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O ano de 2019 foi muito importante para a Volkswagen no Brasil, pois marcou a estreia do seu primeiro SUV fabricado no país. Estamos falando do T-Cross, um modelo inédito, feito para competir no disputado segmento dos SUVs compactos, que aproveitou boa parte da conhecida arquitetura MQB, tão utilizada nos veículos da marca. Neste artigo, vamos nos aprofundar nos detalhes Volkswagen T-Cross, além de conhecer os seus principais concorrentes e sua trajetória no mercado. 

Design 

Embora o T-Cross seja derivado direto da dupla Polo e Virtus, a Volkswagen conseguiu criar um carro que tem personalidade própria.  

A dianteira traz a mesma solução de design aplicada no Jetta: os faróis horizontais são mais finos do que a grade que “cresce” para baixo e, no SUV, quase se encontra com a porção inferior, que é pintada em preto fosco.

A grade é composta por pequenos filetes horizontais que podem ter diferentes tipos de acabamento, dependendo da versão: preto fosco, preto brilhante ou cromado. O friso na porção inferior da grade segue a mesma linha e, na versão mais cara, traz um acabamento cromado que dá continuidade aos faróis e faz o SUV parecer mais largo. 

O perfil do Volkswagen T-Cross segue a receita dos SUVs tradicionais, apresentando um desenho bastante quadrado na porção traseira (região das colunas C e D) e lembrando a antiga geração do Tiguan, além de ter acabamentos em plástico preto fosco na porção inferior da carroceria.  

Na traseira, a Volkswagen aplicou uma grande peça em preto brilhante que divide opiniões: ela corta toda a traseira na horizontal e abriga as lanternas nas extremidades, sendo que a porção central do tipo “olho de gato” reflete as luzes que atingem a região. As lanternas fazem um “C” quando as luzes de posição/freio estão acesas e seu design é diferente do T-Cross europeu, apresentando linhas mais limpas e com iluminação por LEDs. 

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Mecânica 

O T-Cross chegou ao mercado oferecendo duas opções de motor e duas de câmbio: o 1.0 turbinado Flex, popularmente conhecido como “200TSI”, e o 1.4 também turbinado Flex, mais conhecido como “250TSI”, ambos da família EA211.  

O 1.0 gera até 128cv e 20,4kgfm com etanol e está disponível nas versões de entrada (que não têm um nome oficial) e na Comfortline (versão intermediária). Já o 1.4 gera até 150cv e 25,5kgfm com ambos os combustíveis e é exclusivo da versão Highline.  

Sobre as transmissões, a versão de entrada do SUV é a única que pode receber uma caixa manual de seis marchas, pois as demais utilizam somente uma caixa automática, a famosa “Tiptronic” fabricada pela Aisin, que também tem seis marchas e está disponível na versão de entrada. 

O Volkswagen T-Cross é montado sobre a MQB-A0, uma variante menor da MQB tradicional, que foi utilizada nos modelos Polo, Virtus e Nivus. Falando em Virtus, foi diretamente dele que veio a variante utilizada no T-Cross, que tem um entre-eixos maior quando comparado ao Polo e Nivus, o que privilegia o espaço interno e é mais um ponto que diferencia o T-Cross nacional do modelo comercializado no mercado europeu.  

Para concluir, todas as versões do SUV trazem suspensão independente na dianteira, com eixo de torção na traseira e freios a disco nas quatro rodas. 

Interior 

Dos carros que são construídos sobre a MQB-A0 atualmente, o T-Cross é o que mais se diferencia visualmente, tanto na parte exterior quanto na parte interior.  

Os materiais utilizados são os mesmos dos demais, mas o desenho, de um modo geral, possui suas peculiaridades.

Enquanto Polo, Virtus e Nivus apresentam o mesmo painel, com as mesmas peças, detalhes e encaixes, o T-Cross tenta entregar um pouco mais de refinamento, com peças que são só dele e elementos em cores que fogem do preto e do cinza, podendo vir até mesmo com iluminação ambiente feita por LEDs. Essas características estão presentes nas versões mais caras e há até uma certa ousadia na oferta de detalhes internos em bronze e saídas traseiras de ar-condicionado com duas portas USB, itens raros na categoria. 

No mais, o Volkswagen T-Cross traz elementos já conhecidos do painel de instrumentos (tanto o analógico quanto o digital), passando pela central multimídia, até os comandos de luzes e ar-condicionado presentes nos Volkswagen mais antigos. Para se ter uma ideia, o volante utilizado do Gol até o finado Passat é o mesmo do T-Cross.  

No entanto, o SUV busca se diferenciar pela alavanca de câmbio: ao contrário dos outros, a manopla do T-Cross traz as letras P, R, N, D e S (modo Sport) no topo da peça e elas acendem de acordo com a posição selecionada. Além disso, há o modo manual para trocas de marchas na própria alavanca ou nos paddle-shifters atrás do volante. 

