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Conheça os detalhes do Honda City G6, seus principais pontos fortes e fracos e veja o histórico de versões desse modelo. 

A sexta geração global do Honda City foi apresentada ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2014, já como ano/modelo 2015. Derivado direto do Fit, o sedan compacto fez sua estreia no Brasil em 2009.

Nesse ano, já estava na sua quinta geração global, mas na primeira para o mercado brasileiro, e se tornou uma porta de entrada para a marca, caindo nas graças do público e trazendo algumas qualidades do Honda Civic.  

Se você está pensando em comprar um Honda City G6 usado, é melhor ficar de olho nesta dica:

Os veículos usados e seminovos podem ter problemas em seu histórico, que vão desde restrições, até problemas mais sérios como sinistro de perda total e passagem por leilão.

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Design 

O “nosso” City G2 trouxe uma filosofia de design que a Honda chama de Solid Wing Face: a grade frontal, antes composta por três elementos horizontais em cinza, deu lugar a uma peça única e inteiramente cromada, que deixou a dianteira mais sofisticada. E essa impressão foi reforçada pelos novos faróis de parábola dupla.  

A maior mudança está no para-choque, que tem três aberturas decoradas por apliques plásticos pretos, sendo que as duas das extremidades abrigam os faróis de neblina nas versões mais caras. No Honda City anterior, os faróis de neblina ficavam “enxertados” no para-choque por não contarem com espaços dedicados a eles. 

O perfil do sedan manteve o leve caimento do teto até a extremidade do porta-malas, mas com dois novos elementos que chamam a atenção: o forte vinco logo abaixo das maçanetas que começa na porta dianteira e vai até as lanternas e, um pouco mais abaixo, a curvatura que vai de um para-choque ao outro.  

Na parte traseira, as novas lanternas horizontais invadem o porta-malas e são ligadas por um pequeno friso cromado na parte superior, além dos novos elementos refletores nas extremidades da porção inferior do para-choque. O vão para a placa de identificação continua no porta-malas, mas se estendeu até a parte de contato com as lanternas. 

Mecânica 

A Honda sempre foi bastante conservadora com o City brasileiro e isso não mudou na segunda geração do modelo, embora ela tenha incorporado alterações que foram bem-vindas:  

O motor da nova geração continua sendo o 1.5 aspirado Flex, mas o antigo tanque de partida a frio deu lugar ao sistema FlexOne que auxilia, de forma automática, o motor a funcionar nos dias mais frios. Ele gera até 116 cv e 15,3 kgfm, números capazes de levá-lo de 0 a 100km/h em 11,3 segundos e atingir velocidade máxima de 175 km/h. 

O City G6 é montado sobre a mesma plataforma do Fit, WR-V e HR-V, o que contribui para o baixo peso do modelo, são 1.137 kg na versão mais pesada.  

Falando em medidas, a nova geração mudou pouco diante da antiga. Além disso, alguns aspectos permaneceram inalterados como a suspensão traseira por eixo de torção e os freios a disco na dianteira, com tambores na traseira. 

Interior 

A Honda mexeu profundamente no interior do City, mas sem alterar a disposição dos elementos de modo geral. Comparado ao modelo anterior, quase tudo permaneceu no mesmo lugar e/ou com o mesmo formato, a exemplo das saídas de ar-condicionado.  

As mudanças mais perceptíveis estão no layout dos botões e instrumentos (houve a troca do laranja para o branco com azul nas versões mais caras), bem como na ambientação da cabine que ganhou sofisticação, graças ao novo mix de materiais. 

painel de instrumentos manteve o layout, mas os marcadores de temperatura e combustível foram substituídos por uma tela digital que abriga ambos, além das funções do computador de bordo. Além disso, no velocímetro há duas guias de LED que indicam o quanto a condução está sendo econômica.  

Os grandes detalhes prateados foram substituídos por peças em preto brilhante e o antigo rádio com grandes comandos deu lugar a peças mais discretas, com uma pequena central multimídia para as versões mais caras. 

Tecnologia 

Assim como na parte mecânica, a Honda costuma ser conservadora na tecnologia embarcada. O novo City não trouxe grandes novidades diante do modelo anterior e, para piorar, as versões mais baratas vieram com listas muito enxutas de equipamentos.  

No ato do lançamento, a versão de entrada DX do City G6 veio com:  

  • Rodas aro 15 com calotas; 
  • Câmbio manual de cinco marchas; 
  • Rádio com MP3, entre outros.  

Já a versão mais cara trouxe airbags laterais, ar-condicionado digital, chave canivete, faróis de neblina, câmera de ré, entre outros. 

