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Saiba tudo sobre o Peugeot 208 G1 e conheça os principais pontos fortes e fracos desse modelo. 

A primeira geração do Peugeot 208 estreou oficialmente no Brasil no primeiro semestre de 2013, alguns meses após sua primeira aparição pública no país, durante o Salão do Automóvel de 2012. Sucessor do 207, o compacto francês chegou com a missão de reaquecer as vendas da montadora no mercado nacional, ampliando sua market share e tentando reconquistar a confiança do consumidor.  

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Design 

Antes do 208, a grande referência de design da Peugeot para o público brasileiro foi, durante muitos anos, o 206. O problema é que, ao atualizar o modelo, a divisão brasileira da marca optou pelo caminho mais barato. Então, ao invés de trazer o verdadeiro 207 para nós, escolheu a variante de baixo custo com o desenho do 207 europeu enxertado nas linhas do 206, o que fez muitos consumidores torcerem o nariz com duras críticas à montadora. 

Por conta disso, o 208 precisava resgatar essa referência e, dessa vez, a marca acertou: o desenho do 208 brasileiro era idêntico ao da versão europeia, com faróis triangulares que podiam receber projetor para a luz baixa, uma única abertura frontal ao centro, linhas limpas na lateral, lanternas em formato de C com iluminação por LEDs nas luzes de posição e um para-choque volumoso com a placa posicionada logo acima, na tampa do porta-malas. 

Mecânica 

Apesar de ter sido lançado em 2013, o Peugeot 208 G1 é montado sobre uma plataforma bastante antiga, a PF1. Essa plataforma está presente no 206 do final dos anos 90 e em modelos da Citroën como o C3, DS3, entre inúmeros outros dedicados aos mercados estrangeiros. Esse carro chegou com duas opções de motores e duas de transmissões, todas bastante conhecidas pelo público brasileiro. 

Os motores em questão são aspirados Flex: um 1.5 de codinome “TU4M” que é, basicamente, uma atualização do 1.4 usado no antigo 207 e gera até 93 cv e 14,2 kgfm. Já o 1.6 também é o mesmo utilizado desde o finado 206, mas com atualizações para entregar um pouco mais de potência e torque máximos: 122 cv e 164 kgfm. Enquanto o 1.5 vinha somente com transmissão manual de cinco marchas, o 1.6 podia trabalhar com a mesma caixa manual ou uma automática de quatro velocidades. 

Interior 

Além das missões citadas acima, o Peugeot 208 G1 tinha outro objetivo: começar a elevar o padrão da marca diante do consumidor, melhorando a percepção de qualidade dos produtos. Por conta disso, o compacto trouxe soluções interessantes, que só vieram a se estender pela concorrência anos depois como, por exemplo, a central multimídia com tela tipo flutuante, localizada no topo do console central. 

O 208 também recebeu o que a Peugeot chamada de i-Cockpit, um conceito de painel de instrumentos elevado, acima do volante, e em menor tamanho para concentrar as informações de modo objetivo e mais claro. No geral, o Peugeot 208 G1 se diferencia dos outros compactos pelo bom acabamento, mesclando itens em preto brilhante e prata imitando alumínio, além da iluminação dos botões feita por LEDs brancos como em carros mais caros. 

Tecnologia 

Esse é mais um dos aspectos que o Peugeot 208 G1 precisava resgatar depois da frustração com o 207, e a Peugeot não deixou espaço para críticas negativas. Mesmo o 208 de entrada já traz itens como ar-condicionado, direção elétrica, freios ABS e airbags duplos frontais, computador de bordo e chave canivete, entretanto, abre mão do rádio e das rodas de liga-leve. 

Por outro lado, a versão intermediária incorpora itens raros ou inexistentes na categoria como o teto panorâmico em vidro fixo, central multimídia com tela de 7 polegadas e GPS nativo, volante multifuncional em couro, entre outros. Por fim, o top de linha agrega ar-condicionado digital de duas zonas, faróis com luzes diurnas em LED, sensores crepuscular e de chuva, entre muitos outros. 

Saiba mais sobre o Peugeot 208 G1 neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Custo x benefício:  

O 208 foi bem aceito pelo mercado e é um carro ótimo de se comprar no mercado de usados, pois alia o preço na média dos rivais a uma lista de equipamentos sem igual na categoria e desempenho adequado dos motores 1.5 e 1.6. 

Tecnologia:  

Embora abra mão de alguns itens básicos, mesmo a versão de entrada do 208 já promete agradar aos que fazem questão de uma boa lista de itens de série. Apesar disso, vale a pena gastar um pouco mais e levar a intermediária para ter equipamentos dignos de carros superiores. 

Desempenho:  

Sendo um carro pequeno e leve, o Peugeot 208 G1 é bastante esperto e muito agradável de dirigir. Como bônus, ainda consegue bons índices de consumo de combustível. 

Principais pontos fracos 

Espaço:  

Seus antepassados não eram referência no assunto, mas o 208 conseguiu ser pior do que eles. O francês é um dos menores hatches que o mercado brasileiro já viu, tornando-o um carro dispensável para quem precisa de espaço para levar mais do que dois adultos. 

Câmbio automático:  

A caixa automática do 208 é a AT8, uma atualização da malfadada AL4 que resolveu seus principais defeitos e melhorou muito sua confiabilidade e durabilidade, mas não o desempenho. Por ter somente quatro marchas, ela deixa o carro extremamente “amarrado” e torna a condução vagarosa. Só o leve se quiser muito um 208 e fizer questão de um carro automático. 

Estado:  

Infelizmente, achar um 208 usado em bom estado não é uma tarefa simples. É comum achar exemplares com faróis amarelados e/ou desalinhados, com a cortina interna do teto panorâmico danificada, detalhes do acabamento interno desgastados e outras coisas que fazem o carro parecer mais velho do que é. Vale a pena procurar um com paciência e atenção redobrada por um exemplar bem cuidado. 

Principais concorrentes diretos 

Ford Fiesta 

Citroën C3 

Volkswagen Polo 

Fiat Punto 

Hyundai HB20 

Renault Sandero 

Honda Fit