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Saiba mais sobre o Honda Fit G1 e conheça os seus principais pontos fortes e fracos. 

A primeira geração do Honda Fit estreou no mercado brasileiro no segundo semestre de 2003, já como linha 2004, e como o segundo produto da marca fabricado em território nacional, já que o primeiro foi o Civic. Esse modelo surpreendeu com algumas soluções engenhosas e inovações mecânicas que, além de serem seus principais diferenciais, garantiram a ele uma longa e bem-sucedida trajetória no Brasil.  

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Design 

O Fit G1 é um hatch compacto diferente dos demais e essa diferença já fica bem clara, logo no primeiro contato. Parecido com uma minivan, esse modelo tem um perfil dividido em quatro colunas (A, B, C e D). Além disso, há uma grande vigia traseira, logo após a porta, que, somada ao teto plano e esticado até a extremidade traseira e a tampa do porta-malas (fazendo um ângulo próximo dos 90 graus), o faz parecer um monovolume familiar, apesar de seu porte não esconder a sua real proposta. 

Com linhas simples, esse modelo japonês não desperta fortes emoções e consegue agradar a todos. A dianteira traz grandes faróis triangulares, sempre compostos por um único refletor bifocal e uma pequena abertura de arrefecimento entre eles.  

Na traseira, a tampa do porta-malas tem a metade superior toda em vidro, com a placa localizada na parte de aço, e as lanternas possuem formato trapezoidal, dando continuidade às linhas da parte superior do para-choque. Já na parte inferior, há uma abertura de arrefecimento que é um pouco maior do que a da dianteira.  

Mecânica 

O Fit G1 foi lançado unicamente com um motor de 1,34 litro, o que gera uma certa divergência entre fãs e proprietários: alguns consideram como um 1.4 enquanto outros acham que é 1.3. O fato é que o consumo de combustível desse motor é alto e ele gera até 80 cv e 11,8 kgfm de potência e torque máximos, respectivamente. Com o tempo, surgiu a opção de motor 1.5, que gera até 105 cv e 14,2 kgfm e pode ser abastecido só com gasolina. 

Próximo do fim dessa geração, o 1.4 se tornou Flex e ganhou um pouco mais de fôlego com etanol, atingindo 83 cv e 12,2 kgfm de picos de potência e torque. A novidade mais marcante do Fit, entretanto, foi a transmissão: além da caixa manual de cinco marchas, ele foi o primeiro carro nacional a receber caixa automática do tipo continuamente variável, popularmente conhecida pela sigla CVT, iniciando a era desse tipo de câmbio no mercado brasileiro. 

Interior 

A mesma simplicidade do desenho externo também se manifesta no interior do Fit, embora ele seja engenhoso e priorize o conforto para todos os ocupantes. Sem muitos elementos para distrair a atenção, a cabine traz comandos grandes e de fácil leitura inseridos em um acabamento honesto para a categoria. Detalhes prateados e porções de tecido nas portas conferem um pouco mais de refinamento, que o típico cliente Honda espera da marca. 

Um dos grandes destaques do Honda Fit G1 é o sistema de assentos ULT. Graças ao reposicionamento do tanque de combustível (que se encontra abaixo do banco do motorista), os assentos traseiros podem ser rebatidos em 10 posições diferentes, de modo a deixar espaço para acomodar cargas altas, que não caberiam no porta-malas. É um sistema prático e único na categoria, presente no Fit até os dias de hoje. 

Tecnologia 

Quando o assunto é tecnologia, o Fit G1 tem dois lados bem contrastantes. Isso porque, de um lado, o hatch já vem com os itens básicos de conforto e comodidade que um carro dessa categoria pede, desde as versões mais baratas, o que exclui a possibilidade de se ter um Fit “pé-de-boi”. Entretanto, ao mesmo tempo, o modelo de primeira geração nunca ofereceu outros recursos tecnológicos que o colocassem em destaque ou que fossem raros na categoria. 

No mínimo, todo Fit vem de fábrica com: 
  • Ar-condicionado; 
  • Direção com assistência elétrica; 
  • Vidros elétricos nas quatro portas; 
  • Travas elétricas; 
  • Retrovisores com ajustes elétricos; 
  • Rádio AM/FM, entre outros.  

O painel de instrumentos traz um pequeno mostrador digital para os hodômetros parcial e total, mas o estimado marcador de temperatura foi substituído por luzes-espia, que se acendem quando o carro está muito frio ou muito quente. 

Saiba mais sobre o Honda Fit neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Espaço interno: 

O Fit G1 é um dos maiores compactos do mercado. Além disso, a sua construção interna favorece o conforto para os ocupantes e o sistema de bancos ULT dá a versatilidade que nenhum concorrente oferece. 

Mercado:  

A primeira geração do Fit foi um sucesso de mercado, o que faz dele uma ótima moeda de troca. Sua desvalorização é baixa e sua fama é das melhores entre os usados. 

Robustez:  

Não ser o mais tecnológico de todos tem seu lado bom. O Fit G1 não traz muitos “mimos” para o proprietário, mas também não o faz arrancar os cabelos com preocupações. É um modelo tranquilo de se ter, embora a manutenção corretiva não seja das mais baratas. 

Principais pontos fracos 

Altura do solo:  

O Fit é um carro baixo e, com isso, raspa com facilidade em lombadas ou valetas. São inúmeras as queixas de proprietários e, diante disso, é recomendada uma boa inspeção na parte inferior do veículo no ato da compra, para evitar surpresas desagradáveis. 

Suspensão: 

Graças à sua suspensão de acerto mais rígido, o Fit G1 é um carro muito estável. Em contrapartida, ele não lida bem com os defeitos da pista e se mostra frágil quando é submetido a muitos solavancos e pancadas secas decorrentes de buracos, desníveis e outros obstáculos desse tipo. 

Câmbio CVT:  

Para garantir o bom funcionamento da Transmissão Continuamente Variável, é essencial que os primeiros proprietários tenham feito a troca do óleo da caixa, dentro do prazo, e utilizado o óleo especificado pelo fabricante. Sem isso, a caixa pode apresentar problemas muito antes do previsto, que são bem caros de arrumar. 

Principais concorrentes 

Volkswagen Polo 

Fiat Palio 

Ford Fiesta 

Renault Clio 

Peugeot 206