Saiba mais sobre o Volkswagen T-Cross neste vídeo:

Tecnologia 

Previsto para atuar em um segmento disputado, o Volkswagen T-Cross já vinha com uma boa lista de itens de série, desde a sua versão de entrada. Entre esses itens estão: 

  • Seis airbags; 
  • Controles de tração e estabilidade; 
  • Faróis de neblina com função de luz de conversão; 
  • Luzes diurnas em LED; 
  • Freios a disco nas quatro rodas; 
  • Sensores traseiros de estacionamento; 
  • Volante multifuncional com ajuste de altura e profundidade; 
  • Rodas de liga-leve aro 16; 
  • Vidros elétricos nas quatro portas, com função “um-toque” para subir e descer; 
  • Banco do motorista com ajuste de altura e ajuste lombar, entre muitos outros. 

Já nas versões mais caras, é possível ter itens como faróis Full LED adaptativos, teto solar panorâmico, sistema de som premium da Beats, multimídia com GPS nativo, painel de instrumentos totalmente digital, retrovisor interno fotocrômico, iluminação indireta de ambiente (por LEDs), sensores crepuscular e de chuva, sistema Park Assist, que auxilia a realizar manobras de estacionamento, entre outros.  

Vale ressaltar que, ao longo dos anos, a VW reorganizou a oferta de itens e opcionais. Alguns passaram a ser de série, enquanto outros foram retirados ou passaram a fazer parte de apenas uma versão.

Principais pontos fortes 

Conjunto mecânico

Seja 1.0 ou o 1.4, os motores TSI são conhecidos pelo bom desempenho e economia. São melhores do que os motores aspirados dos rivais e, dependendo da forma que o motorista dirige, gastam menos combustível. Quem usa o carro com mais intensidade deve levar isso em consideração. 

Espaço interno

Ser derivado do Virtus, fez do T-Cross uma boa opção para quem precisa levar a família. O entre-eixos de 2,65m é um dos maiores do segmento e permite que quatro adultos se acomodem com conforto. 

Pacote de itens

O T-Cross sempre foi um dos SUVs mais caros da categoria, mas isso se traduz em equipamentos de série. Com seis airbags, luzes diurnas, freios a disco nas quatro rodas e outros itens, mesmo o T-Cross de entrada já entrega elementos que são raros ou inexistentes em alguns rivais, mesmo nas versões mais caras. 

Principais pontos fracos 

Acabamento interno

Um mal que acomete a maioria dos carros Volkswagen não deixou o T-Cross de fora. O plástico predomina no interior e há apenas algumas partes de tecido/couro nas portas. Embora isso seja comum na categoria, alguns dos seus concorrentes diretos, em proposta e preço, trazem um acabamento mais refinado. 

Puramente urbano

O T-Cross é um carro 100% urbano. Apesar do nome sugerir, o modelo não possui qualquer característica que o capacite para ser um fora-de-estrada, mesmo que leve, o que pode frustrar quem busca um carro para “sair da linha” de vez em quando. 

Muitos opcionais

Oferecer opcionais não é o problema em si. O problema é a quantidade deles, o que complica a vida do carro no mercado de usados e seminovos. Os preços oscilam muito e isso pode dar margem a situações um tanto desconfortáveis como, por exemplo, a dificuldade de encontrar um carro que tenha os itens desejados, por um preço atraente, que esteja na média de outros semelhantes anunciados. 

Principais concorrentes 

  • Nissan Kicks 
  • Chevrolet Tracker 
  • Ford EcoSport 
  • Hyundai Creta 
  • Honda HR-V 
  • Jeep Renegade 
  • CAOA Chery Tiggo 5X 
  • Peugeot 2008 
  • Citroën C4 Cactus 
  • Renault Duster 
  • Renault Captur

Histórico de versões 

2019/2019: 200TSI (Manual e automático), Comfortline e Highline – Modelo de lançamento 

2019/2020: Sense, 200TSI, Comfortline e Highline – linha 2020 

Reposicionamentos
  • Chegada da versão Sense dedicada ao público PCD. 
Novidades
Versão Comfortline: 
  • Retirada do pacote opcional Premium; 
  • Inclusão dos itens do pacote opcional Exclusive & Interactive como itens de série. 
Versão Highline: 
  • Inclusão dos itens do pacote opcional Innovation como itens de série. 

2020/2021: Sense, 200TSI, Comfortline e Highline – linha 2021 

Versão Sense: 
  • Retirada do multimídia Composition Touch dos itens de série; 
  • Retirada das rodas aro 16 de liga leve dos itens de série; 
  • Inclusão do controle de ajuste elétrico de altura dos faróis; 
  • Inclusão dos pacotes opcionais Tech e Essential. 
Todas as versões: 
  • Retirada da oferta das centrais multimídia Composition Touch e Discover Media; 
  • Inclusão da central multimídia VW Play; 
  • Inclusão do controle de ajuste elétrico de altura dos faróis. 
Versão 200TSI: 
  • Sistema de monitoramento de pressão dos pneus; 
  • Sistema de frenagem pós-colisão. 
Versão Comfortline: 
  • Sistema de detecção de fadiga do motorista; 
  • Rodas aro 17 com acabamento diamantado e em preto brilhante.