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Conheça os principais detalhes do Fox G2 e saiba quais são os pontos fortes e fracos desse modelo. 

A primeira grande mudança do Volkswagen Fox aconteceu em 2009, quando o compacto passou por um facelift generalizado e profundas alterações no interior. Lançada como ano/modelo 2010, a reestilização é conhecida como G2 e trouxe mais refinamento ao Fox, embora tenha mantido a mesma plataforma e as mesmas opções de motor do primeiro.  

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Veículos usados podem ter diversos problemas que, além de diminuírem o valor de mercado, dificultam a transferência e o licenciamento anual.

Design 

Na primeira reestilização do Fox, o desafio da VW era fazer uma atualização que deixasse o compacto mais elegante, sem encarecê-lo demais com mudanças drásticas no desenho. De fato, a silhueta do hatch e suas linhas gerais permaneceram praticamente as mesmas, mas as novidades do design foram perceptíveis o suficiente para dar um novo fôlego ao modelo. O Fox G2 nasceu para preencher um vazio entre o Gol e o Polo, mas está mais próximo do Gol, no geral. 

A dianteira concentrou as maiores mudanças externas, com novos faróis ainda horizontais, mas com quinas quadradas e máscara negra sempre presente, conectados pela nova e mais fina grade dianteira com acabamento preto, deixando o visual muito parecido com o do Jetta, que seria lançado em breve.  

Os para-choques também mudaram, assim como o desenho interno e a lente das lanternas, retrovisores e opções de rodas. Já na lateral, o visual permaneceu o mesmo. 

Mecânica 

O Fox G2 manteve a plataforma PQ24, a mesma utilizada pelo Polo da época, e que também havia sido introduzida na família Gol (com o lançamento do modelo G5), mas com poucos elementos da PQ25. Além disso, permaneceram as ofertas de motores 1.0 e 1.6, com transmissão manual de cinco marchas ou, como novidade do facelift, a estreia da transmissão ASG, exclusivamente para o motor 1.6. 

Mais conhecida pelo nome i-Motion, a caixa ASG é do tipo automatizada (diferente de um automático convencional) e também possui cinco marchas. Sobre os motores, ambos são naturalmente aspirados com quatro cilindros e podem trabalhar com gasolina ou etanol, misturados em qualquer proporção. O 1.0 gera até 76 cv e 10,6 kgfm enquanto o 1.6 é capaz de entregar até 104 cv e 15,6 kgfm. 

Saiba mais sobre o Volkswagen Fox neste vídeo:

Interior 

A missão da Volkswagen de deixar o Fox mais elegante não envolvia apenas o exterior, mas também a cabine. As mudanças realizadas foram profundas, sem deixar praticamente nada do anterior, apenas a disposição dos principais elementos. A mudança que mais chama atenção é o painel mais liso, sem os “porta-trecos” da parte superior, que eram divididos por pequenos ressaltos no acabamento. Eles serviam para acomodar livros pequenos ou qualquer objeto semelhante. 

O porta-luvas ganhou uma tampa com comando próprio de abertura e o antigo painel de instrumentos “diferentão” deu lugar a outro mais tradicional, trazendo dois grandes mostradores analógicos, com outros dois menores e uma tela de computador de bordo ao centro. O porta-objetos abaixo das saídas de ar centrais foi removido por causa do novo rádio do tipo 2DIN e, por fim, as portas ganharam um revestimento parcial em tecido. 

Tecnologia 

Posicionado acima do Gol, o Fox pedia mais refinamento também na parte tecnológica, e ela veio nessa primeira reestilização. Lançado inicialmente em duas versões, o Fox G2 não é mais equipado do que os concorrentes, mas mesmo a versão de entrada pode ficar mais interessante através de pacotes opcionais.  

Uma boa novidade foi o computador de bordo multifuncional chamado i-System, que permite configurar diversos parâmetros do veículo. De alertas de manutenção programada (como troca de óleo) a ajustes de comportamento de travas, vidros e portas, o sistema podia ser operado por comandos na alavanca do limpador de para-brisa e no novo volante, sendo um diferencial interessante do Fox G2.  

No mais, com o passar do tempo, o compacto ganhou outras novidades e pode ser encontrado com itens como teto solar elétrico, rádio com bluetooth, volante com paddle-shifters para trocas manuais da transmissão automatizada, entre outros. 

Principais pontos fortes 

Design:  

Visualmente, o Fox G2 se assemelha muito a outros modelos mais caros, o que é algo positivo. O facelift recebeu inúmeros elogios, desde o lançamento e é, para muitos, a versão mais bonita do compacto. 

Mercado:  

Boa parte da longevidade do Fox se deve ao seu sucesso de vendas. Com quase 20 anos de mercado, ele já figurou diversas vezes no Top 10 de carros mais vendidos mensalmente. Isso faz dele uma ótima moeda de troca. 

Espaço interno:  

Mesmo sendo um compacto, o Fox G2 tem um espaço interno satisfatório para a categoria e melhor que o da maioria dos seus rivais diretos. O teto alto também é um ponto positivo e elogiado pelo público, no geral. 

Principais pontos fracos 

Motor 1.0:  

É preciso ter atenção redobrada ao comprar um Fox G2 com motor 1.0, pois se trata do mesmo bloco da família EA111 utilizado pelo Gol e o Voyage da época. Esse motor apresentou casos de problemas de fábrica, por isso, antes de comprar, é importante verificar se o vendedor fez o conserto solicitado pela montadora. 

Câmbio i-Motion:  

A transmissão automatizada ASG não é diferente de outras com embreagem única presentes no mercado, o que se traduz em um funcionamento ineficiente e problemático, além de uma manutenção mais cara, até mesmo que a de uma caixa automática convencional. Os Fox G2 equipados com essa transmissão devem ser evitados. 

Pedais:  

Os pedais do Fox G2 não são ergonômicos e a embreagem é excessivamente alta, o que deixa a direção cansativa, principalmente nos trajetos mais longos. 

Principais concorrentes 

Ford Fiesta 

Fiat Punto 

Chevrolet Agile 

Citroën C3 

Peugeot 207