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Saiba tudo sobre o Volkswagen up! e conheça os seus principais pontos fortes e fracos. 

O Volkswagen up! foi o carro que inaugurou, no primeiro semestre de 2014, o segmento dos subcompactos no mercado brasileiro. Previsto para ser um possível substituto do longevo Gol, o up! foi desenvolvido na Europa e teve seu projeto adaptado para o Brasil, com algumas mudanças tecnológicas, mecânicas e estruturais, que visaram deixá-lo mais adequado à sua proposta para o mercado nacional.  

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Design 

O up! nasceu como um carro conceitual que foi apresentado ao mundo em 2007, no Salão de Frankfurt, e trouxe soluções incomuns como a tampa traseira inteiramente em vidro, o interior com aspecto altamente minimalista e o motor montado na traseira, o que dispensava eventuais aberturas frontais para o sistema de arrefecimento.  

É interessante notar que, apesar do modelo de produção ter sofrido algumas alterações drásticas (como a troca do motor na traseira para a dianteira), as linhas gerais não mudaram muito e fazem uma forte conexão com o conceito original. 

De fato, a dianteira manteve o mínimo de aberturas possíveis, sem prejudicar o arrefecimento, o que deixou o design bastante limpo. Grandes faróis feitos por refletor único bifocal são conectados ao logo VW por finas frestas entre o capô e o para-choque. 

Na lateral, diferente do modelo europeu, o up! brasileiro trouxe janelas traseiras que se abrem para baixo, na carroceria de quatro portas e, na de duas portas, uma linha de cintura plana até a quina do vidro. Na traseira, metade da tampa do porta-malas é em aço, diferente da peça presente no europeu, que é inteiramente em vidro, e as lanternas verticais (incomuns nos carros da marca) também chamam atenção. 

Mecânica 

Diferente do que acontece com a maioria dos carros produzidos atualmente, o up! é montado em uma plataforma que é unicamente dele. Chamada de NSF (New Small Family – Nova Família Compacta), ela só é compartilhada com outros dois derivados diretos do up!, que são o SEAT Mii e o Skoda Citigo.  

Embora o conceito contemple a instalação do motor e a tração nas rodas traseiras, o modelo de produção teve o motor passado para a dianteira, assim como as rodas motrizes, a fim de reduzir os custos gerais. 

O Volkswagen up! foi lançado no Brasil com o então novo motor 1.0 MPI Flex, de três cilindros e aspiração natural, da família EA211. Esse motor é capaz de gerar até 82 cv e 10,4 kgfm aliado a uma caixa manual de cinco velocidades.  

Um marco importante da histórica do up! é que ele foi o primeiro modelo da Volkswagen no Brasil a receber o famoso motor 1.0 TSI. Esse bloco é um Flex turbinado de três cilindros que entrega até 105 cv e 16,8 kgfm, que até sobra para os menos de 1.000 kg do subcompacto. Também houve, durante alguns anos, a oferta do câmbio automatizado i-Motion de cinco velocidades. 

Saiba mais sobre o Volkswagen up! neste vídeo:

Interior 

A cabine do up! manteve o minimalismo do modelo conceitual, embora com soluções e aspecto mais simples, para reduzir custos. O painel, por exemplo, traz todos os seus elementos dispostos em uma única fileira horizontal, dando a sensação de maior largura. Os elementos são emoldurados em uma grande peça que, dependendo da versão, pode vir na cor da carroceria ou em tons de preto fosco/brilhante.  

O painel de instrumentos também varia de acordo com a configuração, podendo trazer um único mostrador com tela multifunção, na porção centro-inferior, ou três mostradores analógicos acrescidos da tela multifunção. 

As portas mesclam porção central em plástico com o entorno em aço exposto, na mesma cor da carroceria, solução comum em carros populares de anos atrás. O rádio (quando equipado) e os comandos de ventilação/ar-condicionado se localizam no centro do painel. Falando em ventilação, a VW adotou uma ideia que gerou muita polêmica nos primeiros anos do up!: havia apenas duas saídas de ar direcionadas aos ocupantes nas extremidades do painel, enquanto a central se encontrava acima do painel, próximo ao para-brisa. Com o tempo, o público se acostumou e a ideia se mostrou suficiente para refrigerar o carro. 

Tecnologia 

Como o objetivo era substituir o Gol, o Volkswagen up! precisava ser barato. O problema é que, mesmo com os sucessivos cortes de custo, o subcompacto ainda chegou ao Brasil custando mais do que seu irmão veterano e de maior porte, o que obrigou a Volkswagen a equipá-lo apenas com o necessário para um modelo de sua faixa de preço, a fim de torná-lo competitivo e interessante para o mercado. 

Mesmo na versão top de linha, o up! traz uma lista de equipamentos que contempla somente o necessário, em um pacote vulgarmente conhecido como “kit dignidade”:  

  • Rodas de liga leve de 15 polegadas; 
  • Faróis de neblina; 
  • Trio elétrico (vidros dianteiros, travas e retrovisores); 
  • Direção elétrica; 
  • Rádio; 
  • Sensores de ré; 
  • Computador de bordo; 
  • Ar-condicionado; 
  • Sistema de navegação; 
  • Bancos em couro sintético, que eram vendidos como opcionais. 

Principais pontos fortes 

Economia:  

O Volkswagen up! é um carro extremamente econômico. Isso se deve aos motores que podem equipá-lo e ao peso reduzido, que se traduz em menos massa para esforçar o motor. 

Desempenho: 

Ser pequeno e leve ajuda não apenas na economia, como também no desempenho. Os modelos equipados com motor MPI já se saem bem na maioria das circunstâncias de uso, mas os turbinados equipados com motor TSI fizeram sua fama no mercado pela tocada digna de carro mais caro. 

Segurança:  

Em uma época em que os brasileiros ainda não se preocupavam tanto com segurança, o Volkswagen up! chamou atenção por chegar ao mercado com cinco estrelas nos testes de colisão, algo que pouquíssimos carros podiam se gabar, mesmo nas categorias superiores. 

Principais pontos fracos 

Acabamento: 

Trazendo porções consideráveis na cor da carroceria, a cabine do Volkswagen up! consegue desagradar ainda mais a quem procura um mínimo de requinte em um carro barato. 

Espaço interno:  

Sendo um subcompacto, o máximo que o up! consegue levar com conforto são dois adultos e duas crianças ou quatro pessoas de menor estatura. Não é o mais indicado para ser o carro da família. 

Custo:  

Embora seja, de maneira geral, mais bem construído do que o Gol, muitos consumidores não entenderam como um carro menor podia custar mais do que um maior, o que fez dele um modelo caro e que nem sempre é bem aceito em negociações. 

Principais concorrentes diretos 

Fiat Mobi 

Renault Kwid