A situação começou a melhorar quando o City passou por seu primeiro facelift, em 2018. Nas versões mais completas, o sedan trouxe itens como airbags de cortina, faróis inteiramente em LED, central multimídia com GPS e espelhamento para smartphones, lanternas em LED e outros itens interessantes.  

Apesar disso, a Honda deixou de fora itens básicos de segurança como os controles de tração e estabilidade, sendo o único carro da atual gama da marca e o único dentre os rivais diretos que não traz tais equipamentos. 

Saiba mais sobre o Honda City neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Mercado:  

Como boa parte dos Honda vendidos no Brasil, o City G6 é uma ótima moeda de troca. O modelo tem boa procura no mercado de carros usados e é fácil de comercializar. 

Confiabilidade: 

Não ter recebido grandes novidades tecnológicas permitiu ao City manter uma característica de longa data, que é admirada pelos fãs da marca: a confiabilidade. Devido ao motor conhecido e à transmissão compartilhada com diversos carros, cuidar do City G6 está longe de ser um bicho de sete cabeças. 

Conforto:  

Diferentemente do Fit, o City é um carro gostoso e macio de guiar. A suspensão bem calibrada para o asfalto brasileiro garante um rodar digno de sedan de categoria superior. 

Principais pontos fracos 

Desempenho: 

O motor 1.5 é suficiente para o carro e não deixa a desejar, exceto quando é comparado com os 1.6 mais modernos ou os 1.0 turbinados da concorrência. Em ambos os casos, o velho 1.5 fica devendo tanto em performance quanto em economia. 

Tecnologia:  

As únicas versões do City que conseguem agradar em termos de itens de série são as topo-de-linha. Já as mais baratas, deixam de trazer itens que são considerados básicos para carros dessa faixa de preço. 

Segurança:  

Embora possa receber até seis airbags e tenha uma boa estrutura, inexplicavelmente, o City G6 nunca recebeu controles de tração e estabilidade. Considerando que o Fit e o WR-V já trazem esses itens de série em todas as versões, não dá para entender o que fez a Honda deixar o City sem eles. 

Principais concorrentes  

Fiat Cronos 

Hyundai HB20S 

Volkswagen Virtus 

Chevrolet Onix Plus 

Toyota Yaris Sedan 

Renault Logan 

Nissan Versa 

Histórico de versões 

2014/2015 – DX, LX, EX e EXL – Modelo de lançamento. 
2015/2016 – DX, LX, EX e EXL – Linha 2016. 

Novidades – versão DX: 

  • Iluminação do interior em branco; 
  • Volante com ajuste de profundidade; 
  • Para-brisa dégradée; 
  • Chave canivete. 

Versão LX: 

  • Comandos de áudio no volante; 
  • Maçanetas internas cromadas. 

Versão EX: 

  • Volante com acabamento em couro; 
  • Apoio de braço dianteiro com porta-objetos. 

Versão EXL: 

  • Airbags de cortina; 
  • Central multimídia com tela de 7” e navegação GPS. 
2016/2017 – DX, LX, EX e EXL – Linha 2017. 
2017/2018 – DX, Personal, LX, EX e EXL – Linha 2018, primeiro facelift. 

Reposicionamentos: 

  • Acréscimo da versão Personal. 

Novidades – Todas as versões: 

  • Novos faróis com luzes diurnas (DRL) em LED integradas; 
  • Novos para-choques dianteiro e traseiro. 

Versão DX: 

  • Rodas de liga leve aro 15; 
  • Vidros elétricos com função um-toque e fechamento por alarme. 

Versão LX: 

  • Rodas de liga leve aro 16; 
  • Faróis de neblina; 
  • Novo revestimento interno. 

Versão EX: 

  • Airbags laterais. 

Versão EXL: 

  • Faróis Full LED; 
  • Nova central multimídia; 
  • Retrovisores externos com rebatimento elétrico. 
2018/2019 – DX, Personal, LX, EX e EXL – Linha 2019. 

Novidades – Versão EX: 

  • Central multimídia com tela de 7” e espelhamento para smartphones. 
2019/2020 – DX, Personal, LX, EX e EXL – Linha 2020. 
2020/2021 – DX, Personal, LX, EXL e EXL – Linha 2021. 

Novidades – Todas as versões: 

  • Faróis com ajuste elétrico de altura; 
  • Sensor crepuscular. 

Versões DX e Personal: 

  • Porta-revista atrás do banco do passageiro. 

Versão LX: 

  • Central multimídia com tela de 7” e espelhamento para smartphones. 

Versões EX e EXL: 

  • Porta-revista atrás do banco do motorista; 
  • Retrovisor interno fotocrômico (somente versão EXL).