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Neste artigo vamos abordar os principais pontos do Volkswagen Jetta G6 e a sua trajetória no mercado brasileiro, até a chegada da sétima e atual geração. 

A sexta geração do Volkswagen Jetta desembarcou no Brasil em 2011. Importado do México, o modelo chegou em uma época em que o segmento dos sedans médios estava bastante aquecido no Brasil e a Volkswagen precisava de um “player” que batesse de frente com os rivais, diferentemente da geração anterior que era figura rara nas ruas.

Design 

A mudança de geração marcou uma verdadeira transição para o Jetta. O que era, na quinta geração, uma versão de carroceria três volumes do hatchback Golf, voltou às origens no Jetta G6 e ganhou personalidade e desenho próprios, embora com um ar bem mais tradicional do que de costume.

Além disso, ele incorporou a identidade visual que a marca aplicou em todo seu portfólio da época, tanto por dentro quanto por fora, o que fazia os mais leigos confundirem o Jetta com o Voyage e o Passat, que tinham a mesma “cara”. 

Os faróis de cantos arredondados e a grade destacada por um V cromado foram trocados por peças de aspecto bem mais simples, cujos faróis traziam cantos quadrados e formato retangular, que faziam uma conexão direta com a nova grade de acabamento preto.

O perfil do Jetta G6 também mudou e ficou mais sóbrio, sem o friso cromado que contornava a janela do Mk V e com um aspecto mais alongado, mas que mantinha os três volumes bem demarcados.  

Por fim, a traseira seguiu a receita da dianteira e veio com um desenho bem mais simples, com lanternas retangulares de quinas quadradas e sem a vistosa iluminação por LEDs, que era padrão no modelo anterior. 

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Mecânica 

Apesar de ser uma nova geração, o Jetta G6 manteve a plataforma PQ35 na qual o G5 também era montado, mas trouxe outras novidades do ponto de vista mecânico. Antes equipado com suspensão independente nas quatro rodas, o novo modelo trouxe um eixo de torção na traseira das versões mais baratas, para reduzir custos, mas manteve os freios a disco nas quatro rodas.  

Um ponto positivo do G6 é que ele ficou bem mais leve do que na geração passada, pesando pouco mais de 1.300 kg (na versão Comfortline, com caixa manual), enquanto o antecessor superava os 1.460 kg. 

Quem aproveitou a troca de geração para se despedir foi o motor 2.5 aspirado de cinco cilindros em linha, famoso entre os entusiastas da marca por seu ronco característico, que foi trocado por dois motores 2.0 diferentes: um aspirado Flex para a versão mais barata e um turbinado para a mais cara.  

O aspirado da família EA113 gera até 120 cv e 18,3 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades. Já o turbinado gera até 200 cv e 28,5 kgfm e trabalha somente com uma caixa automatizada de dupla embreagem, com seis velocidades: a famosa DSG.

Saiba mais sobre o Volkswagen Jetta neste vídeo:

Interior 

Este foi o tópico mais polêmico na visão dos proprietários costumeiros de Jetta sobre o modelo G6.

A geração anterior trazia refinamento acima da média ao mesclar porções de couro legítimo com superfícies macias ao toque (soft touch). Essas características foram drasticamente alteradas seguindo a estratégia da Volkswagen de reduzir custos e deixar o Jetta G6 mais barato e, consequentemente, mais competitivo. Essa atitude da VW foi motivo de críticas por parte dos fãs do carro, mas não chegou a afetar as suas vendas. 

Apesar da escolha dos materiais, o design da cabine do Jetta não sofreu muitas mudanças. Mantendo o estilo sóbrio e altamente conservador, a iluminação predominantemente vermelha de comandos e botões continuou, bem como os muitos detalhes em formato retangular com quinas arredondadas e as disposições dos comandos de multimídia, ar-condicionado, luzes, entre outros. 

Tecnologia 

O mesmo conservadorismo encontrado no visual do Jetta G6 podia ser visto nas listas de itens de série de ambas as versões. No ato do lançamento, as versões traziam apenas o básico para a categoria.  

A Comfortline veio com: 
  • Direção hidráulica; 
  • Quatro airbags; 
  • Ar-condicionado convencional; 
  • Trio elétrico; 
  • Rádio com CD, MP3 e seis alto-falantes; 
  • Desembaçador de retrovisores externos; 
  • Rodas de liga leve aro 16; 
  • Computador de bordo multifuncional; 
  • Sensores dianteiros e traseiros de estacionamento, entre outros.  

