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Conheça os detalhes do Ford Fiesta G6, os seus principais pontos fortes e fracos e veja o histórico de versões desse modelo. 

A sexta geração global do Ford Fiesta desembarcou no Brasil em 2011, três anos após o seu lançamento no mercado europeu. A quarta geração, comercializada no mercado nacional, era importada do México em carrocerias hatch e sedan, mas, em 2013, o hatch passou a ser fabricado em São Bernardo do Campo e trouxe um leve facelift, entre outras mudanças. 

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Antes de fechar o negócio, faça a consulta completa do histórico do veículo. Assim você poderá saber se ele tem algum débito ou restrição, se já foi batido, roubado ou de leilão, entre muitos outros problemas que podem diminuir o seu valor de tabela.

Design 

O Fiesta G6 foi mais um produto baseado na filosofia “Kinetic Design”, introduzida em 2005 pelo conceito Iosis, que inspirou novas gerações do Focus, Mondeo, Ka, entre outros.  

O design do Fiesta foi totalmente derivado do conceito Verve, apresentado em 2007, e representou uma mudança completa diante do modelo anterior (quinta geração global, terceira no Brasil), tanto por dentro quanto por fora, a fim de deixá-lo mais atraente e comercial. 

Os antigos faróis de aspecto quadrado deram lugar a peças afiladas que seguem até a linha de cintura ascendente nas laterais, complementados pelas novas grades frontais (uma entre os faróis e outra mais abaixo), e filetes de LEDs nas extremidades inferiores.  

A traseira tanto do hatch quanto do sedan é visivelmente mais alta do que a dianteira, evidenciada pela linha lateral da base das janelas, que sobe até se encontrar com a quina do teto (que, no sedan, conta com um caimento suave típico de coupés). 

Mecânica 

O Fiesta G6 foi oferecido no Brasil com três opções de motor. Inicialmente, o compacto foi vendido somente com o 1.6 Sigma de quatro cilindros, aspirado Flex, capaz de gerar até 115 cv de potência e 16,2 kgfm de torque.  

Alguns anos depois, os outros dois motores entraram em cena: um 1.5 de quatro cilindros também da família Sigma, aspirado Flex, que gera até 112 cv e 15 kgfm e, nos últimos anos de comercialização do compacto, um 1.0 turbo de três cilindros da família EcoBoost, que tem um alto consumo de combustível e gera até 125cv e 17,3 kgfm. 

Enquanto o 1.5 trabalhava somente com transmissão manual de cinco marchas, o 1.0 turbo vinha somente com caixa automatizada de seis velocidades. O 1.6 era o único motor que podia ser comprado com ambas as transmissões.  

Um fato digno de nota é que, embora a Ford anunciasse a transmissão sem pedal de embreagem como “automática”, tratava-se da polêmica Powershift, que é uma caixa automatizada de dupla embreagem. Essa construção é totalmente diferente de um câmbio automático convencional. 

Saiba mais sobre o Ford Fiesta neste vídeo:

Interior 

A mesma evolução que ocorreu na parte exterior do Fiesta, pode ser percebida na parte interior. Com profundas mudanças e mais tecnologia embarcada, o compacto ficou mais refinado e passou a impressão de ter subido de categoria.  

Essa mudança ajudou a distanciar esse modelo do “Fiesta Rocam” da terceira geração, que continuou a ser vendido como opção mais barata no mercado nacional. Não sobrou absolutamente nenhum elemento da geração anterior, embora o mix de materiais não tenha sofrido grandes alterações e a cabine seja majoritariamente fabricada em plástico. 

De imediato, o novo volante multifuncional e a iluminação em tons de azul celeste chamam a atenção diante das antigas peças com luz verde. O painel manteve o layout tradicional, mas com novos grafismos e computador de bordo centralizado em uma única tela. Já o console central, dependendo da versão, passou a abrigar um novo sistema multimídia com tela sensível ao toque no topo e os controles do novo ar condicionado digital automático mais abaixo, próximo da alavanca de câmbio. 

Tecnologia 

O Fiesta G6 ajudou a elevar o nível tecnológico dos hatches compactos no Brasil. Embora o modelo não fosse barato, uma parte do seu alto custo se dava pelo nível dos seus equipamentos, que eram mais comuns em carros de categorias superiores, dependendo da versão.  

