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Conheça todos os detalhes do Ford Ka G2 e os principais pontos fortes e fracos desse modelo. 

A segunda geração do Ford Ka foi apresentada ao mercado brasileiro no final de 2007 e marcou a fase de transição do subcompacto. Isso porque o primeiro modelo, apresentado na década de 90, era um produto global, alinhado com as variantes vendidas em outros mercados, enquanto o segundo passou a ser um produto local e destinado ao mercado latino. 

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Carros usados podem ter problemas no histórico que, além de te trazer prejuízos financeiros, dificultam a transferência para o seu nome. Por isso, sempre consulte o histórico completo antes de negociar!

Design 

A maior mudança do Ford Ka G2 em relação ao primeiro foi o visual. O primeiro herdou seu estilo ousado do conceito Ghia Saetta, enquanto o segundo veio com um visual bem mais convencional e de formas simples. Isso se deu por dois fatores-chave: o novo posicionamento do modelo no mercado e o corte de custos para torná-lo mais comercial e distanciá-lo do Fiesta, seu irmão mais caro e refinado. 

A dianteira recebeu faróis de refletor único em formato de folha, ligados por uma grade de filetes horizontais sempre na cor da carroceria e, mais abaixo, para-choque também na cor do carro com aberturas para arrefecimento. Na lateral, as janelas cresceram e os para-lamas ganharam volume, enquanto a traseira recebeu lanternas horizontais e um para-choque mais pronunciado. 

Mecânica 

O Ka G2 manteve a plataforma B derivada do Fiesta de quarta geração global (segunda no Brasil), que também foi usada no primeiro Ka, mas foram feitas alterações que praticamente o transformaram de subcompacto para compacto, aos moldes de modelos mais consagrados como Volkswagen Gol e Chevrolet Corsa da época. 

Oferecido com motores 1.0 e 1.6 naturalmente aspirados, assim como seu antecessor, o Ford Ka G2 inaugurou a era dos motores Flex na história do modelo. Os motores são da família Zetec Rocam e o 1.0 gera até 72 cv e 9,3 Kgfm enquanto o 1.6 chega a ótimos 110 cv e 15,8 Kgfm de picos de potência e torque. Em todos os casos, a única transmissão disponível é a manual de cinco marchas. 

Interior 

Outra mudança expressiva entre a primeira e a segunda geração do Ka foi no interior, tanto no quesito design quanto em espaço interno. Assim como o exterior, a cabine da primeira geração trouxe toda a ousadia do conceito Ghia Saetta que não se repetiu na segunda geração. O Ford Ka G2 tem um habitáculo de linhas bem mais monótonas, mas com mais espaço e conforto para todos os ocupantes. 

Falando do design, as linhas atravessadas e contornos arredondados foram substituídos por elementos separados, cada qual em seu lugar, com cantos quadrados e aparência mais “madura”. A disposição geral dos elementos não mudou, mas o espaço interno melhorou: o entre-eixos e a largura ligeiramente maiores se unem ao comprimento 21cm maior para oferecer 77 litros a mais de porta-malas e uma cabine mais agradável para todos. 

Tecnologia 

A troca de geração do Ka trouxe uma popularização que, por consequência, também o deixou menos refinado do que o antecessor. O tratamento acústico da carroceria sofreu baixas ao perder partes de revestimentos antirruído e, além disso, o acabamento interno veio com materiais mais simples. Em contrapartida, o nível de equipamentos não só continuou parecido como trouxe algumas novidades. 

A versão de entrada, por exemplo, traz itens como trava elétrica das portas, alarme presencial e abertura do porta-malas por botão interno, itens raros na categoria em sua época. Já os Ka mais equipados contam com ar-condicionado, vidros elétricos, direção hidráulica e sistema de som “My Connection”, que traz entradas USB e para iPod, conexão bluetooth e CD Player, outro mimo que era raro em sua categoria. 

Saiba mais sobre o Ford Ka G2 neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Mercado:  

Embora tenha saído de linha, o Ka de segunda geração foi o responsável pela verdadeira popularização do modelo. É um carro fácil de negociar em qualquer ocasião. 

Manutenção:  

Pensado para ser simples, o Ford Ka G2 não maltrata o bolso na hora dos cuidados mecânicos. Assim como os rivais, é um modelo adequado para quem não quer/pode gastar muito com peças e serviços. 

Eficiência:  

Apesar de ter crescido, o Ka G2 manteve a leveza de seu antecessor que, combinada aos eficientes motores Zetec, garante ótimos níveis de consumo de combustível, além de desempenho satisfatório. 

Principais pontos fracos 

Duas portas:  

Assim como o antecessor, o Ka de segunda geração foi vendido unicamente com carroceria duas portas, o que deixa o modelo menos versátil e dificulta operações de transporte, seja de objetos ou de pessoas. 

Espaço interno:  

Apesar de ter crescido, ele continuou sendo um carro muito pequeno até mesmo para a categoria dos compactos. Se precisa de espaço, o Ka não é o seu carro. 

Segurança:  

O Ford Ka G2 se despediu do mercado imediatamente antes do início da obrigatoriedade dos airbags duplos frontais e dos freios ABS. Algumas versões dele ainda podem ser encontradas com as bolsas infláveis, mas os freios com dispositivo anti-travamento nunca chegaram ao compacto, o que exige atenção redobrada do condutor. 

Principais concorrentes diretos 

Volkswagen Gol 

Nissan March 

Hyundai HB20 

Chevrolet Celta 

Fiat Uno 

Renault Clio 

Chevrolet Corsa 

Renault Sandero