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Conheça os detalhes do Renault Sandero G2 e saiba quais são os principais pontos fortes e fracos desse modelo. 

A segunda geração do Renault Sandero foi apresentada ao mercado brasileiro na exata metade de 2014, já como ano/modelo 2015. Embora o compacto tenha mantido a plataforma e mudado pouco na parte mecânica, as alterações visuais foram profundas tanto por dentro quanto por fora e renovaram o fôlego do hatch franco-romeno.  

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Design 

Para o Renault Sandero G2 a estratégia visual foi totalmente diferente da adotada no primeiro modelo. Isso resultou em um carro de aparência mais madura e refinada, sem nenhuma ligação com o antecessor. As linhas arredondadas e despojadas deram lugar a um design mais sério e quadrado, com formas retas e elementos harmonicamente organizados. 

Começando pela dianteira, os faróis passaram a ser horizontais e sempre compostos por refletores duplos, independentemente da versão, conectados pela nova grade dianteira que cresce ao centro e abriga o logotipo da marca.  

Na lateral, a mudança mais notável é a retirada do detalhe em preto fosco, presente na base das portas, que foi substituído por vincos. Na traseira, as lanternas tem um formado de cubo e as linhas são mais limpas de modo geral. 

Mecânica 

Apesar de ser uma nova geração, o Renault Sandero G2 manteve muito da mecânica do seu antecessor como, por exemplo, a plataforma B0, que também é compartilhada com os SUVs Duster, Captur e a picape Duster Oroch. No início do ciclo de vida dessa geração, os motores também eram os mesmos do antecessor: os blocos 1.0 e 1.6 naturalmente aspirados e Flex, com câmbio manual de cinco marchas. 

Com o tempo vieram novidades interessantes, como os novos motores da família SCe, também de 1.0 e 1.6 e opção de câmbio manual ou o automatizado Easy’R (que durou pouquíssimo devido ao seu funcionamento ruim), além do câmbio CVT, que também já saiu de cena. Há até uma versão especial de proposta esportiva equipada com o mesmo motor 2.0 de codinome F4R usado nos irmãos maiores, quem tem câmbio manual de seis marchas com relações encurtadas. 

Saiba mais sobre o Renault Sandero neste vídeo:

Interior 

As mudanças no interior do Sandero tiveram o mesmo objetivo do exterior: deixar o modelo mais maduro, passando uma sensação maior de refinamento e oferecendo mais tecnologia embarcada. Além do novo desenho geral, o Sandero G2 ganhou itens inéditos que depois se estenderam aos irmãos mais caros, o que aumentou a percepção de valor agregado ao hatch e o deixou melhor posicionado diante do antecessor. 

O novo volante pode abrigar os comandos do piloto automático, dependendo da versão, e o novo painel de instrumentos lembra o do sedan médio Fluence, com dois mostradores analógicos e um digital à direita. No console central, o espaço para o rádio 2DIN pode ser ocupado por uma central multimídia e os controles do inédito ar-condicionado automático. 

Tecnologia 

O Sandero G2 foi um carro pensado para uma época bastante diferente daquela em que o primeiro foi lançado, o que significa que ele precisava entregar um pouco mais de refinamento e conteúdo de série do que o anterior. De fato, a Renault conseguiu isso e trouxe recursos ao novo modelo que o anterior nunca recebeu, nem nas versões mais caras. 

Alguns desses recursos são:  

  • Ar-condicionado automático; 
  • Central multimídia com navegação por GPS; 
  • Câmera de ré; 
  • Indicador de momento de troca de marcha, para deixar a condução mais econômica, entre outros.  

No mais, o Sandero G2 pode ser encontrado com rodas de liga leve aro 15, vidros elétricos nas quatro portas, faróis de neblina, retrovisores com seta e ajustes elétricos. 

Principais pontos fortes 

Espaço:  

O Sandero G1 era o “rei” dos compactos no quesito espaço interno e o G2 manteve isso. Seu porta-malas de 320 litros é o maior da categoria e o espaço para os ocupantes também é um dos melhores. 

Manutenção:  

Contrariando a fama (muitas vezes injusta) dos franceses antigos, o Sandero não é um carro caro de se cuidar e manter. Os bons índices de vendas somados ao tempo do carro no mercado fizeram dele um amigo do bolso na hora da manutenção. 

Motores SCe:  

Os novos motores SCe são bem melhores do que os antigos Hi-Flex tanto em desempenho quanto em economia. Vale muito a pena gastar um pouco mais e levar um Sandero equipado com algum deles para casa. 

Principais pontos fracos 

Acabamento:  

Não dá para esperar grandes coisas quando se fala de acabamento interno em hatches compactos, mas o Sandero consegue ser pior do que os rivais diretos. Quem valoriza isso em um carro, fatalmente se decepcionará com o franco-romeno. 

Câmbio Easy’R:  

A Renault tentou embarcar na onda das caixas automatizadas e lançou a transmissão Easy’R de cinco velocidades, mas a repulsa foi tão grande que ela não durou muito. O funcionamento é ruim em todas as circunstâncias de condução, por isso, não é difícil achar modelos com câmbio Easy’R pouco rodados e bem conservados por preços atraentes. Essa caixa tão malvista que os carros equipados com ela literalmente encalham nas revendas, então evite-os a todo custo. 

Motores Hi-Flex:  

Os motores Hi-Flex do início da vida do Sandero G2 não são ruins, mas sua inferioridade diante dos SCe é muito clara. A Renault percebeu que não devia ter lançado o G2 com eles e logo tratou de incluir os SCe na gama do compacto, o que deixa os Hi-Flex obsoletos e não tão bem-vistos quanto os SCe. 

Principais concorrentes diretos 

Volkswagen Gol 

Chevrolet Onix 

Hyundai HB20 

Peugeot 208 

Citroën C3 

Ford Ka 

Fiat Uno 

Toyota Etios