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Saiba tudo sobre o Renault Duster G1 e conheça os principais pontos fortes e fracos desse modelo. 

A primeira geração do Renault Duster foi apresentada ao mercado brasileiro no último trimestre de 2011. Esse foi o primeiro SUV compacto da marca no país e o terceiro produto oriundo da Dacia, submarca da Renault dedicada a produtos de baixo custo para mercados emergentes. 

Apresentado inicialmente como um protótipo para corridas na neve, o Duster de produção foi lançado pouco tempo depois, entre o final de 2009 e começo de 2010, e não demorou para se tornar um sucesso.  

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Design 

Os mais ligados em história automotiva deverão se lembrar do Duster Concept, um modelo apresentado em 2009. Visualmente falando, ele não tinha nada a ver com o carro de produção homônimo que conhecemos e que foi apresentado ao mercado estrangeiro no final do mesmo ano. A ideia do Duster Concept era tentar quebrar a imagem de marca de baixo custo da Dacia, entretanto, o modelo de produção precisava seguir essa proposta e, assim, adotou linhas bem mais convencionais. 

Os faróis retangulares contam com refletor duplo e são interligados por uma grade filetada horizontalmente da mesma altura deles, enquanto o para-choque traz detalhes que imitam itens como skid plate e quebra-mato. 

Na lateral, ele traz para-lamas bem pronunciados que deixam o desenho “musculoso” e janelas com cantos arredondados, além de uma larga coluna D. Na parte traseira há finas lanternas verticais e o vidro do porta-malas segue o caimento das janelas laterais até o topo da linha de cintura. 

Mecânica 

O Renault Duster G1 é montado na mesma plataforma do Logan e Sandero: a conhecida B0. Isso explica o compartilhamento de motores, detalhes de acabamento, tecnologias, entre outros. Ele foi lançado no mercado brasileiro com as seguintes opções de conjunto mecânico: 1.6 aspirado Flex com câmbio manual de cinco marchas e tração dianteira, 2.0 aspirado Flex com câmbio manual de seis marchas e tração dianteira ou integral seletiva (4WD) ou com câmbio automático de quatro marchas e tração dianteira. 

O motor 1.6 é o conhecido “Hi-Flex” que gera até 115 cv e 15,5 Kgfm, enquanto o 2.0 é mais conhecido pelo codinome F4R e é capaz de gerar até 142 cv e 20,9 Kgfm de picos de potência e torque, respectivamente. Falando do sistema de tração integral, ele possui três modos de atuação: 2WD, onde deixa a tração somente nas rodas dianteiras para economizar combustível, AUTO onde o sistema alterna automaticamente entre tração em duas ou quatro rodas (como em um AWD padrão) e LOCK, que deixa a tração nas quatro rodas o tempo inteiro. 

Interior 

Enquanto o Logan e o Sandero compartilham do mesmo interior em todos os pontos, o Renault Duster G1 consegue se diferenciar um pouco mais em alguns aspectos. O que se justifica pela proposta mais familiar do SUV e, também, pelo posicionamento de preço acima dos irmãos menores. A disposição geral dos elementos da cabine é a mesma, o que muda são detalhes de acabamento, apliques e a presença de porta-objetos. 

O cluster de instrumentos é igual ao dos outros dois modelos, embora com grafismos únicos: há dois grandes mostradores analógicos, uma pequena tela ao centro que abriga marcadores diversos e computador de bordo e, logo abaixo, seção de luzes-espia. Na porção superior do painel há porta-objetos que comportam coisas pequenas e, mais abaixo, os mesmos comandos de ar-condicionado, rádio do tipo 2DIN, alavanca de câmbio, localização de controles de retrovisor e vidros elétricos, entre outros. 

Tecnologia 

O Renault Duster G1 chegou ao mercado em uma época onde itens como airbags duplos frontais e freios ABS ainda não eram obrigatórios. Mesmo assim, as versões mais caras do SUV já traziam tais itens de série, antecipando a exigência que viria poucos anos depois. Inicialmente, ele foi oferecido em seis configurações dispostas em três versões: a de entrada que não tinha um nome definido, a intermediária Expression e a top de linha Dynamique. 

Na configuração mais barata, o Duster traz itens como: 
  • Direção hidráulica; 
  • Ar-condicionado; 
  • Vidros elétricos na dianteira; 
  • Travas elétricas; 
  • Rodas aro 16 de ferro; 
  • Para-choques em preto fosco, entre outros.  

Já as configurações mais equipadas podem ser encontradas com rodas de liga leve, para-choques na cor da carroceria, base para rack de teto, faróis de neblina, rádio com CD Player, retrovisores com ajustes elétricos e muito mais. 

Saiba mais sobre o Renault Duster neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Mercado:  

A missão do Duster era incomodar o Ford EcoSport, sucesso no segmento por ter sido um dos primeiros e, além disso, um dos mais baratos. O franco-romeno chegou com os mesmos predicados, o que faz dele um carro bastante comercial, fácil de comprar/vender e com uma base de fãs estabelecida. 

Manutenção:  

Por compartilhar sua mecânica com outros modelos da aliança Renault-Nissan, o Duster G1 é um modelo fácil de ser cuidado e suas manutenções não pesam no bolso. É a compra certa para quem sonha em entrar no mundo dos SUVs sem sacrificar a carteira. 

Versatilidade:  

Além de ser um dos mais altos da categoria, o Renault Duster G1 foi um dos pouquíssimos SUVs compactos do Brasil a oferecer tração integral. É uma ótima escolha para quem quer ou precisa sair do asfalto esporadicamente. 

Principais pontos fracos 

Acabamento:  

Ser um dos mais baratos implica em ser um dos menos refinados. Se você valoriza acabamento interno, é melhor olhar para os rivais do Duster. 

Consumo:  

Independentemente do conjunto mecânico escolhido, o consumo de combustível é uma fraqueza do Duster. A situação é menos pior nos modelos com câmbio manual e motor 1.6, mas ainda é longe da ideal. 

Equipamentos:  

O Renault Duster G1 traz estritamente o necessário em itens de série para um carro de sua categoria e preço, nada mais do que isso. Se valoriza carros recheados de tecnologia, dificilmente o franco-romeno irá lhe agradar. 

Principais concorrentes diretos 

Ford EcoSport 

Chevrolet Tracker 

Nissan Kicks