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Saiba mais sobre a história e os detalhes técnicos do Chevrolet Cobalt, além dos seus pontos fortes e fracos.

O Chevrolet Cobalt foi lançado no mercado brasileiro na reta final de 2011 e, embora traga um nome familiar para alguns, o carro vendido no Brasil não possui qualquer relação com o Cobalt comercializado nos Estados Unidos desde 2004.

Ele é um dos integrantes da família de modelos GSV, que também conta com a minivan Spin e o compacto Onix em carrocerias hatch e sedan.

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Design

Curiosamente, o Chevrolet Cobalt foi o único dos carros da família GSV a ter seu design definitivo antecipado em uma versão conceitual, exibida no Salão de Buenos Aires de 2011, na Argentina.

A ideia da fabricante era mostrar um sedan compacto, porém espaçoso e com o máximo de aproveitamento possível, tanto da cabine quanto do porta-malas, o que ajuda a explicar a opção da montadora por um desenho prioritariamente quadrado, seguindo os mesmos moldes da minivan Spin.

Sem cantos arredondados ou linhas esguias, o espaço consegue ser melhor aproveitado nos ambientes ao custo de um design mais antiquado.

A dianteira do Cobalt trouxe grandes faróis de refletor único bifocal e acabamento cromado ou do tipo máscara negra, dependendo da versão, além da grade bipartida com o emblema ao centro, que se tornou marca registrada da Chevrolet para a época.

De lado, a linha de cintura alta e os para-lamas demarcados até as portas dão certa imponência ao sedan, além das janelas sem vigias fixas. Por fim, a traseira conta com lanternas verticais e a placa de identificação localizada no para-choque.

Em 2015, o sedan recebeu um facelift para a linha 2016 que o deixou bem mais harmonioso.

As mudanças fizeram bem para o modelo, tanto por dentro quanto por fora, uma vez que o modelo original sempre foi alvo de críticas negativas pelo desenho que remetia ao igualmente criticado Agile.

Os faróis passaram a ser horizontais por refletores duplos, ficando mais elegantes assim como a nova grade e o para-choque redesenhado com aberturas maiores.

Nada mudou na lateral, mas a traseira também melhorou com novas lanternas horizontais invadindo o porta-malas e, no topo da tampa, uma discreta curvatura que trouxe um pouco de dinamismo ao desenho.

Saiba mais sobre sedans:

Mecânica

O codinome GSV também se refere à plataforma sobre a qual o Cobalt e seus irmãos são montados – Global Small Vehicle, ou Veículo Pequeno Global.

Também chamada de Gamma II, ela faz conjunto com a dupla de motores naturalmente aspirados e flex que estiveram disponíveis para o Cobalt durante sua vida no mercado brasileiro, ambos da Família I: o 1.4 capaz de gerar até 106 cv de potência e 13,9 kgfm de torque e o 1.8 que produz até 111 cv e 17,7 kgfm.

Ambos podem trabalhar com câmbio manual de cinco marchas, mas o 1.8 pode receber uma transmissão automática de seis marchas.

Em 2017, a Chevrolet trocou a caixa manual por uma mais sofisticada, de seis marchas, para ambos os motores.

No mais, o Cobalt partilha características dos carros da mesma plataforma, como a suspensão traseira por eixo de torção e os freios a disco somente na dianteira, independentemente do ano/modelo ou da versão escolhida.

Interior

Projetado para ser um sedan compacto de entrada, o Cobalt nasceu com um interior de aspecto e acabamento simples. Apesar disso, o grande trunfo do modelo é o espaço interno: com 2,62m de entre-eixos, era um dos mais espaçosos da categoria e consegue deixar todos os ocupantes bem acomodados, inclusive as bagagens graças ao porta-malas de 563 litros.

Já o acabamento não impressiona, abusando do plástico rígido comum e das diversas tonalidades de cinza das peças.

O cluster de instrumentos é o conhecido semi-digital, composto por um conta-giros analógico e os demais instrumentos dispostos em uma pequena tela que também exibe informações do computador de bordo.

