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Conheça as principais características do Volkswagen Gol G5! Saiba o que mudou em relação ao seu antecessor e os principais pontos fortes e fracos desse modelo. 

Foi em 2008 que o Volkswagen Gol, um dos carros mais conhecidos e comercializados do mercado brasileiro, passou pela maior mudança de toda a sua história:

O compacto sofreu uma reformulação completa para aumentar sua competitividade diante de uma concorrência cada vez mais acirrada e diversificada.  

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A maioria dos carros usados que são vendidos no Brasil têm problemas no histórico, que diminuem o seu valor de mercado e dificultam a transferência. Entre esses problemas estão: passagem por leilão, batidas, roubo e furto, débitos e restrições.

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Design 

Quando o Gol saiu do modelo G3 para o G4, a Volkswagen recebeu muitas críticas. No geral, elas tinham relação à visível perda de sofisticação do modelo, tanto por dentro quanto por fora. 

Para mudar isso, a VW incorporou ao G5 uma dianteira alinhada com a filosofia de design global da marca, presente em modelos como Tiguan, Passat e Touareg.  

Essa filosofia teve início no Concept R, de 2003, um roadster esportivo conceitual, que introduziu elementos como os faróis boleados na parte inferior e a grade central, em forma de V, destacada na dianteira. 

Assim como no G3, os faróis do G5 podiam ser por refletor único ou duplo e, dependendo da versão, recebiam máscara negra ou cromada. O para-choque, por sua vez, vinha inteiramente na cor do veículo, independentemente da versão, e podia abrigar os faróis de neblina com molduras cromadas na ponta.  

O perfil do G5 também ganhou sofisticação, com uma linha de cintura ascendente e um novo friso que atravessava as portas. Já a traseira, veio com novas lanternas horizontais, vigia menor e tampa do porta-malas com um design mais dinâmico. 

Mecânica 

Depois de longos anos sem mudanças nesse aspecto, o Gol G5 finalmente veio com uma nova plataforma.

A base PQ24, compartilhada com o Fox e o Polo, trouxe elementos da PQ25 europeia, que marcou outra mudança significativa para o Gol: a troca do motor longitudinal para transversal, que possibilitou uma dianteira mais curta e uma cabine mais espaçosa de modo geral.  

Apesar disso, o Gol G5 manteve características como a suspensão traseira por eixo de torção e os freios a disco na dianteira, com tambores na traseira. 

Falando de motorização, o Gol G5 também marcou o fim dos blocos da linha AP, passando a utilizar apenas motores da família EA111 (mais conhecida pela sigla VHT). Sendo um 1.0 de até 76 cv e 10,6 kgfm e um 1.6 de até 104 cv e 15,6 kgfm.

Ambos são blocos aspirados de quatro cilindros em linha, total Flex e trabalham com transmissão manual de cinco velocidades. Apenas o 1.6 ganhou a opção de transmissão automatizada de cinco marchas e embreagem única. 

Interior 

Embora não tenha passado pela mesma revolução ocorrida no visual e na mecânica, a cabine do Gol G5 também marcou mudanças bem-vindas: 

A disposição dos principais elementos não mudou, mas a VW trouxe de volta alguns aspectos elogiados no G3, que haviam sumido no G4. Um bom exemplo, o painel dividido em duas peças de cores ligeiramente distintas.  

À noite, a iluminação interna voltou a mesclar o vermelho dos botões da cabine com o azul dos caracteres dos instrumentos. 

O painel de instrumentos simplificado do Fox deu lugar a uma peça de layout tradicional com quatro mostradores: dois grandes nas extremidades (velocímetro e conta-giros) e dois menores ao centro (combustível e temperatura), localizados logo acima da tela do computador de bordo multifuncional.  

O novo volante veio com comandos do sistema de som e as novas folhas de porta com porções em tecido, que passaram integrar os comandos de acionamento dos vidros elétricos. No Gol G4, esses botões pareciam “enxertados” na porta, dando um aspecto visual menos sofisticado. 

Tecnologia 

O Gol G5 foi o primeiro Gol da história a oferecer um tipo de transmissão que não é manual:  

A caixa automatizada de embreagem única, desenvolvida pela Magneti Marelli, é chamada de i-Motion e é muito semelhante a uma transmissão manual tradicional. A diferença é que as trocas de marcha são feitas por um sistema robotizado, que também dispensa o pedal da embreagem.  

Para o motorista, a interface e a condução são as mesmas de um automático convencional, mas a construção interna da transmissão é bem diferente. 

No mais, o Gol G5 pode ser encontrado com airbag duplo e ABS, itens raros entre os carros populares de uma época em que eles não eram obrigatórios.  

As versões de entrada mantêm a lista básica de itens, enquanto as mais caras agregam: 

  • Direção hidráulica; 
  • Faróis de neblina; 
  • Rádio com conexão Bluetooth; 
  • Rodas de liga-leve;  
  • Retrovisores elétricos; 
  • Computador de bordo multifuncional. 

Principais pontos fortes 

Mercado: 

O Gol é um velho conhecido do consumidor brasileiro e, por muitos anos, foi o carro mais vendido no país. A manutenção barata e a fartura de versões fazem dele uma excelente moeda de troca e um carro fácil tanto de comprar quanto de vender. 

Design:  

Para muitos, o Gol G5 é o modelo mais bonito de todos. O visual inspirado em carros maiores e mais caros, ajudou a elevar o status do Gol, e fez muito bem ao compacto. 

Manutenção:  

Por ter vendido tanto e compartilhar motores com outros carros, a manutenção do Gol é simples e barata, tornando-o uma boa compra para quem se preocupa em deixar o veículo sempre em ordem, sem gastar muito. 

Principais pontos fracos 

Motor 1.0 VHT: 

Os carros equipados com motor 1.0 VHT apresentam um consumo elevado e um desempenho ruim. Além disso, esse motor sofreu problemas nos primeiros anos/modelo do Gol, por conta de erros de engenharia. 

Ergonomia:  

Embora ofereça ajustes de altura do banco do motorista e dos cintos de segurança, o Gol G5 não é muito confortável para os passageiros de maior peso e/ou estatura. 

Suspensão traseira:  

O Gol sempre foi um carro de acerto mais duro, mas o G5 parece ter piorado isso, a ponto de deixar o carro desconfortável, caso o asfalto não seja perfeito. 

Saiba sobre o Volkswagen Gol G5 neste vídeo: