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Saiba tudo sobre o Ford Fiesta G5 e veja quais são os pontos fortes e fracos desse modelo. 

A quinta geração global do Ford Fiesta foi lançada no Brasil em 2003, pouco tempo após seu lançamento no mercado europeu, e foi a que ficou mais tempo em linha no país. Diferente do antecessor feito em São Bernardo do Campo (SP), o Fiesta G5 inaugurou a produção da Ford na nova planta em Camaçari (BA) e assim continuou até o lançamento da geração seguinte, com a qual ele coexistiu por um curto período.  

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Design 

O desenho do Fiesta mudou radicalmente na transição da quarta para a quinta geração. O compacto passou a ser produzido somente com carroceria de quatro portas e, além disso, as linhas gerais mudaram por completo.  

A alteração que mais chama atenção é a vigia extra, logo após a janela traseira, fora da região da porta, o que fez o hatch ganhar mais uma coluna e ficar com cara de uma “mini-perua”, dando a impressão de ser mais longo. 

A dianteira manteve os faróis por parábola única, mas o para-choque ganhou três aberturas na parte inferior. Na lateral, além do perfil novo, os para-lamas ganharam vincos bem pronunciados, demarcando o contorno das rodas. Por fim, a traseira adotou inéditas lanternas verticais justapostas ao vidro da tampa do porta-malas. O compacto passou por dois leves facelifts, que mudaram apenas a dianteira, trazendo novos faróis e para-choques. 

Mecânica 

Além da transição visual, o Fiesta G5 também marcou uma transição mecânica: foi o primeiro a trocar a antiga plataforma B (que era usada desde a primeira geração do compacto, lançada em 1976) pela nova Global B, na derivação B3, a mesma que foi escolhida para o inédito EcoSport. Ele foi lançado com três diferentes opções de motores e, com o passar dos anos, adotou a motorização Flex, para se alinhar com as principais tendências de mercado da época. 

No início da carreira, os motores da família Zetec Rocam eram um 1.0 aspirado, outro 1.0 sobrealimentado por compressor mecânico (supercharger) e um 1.6 aspirado, todos de quatro cilindros e abastecidos somente com gasolina. O 1.0 aspirado gerava até 66 cv e 8,8 kgfm enquanto o sobrealimentado entregava até 95 cv e 12,6 kgfm. Já o 1.6, gerava até 98 cv e 14,4 kgfm e os três trabalhavam unicamente com transmissão manual de cinco marchas. 

Interior 

Comparado a seu antecessor, o Fiesta G5 evoluiu do ponto de vista mecânico e visual, mas sofreu um perceptível retrocesso na montagem/acabamento da cabine. 

Antigas porções com acabamento em tecido deram lugar a peças de revestimento em plástico rígido e de aparência inferior que, aliado às linhas excessivamente retas, combinadas com elementos arredondados demais, criaram um ambiente sem harmonia e/ou personalidade. 

A disposição dos principais elementos não mudou. As saídas de ar passaram a ser redondas e, no console central, continuaram posicionadas no topo logo acima do rádio que, ao lado direito, traz botões com comandos diversos. O painel de instrumentos e o volante também mudaram, assim como os bancos, forros de porta e o console que abriga a alavanca de câmbio, com alguns novos porta-objetos. 

Tecnologia 

Visando atuar no segmento de entrada, com preço competitivo, o Fiesta G5 não esbanja equipamentos e reserva alguns itens que o deixariam mais interessante nas versões mais caras, na forma de pacotes opcionais.  

No seu lançamento, os modelos mais baratos abriam mão de itens como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos e rádio, para torná-lo o mais barato possível, mas algumas comodidades foram acrescentadas com o tempo. 

Além dos itens já citados, a Ford oferecia rodas de liga leve, faróis de neblina, sistema de som, limpador e desembaçador traseiros, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste de altura, entre outros. Hoje obrigatórios, os freios ABS e airbags duplos frontais eram oferecidos como opcionais, mas custavam caro e, com isso, poucos compradores se interessavam em levar, o que tornou essa dupla algo raro de se encontrar nos Fiesta disponíveis no mercado de usados. 

Saiba mais sobre o Fiesta G5 neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Direção:  

Uma das marcas registradas do Fiesta, independente da geração/versão, é o prazer ao dirigir. O compacto apresenta um comportamento dinâmico muito bom e sua suspensão foi devidamente calibrada para o solo brasileiro. 

Motor 1.6:  

Enquanto os 1.0 aspirado e supercharger ficaram mal-vistos pelo desempenho abaixo da média, o 1.6 deixou as boas impressões de um motor condizente para a nova plataforma e o peso mais alto do compacto diante de seu antecessor. 

Mercado:  

O Fiesta G5 foi o que mais vendeu no mercado brasileiro. É um carro bem aceito no mercado de usados e bem-visto pelo público, de modo geral. 

Principais pontos fracos 

Manutenção:  

Embora seja um popular, a manutenção do Fiesta não é das mais simples e/ou baratas. Os compradores devem ficar atentos e verificar se tudo foi corretamente averiguado ao longo da vida do carro. 

Economia:  

Mesmo sendo um compacto, o Fiesta G5 consome combustível como se fosse um carro maior. Por conta do fraco desempenho, o motor 1.0 precisa ser mais exigido para que o modelo consiga se movimentar com eficiência/segurança, por outro lado, o1.6 deixa a desejar em economia, embora compense na desenvoltura. 

Acabamento:  

O acabamento simplificado do Fiesta G5, em relação a seus antecessores, tirou a sofisticação do visual e trouxe a desagradável companhia dos ruídos internos. 

Principais concorrentes 

Chevrolet Corsa 

Fiat Palio 

Volkswagen Polo 

Peugeot 206 

Citroën C3