Há saídas de ar retangulares posicionadas na parte alta do painel e um console central destacado que pode trazer rádio ou central multimídia, dependendo da versão, além de comandos de trava e destrava de portas e de ar-condicionado, tudo decorado por uma iluminação azul.

Com o facelift, a Chevrolet melhorou o ambiente disponibilizando couro marrom para os bancos que também se repetia em pequenas partes das portas.

Tecnologia

Posicionado como um carro de entrada, tecnologia embarcada nunca foi o ponto forte do Cobalt.

Na época do lançamento, a versão mais barata do sedan trazia itens como:
  • Ar-condicionado;
  • Direção hidráulica;
  • Rodas aro 15 de ferro com calotas;
  • Chave canivete;
  • Desembaçador traseiro;
  • Trava elétrica para as portas;
  • Banco do motorista com regulagem de altura.

Equipamentos básicos como vidros dianteiros elétricos, rádio AM/FM, freios ABS e airbags duplos só podiam ser encontrados a partir da versão intermediária.

Já as variantes mais equipadas agregavam equipamentos como:
  • Rodas de liga-leve;
  • Faróis de neblina;
  • Central multimídia MyLink;
  • Detalhes cromados no interior;
  • Trio elétrico (retrovisores, travas e vidros nas quatro portas).

Com o facelift, o Cobalt ganhou um pouco mais de refinamento ao acrescentar sensores traseiros de estacionamento, sensores crepuscular e de chuva, sistema OnStar de serviços integrados e volante com controles variados.

Quer saber ainda mais sobre o Chevrolet Cobalt? Então confira o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Espaço:

Se você precisa de um carro barato e espaçoso, dificilmente encontrará opção melhor do que o Chevrolet Cobalt. Esse foi um dos focos da fabricante desde o lançamento do carro original e, de fato, é o principal argumento de vendas do sedan compacto que, pasmem, consegue acomodar melhor os passageiros do que alguns modelos de porte médio.

Custos:

O Cobalt não é um carro caro de manter. O sedan consegue ser relativamente econômico se for bem cuidado e, de quebra, não maltrata o bolso na hora das manutenções devido ao conjunto mecânico simples e bastante conhecido.

Mercado:

Sendo o queridinho dos motoristas profissionais, o Cobalt é um carro altamente comercial com baixíssimo risco de recusa em negociações. Mesmo tendo saído de linha, o sedan é muito utilizado por taxistas ou famílias que precisam de um veículo espaçoso sem gastar muito.

Principais pontos fracos

Segurança:

Um ponto fraco típico dos modelos GSV e que, como era de se esperar, também se estende ao Chevrolet Cobalt.

Sem quaisquer itens de segurança além dos mandatórios freios ABS e airbags duplos frontais, o sedan decepciona nesse quesito e, sendo dono de uma arquitetura muito parecida com a do antigo Onix (que zerou nos primeiros crash-tests).

Não há razão para acreditar que o Cobalt se sairia muito melhor, embora nunca tenha feito o teste.

Equipamentos:

Está interessado em um Cobalt e gosta de carros equipados? Então sua única escolha é gastar mais e levar algum dos modelos pós-facelift, pois os anteriores são tão básicos quanto um carro qualquer pode ser.

Os pós-atualização são um pouco melhores, mas ainda passam longe de trazer uma lista de itens que possa ser chamada de agradável.

Usados:

Assim como o Spin, são inúmeros os exemplares de Cobalt que foram utilizados por motoristas profissionais e que, consequentemente, rodaram muito mais do que uma pessoa comum rodaria.

Então faça uma inspeção minuciosa antes de fechar negócio para ter certeza de que não está levando um exemplar de quilometragem altíssima (e manutenção duvidosa) para casa, a fim de evitar grandes dores de cabeça.

Principais concorrentes diretos

Nissan Versa

Renault Logan

Fiat Grand Siena

Volkswagen Voyage

Ford Ka Sedan

Fiat Cronos

Volkswagen Virtus

Hyundai HB20S