No ato do lançamento, a versão de entrada já trazia itens como: 

  • Direção elétrica; 
  • Volante com ajustes de altura e profundidade; 
  • Trio elétrico; 
  • Rádio com CD player e MP3; 
  • Ar-condicionado. 

Já as versões mais completas agregavam: 

  • Sete airbags; 
  • Central multimídia SYNC com GPS e comandos por voz; 
  • Sensores crepuscular e de chuva; 
  • Chave presencial; 
  • Faróis por projetor halógeno e luz diurna em LED integrada; 
  • Retrovisor interno fotocrômico; 
  • Bancos em couro, entre outros.  

Vale ressaltar que, dependendo do ano/modelo, o Fiesta G6 traz até mesmo itens raríssimos nos rivais como teto solar elétrico. 

Principais pontos fortes 

Design: 

O estilo do “New Fiesta” agradou ao público e fez dele um dos compactos mais bonitos e bem-vistos do mercado. 

Comportamento: 

Independente do motor escolhido, o Fiesta G6 é um carro que se move com decência, certa esperteza e uma boa dose de eficiência. O compacto consegue aliar desempenho e economia, sendo uma ótima escolha para os que usam o carro com muita frequência. 

Itens de série:  

O Fiesta G6 agrada pela lista de itens de série, principalmente nas versões mais caras, que trazem itens raros no segmento, até mesmo entre os modelos mais modernos.Quebra de Página 

Principais pontos fracos 

Câmbio Powershift: 

Enquanto os Fiesta com câmbio manual podem ser boas opções de compra, os automatizados devem ser evitados. Isso porque a transmissão Powershift acumula uma extensa lista de problemas e proprietários insatisfeitos ao longo da sua trajetória. A Ford tentou contornar a situação estendendo a garantia e ocultando o nome Powershift, mas não adiantou, e o câmbio continua malvisto no mercado. 

Espaço:  

O Fiesta acomoda os dois ocupantes dianteiros muito bem, mas os traseiros sofrem. O compacto é um dos mais apertados do mercado, o que dificulta a situação de quem precisa de um carro para a família. Isso também inclui o modelo sedan. 

Revenda:  

Além de apresentar problemas com o Powershift, a Ford tirou esse modelo de linha no Brasil, sem previsão de sucessor, e encerrou as suas atividades de produção no país. De modo geral, isso abalou a confiança do consumidor e pode fazer com que seja difícil passar o Fiesta G6 adiante. 

Principais concorrentes diretos 

Fiat Punto 

Fiat Argo 

Volkswagen Polo 

Chevrolet Onix 

Chevrolet Agile 

Renault Sandero 

Toyota Etios 

Honda Fit 

Hyundai HB20 

Peugeot 208 

Citroën C3 

Histórico de versões 

2011/2011 – S, SE e Titanium – Modelo de lançamento. 
2011/2012 – S, SE e Titanium – Linha 2012. 
2012/2013 – S, SE e Titanium – Linha 2013. 

Novidades: 

  • Acréscimo do motor 1.5; 
  • Aprimoramentos no motor 1.6; 
  • Novo para-choque dianteiro. 
2013/2014 – S, SE e Titanium – Linha 2014. 
2014/2015 – S, SE, Sport e Titanium – Linha 2015. 
2015/2016 – S, SE, Sport e Titanium – Linha 2016. 

Novidades – Versão SE: 

  • Alto-falantes adicionais nas portas traseiras. 

Versão Titanium: 

  • Chave presencial. 
2016/2017 – SE, SE Style, SEL, SEL Style, Titanium e Titanium Plus – Linha 2017. 

Reposicionamentos: 

  • Acréscimo das versões SE Style, SEL, SEL Style e Titanium Plus; 
  • Acréscimo do motor 1.0 turbo. 
2017/2018 – SE, SE Style, SE Plus, SEL, SEL Style, Titanium e Titanium Plus – Linha 2018, primeiro facelift. 

Reposicionamentos: 

  • Acréscimo da versão SE Plus. 

Novidades – todas as versões: 

  • Novo para-choque frontal; 
  • Reforços estruturais; 
  • Suspensão recalibrada; 
  • Novo enchimento para os bancos. 
2018/2019 – SE, SE Style e SEL – Linha 2019, modelo final. 

Reposicionamentos: 

  • Retirada do motor 1.0 turbo; 
  • Retirada das versões SE Plus, SEL Style, Titanium e Titanium Plus.