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Saiba mais sobre a história, os detalhes técnicos e os pontos fortes e fracos do Chevrolet Corsa G3!

O Chevrolet Corsa de terceira geração global (segunda no mercado brasileiro) chegou ao país há vinte anos e podemos dizer que ele foi o precursor do que hoje conhecemos como hatch compacto premium.

Ele foi o primeiro modelo da categoria a trazer maiores refinamentos na construção e na mecânica para entregar um comportamento acima da média dos seus rivais, além de um convívio com mais conforto e delicadeza nos detalhes, algo que normalmente era deixado de lado em carros desse segmento.

Está de olho em um carro usado?

Lembre-se de consultar o histórico do veículo antes de fechar negócio! Assim você pode se livrar de muitos problemas.  

Design

O primeiro Corsa vendido no Brasil foi um verdadeiro divisor de águas, pois trazia linhas arredondadas em meio a um mercado dominado pelo design ‘quadradão’.

E a ideia deu tão certo que, para a geração seguinte, a Chevrolet mexeu no desenho sem alterar a disposição da maioria dos elementos principais, apenas refinando o carro e aplicando soluções que se já não eram tendência, viriam a ser em pouco tempo.

A dianteira, por exemplo, manteve o estilo e posicionamento dos faróis, faróis de neblina e das grades do centro e do para-choque.

As alterações estão nos detalhes:

Os antigos faróis em formato ovalado e de refletor único deram lugar a peças com aspecto de folha e refletores duplos, uma construção mais sofisticada, podendo receber acabamento cromado ou em máscara negra dependendo da versão.

A grade central aumentou e passou a ser incorporada ao capô, envolvida por ele até a parte inferior.

O para-choque ficou mais robusto e adotou os mesmos faróis de neblina que viriam a equipar a minivan Meriva anos depois. Nas laterais as alterações foram mínimas e o modelo permaneceu com os arcos de roda ligeiramente pronunciados, bem como a vigia traseira após a porta.

Por fim, as lanternas verticais subiram e ganharam luzes de freio e posição separadas, enquanto a placa de identificação desceu até o para-choque que ganhou refletores tipo olho-de-gato.

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Mecânica

A segunda geração do Corsa brasileiro chegou com a premissa de desfazer a má fama do primeiro modelo, conhecido pelo desempenho pífio do motor 1.0 que equipava as versões mais baratas dele.

Embora o novo modelo também contasse com motor 1.0, tratava-se de um bloco atualizado e com mais recursos para gerar mais potência e torque máximos: 71 cv e 8,8 kgfm, respectivamente.

Por padrão da época, era um motor de aspiração natural, dotado de quatro cilindros e que só podia ser abastecido com gasolina nos primeiros anos/modelos, adotando a tecnologia Flex tempos depois.

Outras opções de motorização do Chevrolet Corsa G3 eram o 1.4 “Econo.flex” que gerava até 105 cv de potência e 13,4 kgfm de torque e, por último, o 1.8 que iniciou sua trajetória consumindo apenas gasolina, mas logo se tornou flex e podia gerar até 109 cv e 18,2 kgfm.

O que todos tinham em comum era a transmissão manual de cinco velocidades, mas a Chevrolet ofereceu, por um tempo curtíssimo, o câmbio AutoClutch, que nada mais era do que uma caixa manual convencional com acionamento eletrônico da embreagem, de modo a se assemelhar a um automático.

Interior

Apesar de ser um compacto de entrada, o Chevrolet Corsa G3 adiantou coisas que veríamos em modelos bem mais caros da fabricante estadunidense anos depois. A cabine do Corsa seguiu o mesmo ritmo das mudanças externas: o desenho é novo, mas a disposição dos elementos não mudou.

O cluster de instrumentos conta com o tradicional layout composto por quatro mostradores analógicos, sendo dois menores (temperatura do líquido de arrefecimento e nível de combustível no tanque) e dois maiores (velocímetro e conta-giros), acrescido de uma pequena tela para os dados dos odômetros tanto parcial quanto digital.

No topo do console central há outra tela com data e hora que também pode exibir alguns avisos importantes sobre o veículo.

As portas trazem partes em tecido na região de contato com o braço e a cabine podia, dependendo da versão, receber detalhes prateados emoldurando elementos como rádio, comandos de ar-condicionado etc.

Tecnologia

O Chevrolet Corsa G3 trouxe alguns ‘mimos’ que eram raros ou até inexistentes no segmento.

Alguns deles já foram mencionados como a ideia do câmbio manual com acionamento automático da embreagem, um precursor dos câmbios automatizados que dominaram o mercado na década de 2010, bem como a motorização flex que, no caso da Chevrolet, nasceu na família Corsa.

Mas o compacto também podia ser relativamente bem equipado em outros aspectos.

O Corsa mais caro podia receber itens como:
  • Retrovisores com ajustes elétricos;
  • Rádio AM/FM com conexão Bluetooth e leitor de cartão de memória;
  • Faróis e lanternas traseiras de neblina;
  • Vidros dianteiros elétricos;
  • Ar-condicionado;
  • Direção hidráulica;
  • Teto solar.
Quer saber mais sobre o Chevrolet Corsa G3? Confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Manutenção:

O Corsa ficou em linha por muitos anos, vendeu bastante e trouxe uma mecânica que era utilizada até bem pouco tempo atrás.

É um carro barato e fácil de ser cuidado, representando uma opção que deve ser considerada pelos que não querem ter grandes gastos nesse sentido.

Qualidade:

A terceira geração do Corsa foi tão bem construída que conseguia ser um carro superior a praticamente todos os seus sucessores da casa – Celta, Agile e Onix.

Seus atributos são reconhecidos até hoje e fazem dele um compacto exemplar, de maneira geral.

Mercado:

Já faz 10 anos que o Corsa se despediu oficialmente do Brasil, mas sua boa fama faz dele um carro bem-visto comercialmente até hoje. É barato de comprar e não é difícil de vender.

Principais pontos fracos

Usados:

Os Corsa mais novos que você encontrará possuem, no mínimo, dez anos desde que foram fabricados.

É bastante tempo para qualquer carro e, diante disso, as chances de encontrar exemplares que não foram tão bem cuidados assim são grandes.

Então, faça uma inspeção minuciosa antes de fechar negócio para não colocar uma verdadeira bomba prestes a explodir na sua garagem.

AutoClutch:

É verdade que o câmbio AutoClutch, exclusivo do motor 1.0, foi uma inovação tecnológica, mas a ideia não deu certo e acabou se transformando em mico.

Infelizmente, o Corsa nunca recebeu nenhuma opção de câmbio automático de verdade, restringindo as possibilidades de compra aos que só dirigem carros manuais. Evite os exemplares equipados com a transmissão AutoClutch a qualquer custo.

Motor 1.8:

Enquanto o 1.0 decepcionava em desempenho e agradava em consumo, o 1.8 era o total oposto.

Ok, o 1.8 deixa o compacto bastante ágil, mas essa esperteza vem sob o custo de um consumo elevado de combustível que quem costuma procurar um modelo barato como o Corsa não está disposto a arcar.

Evite-os em um primeiro momento, a menos que você vá usar pouco o carro ou não se importe com esse tópico.