Além de alguns itens opcionais como teto solar, rodas aro 17, ar-condicionado dual zone, sensores crepuscular e de chuva, central multimídia e bancos de couro. 

Já o top de linha (Highline) veio com: 
  • Ar-condicionado de duas zonas com função Auto e saídas traseiras; 
  • Sensores crepuscular e de chuva; 
  • Central multimídia com tela de 8 polegadas e CD Player; 
  • Rodas de liga leve aro 17; 
  • Volante multifuncional com comandos de rádio e paddle shifters; 
  • Seis airbags; 
  • Bancos de couro; 
  • Controles de tração e estabilidade; 
  • Computador de bordo com mais funções. 

Como opcionais, essa versão trouxe: teto solar elétrico, rodas diamantadas e banco do motorista com ajustes elétricos. 

Principais pontos fortes 

Motor turbo

A Volkswagen anunciava o Jetta G6 como “o esportivo disfarçado de sedan” e, de certa forma, não era exagero. Os números vistosos do 2.0 sobrealimentado, a transmissão de dupla embreagem e as trocas super-rápidas deixaram o sedan alemão com um comportamento dinâmico de fazer inveja até a modelos bem mais caros, o que fez do Jetta uma referência em desempenho na categoria. 

Como se não bastasse, ainda tem um consumo melhor do que o de motores de alguns rivais, que são inferiores em desempenho. 

Conforto

A troca de geração também fez o sedan crescer em comprimento e entre-eixos, melhorando o espaço para todos, na frente e atrás. 

Custo X benefício

O Jetta nunca esteve entre os carros mais caros da categoria e, ainda assim, entrega conteúdo no mesmo nível ou superior ao de alguns rivais, fora o conjunto mecânico da versão top que é o seu grande destaque. 

Principais pontos fracos 

Motor aspirado

Enquanto o 2.0 TSI é motivo de elogios, a história é totalmente diferente com o 2.0 aspirado. A apatia do carro é nítida e, para piorar, esse motor consome mais combustível do que o turbinado. 

Opcionais

O Jetta sempre teve inúmeros pacotes/itens opcionais, o que criou uma certa bagunça no mercado de usados e dificultou a vida de quem procura um modelo com algum item específico. Tanto que algumas unidades sem determinados itens (como teto solar) costumam demorar mais para serem vendidas ou sofrem uma desvalorização maior. 

Manutenção

O calcanhar de Aquiles do Jetta 2.0 turbinado é o custo de manutenção. Embora o motor e a transmissão não costumem apresentar defeitos, os reparos podem ser muito caros caso o proprietário tenha a infelicidade de enfrentar problemas em algum deles. 

Principais concorrentes 

Honda Civic 

Toyota Corolla 

Ford Focus Sedan 

Kia Cerato 

Hyundai Elantra 

Mitsubishi Lancer 

Chevrolet Cruze 

Nissan Sentra 

Citroën C4 Lounge 

Peugeot 408 

Renault Fluence 

Histórico de versões 

2011/2011 – Comfortline e Highline – Modelo de lançamento. 
2011/2012 – Comfortline e Highline – Linha 2012. 
2012/2013 – Comfortline e Highline – Linha 2013. 

Novidades – Versão Highline: 

  • Faróis bi-xenon direcionais como opcional; 
  • Chave presencial com partida por botão como opcional. 
2013/2014 – Comfortline e Highline – Linha 2014. 

Novidades – Versão Highline: 

  • Motor recalibrado para 211 cv. 
2014/2015 – Trendline, Comfortline e Highline – Linha 2015, primeiro facelift. 

Reposicionamentos: 

  • Acréscimo da versão Trendline. 

Novidades – Todas as versões: 

  • Para-choques redesenhados; 
  • Novos faróis e lanternas; 
  • Retirada da opção do câmbio manual; 
  • Suspensão traseira independente; 
  • Controles de tração e estabilidade. 

Versão Comfortline: 

  • Volante multifuncional com paddle-shifters; 
  • Central multimídia com tela de 8 polegadas; 
  • Sistema de som com 8 alto-falantes. 

Versão Highline: 

  • Lanternas em LED. 
2015/2016 – Trendline, Comfortline e Highline – Linha 2016. 

Reposicionamentos 

  • Retirada do motor 2.0 aspirado; 
  • Acréscimo do motor 1.4 turbo; 
  • Retorno da opção do câmbio manual. 

Versão Comfortline: 

  • Direção elétrica. 

Versão Highline: 

  • Retrovisor interno fotocrômico. 
2016/2017 – Trendline, Comfortline e Highline – Linha 2017, último ano/modelo.