é tudo idêntico ao do Onix. O cluster de instrumentos mescla conta-giros analógico com os demais mostradores em formato digital, nos mesmos moldes do Chevrolet Sonic.  

Já o painel traz uma porção central que pode vir em um tom de marrom escuro que se repete em partes dos bancos e portas, em uma tentativa de deixar a cabine mais elegante e quebrar o aspecto pobre causado pela quase onipresença de plástico rígido.

Tecnologia

O Chevrolet Prisma G2 chegou ao mercado com duas versões e três configurações: LT com motorização 1.0 e 1.4 e a LTZ somente com motor 1.4.

Cada uma entrega um nível diferente de equipamentos de série, embora, assim como o Onix, o Chevrolet Prisma G2 não seja nenhuma referência em tecnologia embarcada.

A variante mais barata do sedan compacto entrega itens como:
  • Vidros elétricos nas portas dianteiras;
  • Faróis com função siga-me e leve-me (se acendem por um curto período após o travamento ou destravamento das portas);
  • Chave com trava e destrava remota de portas;
  • Trava elétrica das portas com acionamento por velocidade;
  • Rodas aro 14 com calotas.

O LT com motor 1.4 acrescenta detalhes como faróis em máscara negra, rodas aro 15 com calotas e lanternas escurecidas. Já o LTZ agrega faróis de neblina, central multimídia MyLink, vidros traseiros elétricos, computador de bordo, retrovisores com ajuste elétrico e rodas de liga leve aro 15.

Em comum, todos possuem itens como:
  • Freios ABS com airbags duplos frontais;
  • Volante com ajuste de altura;
  • Alarme antifurto;
  • Retrovisores externos na cor do veículo.
Quer saber ainda mais sobre o Chevrolet Prisma? Assista ao vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Mercado:

O Prisma repetiu o sucesso do Onix, tornando-se um carro extremamente comercial e fácil de ser negociado em qualquer circunstância.

É o modelo certo para quem se preocupa com a hora da revenda, pois a chance de ser recusado em uma negociação é baixíssima.

Manutenção:

Sendo um modelo de entrada, utilizando um conjunto mecânico mais do que conhecido e sem grandes tecnologias embarcadas, o Prisma também é um ótimo amigo do seu bolso na hora dos cuidados preventivos e/ou corretivos.

É uma boa compra para quem precisa utilizar muito o carro e, portanto, acaba tendo que realizar as manutenções com bem mais frequência.

Multimídia:

O Prisma, junto do Onix, ajudou a democratizar a central multimídia aos que sonhavam com o equipamento, mas não podiam ter sem precisar gastar uma fortuna comprando algo paralelo e sem integração com o carro.

O sistema MyLink é um forte argumento de vendas e, sem dúvidas, um dos maiores chamarizes do sedan compacto.

Principais pontos fracos

Segurança:

A dupla de compactos da Chevrolet ganhou fama por diversos motivos, mas nem todos são bons. Um dos piores foi a nota zero nos testes de colisão realizados pelo Latin NCAP que foi motivada pela estrutura fraca, além da ausência de mais recursos de segurança.

A situação só melhorou cerca de cinco anos após o lançamento, época em que a Chevrolet aplicou reforços estruturais para aumentar a segurança.

Se esse é um tópico que lhe preocupa e você anda interessado em um Prisma, dê preferência aos modelos de 2018 em diante.

Desempenho:

O Prisma é só um pouco mais pesado do que o Onix, mas a falta de motores maiores além do 1.4 é crítica para quem procura um carro com desempenho mais condizente com o uso severo.

Essa foi uma solução da Chevrolet para que o Prisma não canibalizasse o Cobalt, mas que condenou o sedan a uma vida de desempenho apenas ok, sem grandes emoções ou decepções.

Tecnologia:

Um Chevrolet Prisma G2 dos mais completos traz o famoso “kit dignidade” e nada mais do que isso. Se você gosta de carros com uma lista recheada de itens de série, dificilmente o Prisma irá lhe agradar.

Principais concorrentes diretos

Hyundai HB20S

Ford Ka+

Renault Logan

Fiat Cronos

Volkswagen Voyage

Fiat Grand Siena

Nissan Versa

Toyota Etios Sedan