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Saiba mais informações sobre a Fiat Strada G4, incluindo seus pontos fortes e fracos

A Fiat Strada G4 foi apresentada ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2008, trazendo as mesmas alterações aplicadas nas linhas Palio, Siena e Weekend, mas com personalidade própria para cada versão. Essa foi a última reestilização do modelo original lançado em 1998, antes da troca definitiva em 2020.

Essa foi a geração que ficou mais tempo em linha e, consequentemente, foi a mais vendida da picape, tornando-se um dos carros da Fiat mais comercializados no Brasil e líder em seu segmento.

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Design

A Fiat Strada G4 ficou marcada por iniciar o distanciamento da picape mediante os demais modelos da família Palio. Isso aconteceu por questões mercadológicas e, principalmente, pelo sucesso da picape compacta em comparação aos outros produtos. Enquanto o Palio ganhou uma aguardada nova geração em 2012, o Strada seguiu o caminho da perua Weekend e manteve as linhas introduzidas em 2009 até o fim de seu ciclo de vida.

O design da dianteira varia de acordo com a versão: ele pode trazer um para-choque mais simples, inteiramente na cor do veículo, e faróis de neblina nas extremidades, ou mais robusto, com muitos acabamentos plásticos e, além dos faróis de neblina, os raros faróis de milha auxiliares para longo alcance em complemento aos principais. Ainda falando de faróis, eles podem ser por refletor único bifocal ou foco duplo com projetor para luz baixa.

Na lateral, o perfil da picape se manteve sem alterações mediante a reestilização anterior e, na traseira, a primeira fase do facelift manteve as lanternas triangulares acrescidas de um aplique na tampa da caçamba. Na segunda fase, elas foram trocadas por peças menores e sem o aplique na tampa.

Mecânica

A quarta geração da Fiat Strada foi a que teve mais opções mecânicas disponíveis ao longo da trajetória da picape. Ela pode ser encontrada com três motores flex de aspiração natural: o 1.4 da família Fire e os 1.6 e 1.8 da família E.torQ. O 1.4 gera até 86 cv e 12,5 kgfm, enquanto o 1.6 chega a até 117 cv e 16,8 kgfm e, por fim, o 1.8 produz até 132 cv e 18,9 kgfm.

Esses três motores contam com transmissão manual de cinco marchas e tração somente dianteira. Porém, o 1.8 tinha a opção de ser equipado com a caixa automatizada Dualogic, do tipo monoembreagem, também com cinco marchas.

Além da suspensão traseira composta por feixe de mola, um dos grandes destaques da Fiat Strada G4 foi o sistema Locker. Pensado para auxiliar o motorista a passar por terrenos difíceis, ele atua bloqueando o diferencial em velocidades até 20 km/h, desse modo, ambas as rodas dianteiras giram com a mesma força, condição que melhora a desenvoltura do carro em situações de pouca aderência.

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Interior

A cabine da Fiat Strada mudou pouco entre as gerações G3 e G4. O desenho manteve toda sua arquitetura básica inalterada, apenas redesenhando os elementos que a constituem e voltando para a linguagem mais arredondada presente nos primeiros modelos.

Saídas de ar, comandos de rádio, controles de ar-condicionado, botões do computador de bordo, entre outras coisas, se mantiveram no lugar, mas com linhas mais suaves e novos acabamentos para deixar o ambiente mais moderno.

O grande destaque da Fiat Strada G4 é a variedade de cabines que o cliente pode escolher. A picape foi comercializada em três derivações: cabine simples, cabine estendida e cabine dupla. A cabine simples tem a maior caçamba e o menor espaço interno, embora ainda conte com um pequeno compartimento atrás dos bancos para carregar mochilas ou malas de pequeno porte.

A cabine estendida possui um espaço maior atrás dos bancos, suficiente para deixá-lo mais inclinado ou levar bagagens maiores, de forma que fiquem protegidas do ambiente externo. A cabine dupla, por sua vez, traz dois bancos com cintos de três pontos e até uma terceira porta do lado direito do carro, do tipo suicida: sua abertura é ao contrário, para trás, de modo a facilitar o acesso dos passageiros traseiros.

Tecnologia

O modelo também se destacou por receber mais tecnologia. Apesar de liderar sua categoria com tranquilidade e ser um veículo de trabalho, a Fiat percebeu que muitos clientes a utilizavam como veículo do dia a dia ou até mesmo como o principal carro da casa, então, acrescentaram certos “mimos” e itens de conveniência com o passar do tempo.

Os modelos mais completos recebiam itens que só viriam a se tornar triviais anos depois, além de outros que são raros até hoje.

Entre esses equipamentos, estão:
  • Faróis de milha;
  • Central multimídia com GPS nativo e conexão Bluetooth;
  • Faróis com projetor para luz baixa;
  • Teto solar elétrico;
  • Airbag duplo e freios ABS;
  • Sistema de bloqueio de diferencial Locker;
  • Computador de bordo multifuncional.

Além disso, a picape fez muito sucesso com a versão Adventure, de aspecto aventureiro, mas dividiu opiniões com a versão Sporting, que tinha de rodas aro 16, detalhes em vermelho no interior e kit de carroceria exclusivo.

Principais pontos fortes

Mercado:

A Fiat Strada é um veículo extremamente comercial. Fácil de comprar e fácil de vender, o modelo dificilmente trará prejuízo ao seu proprietário, especialmente se estiver bem cuidado.

Versatilidade:

Com tantas derivações diferentes, a Fiat criou um carro em que o trabalho pode ser altamente versátil, servindo como carro principal de inúmeras famílias. A cabine dupla não é espaçosa, mas atende a casais com filhos pequenos, por exemplo.

Desempenho:

O motor 1.4 dá conta da picape, mas é com os tipos 1.6 e 1.8 que ela se sobressai em desempenho, atendendo até ao uso mais severo ao levar cargas pesadas.

Saiba mais sobre a Fiat Strada neste vídeo:

Principais pontos fracos

Dualogic:

Infelizmente, mesmo com tanto sucesso, a Strada G4 nunca recebeu um câmbio automático de verdade. A picape foi mais um modelo da Fiat a sofrer com o câmbio Dualogic, famoso pelo funcionamento incômodo e a manutenção cara.

Dê preferência aos modelos manuais, mas se fizer questão da caixa automatizada, procure uma concessionária para realizar a atualização do software do câmbio. São vários os relatos de donos que notaram uma boa melhora no comportamento da transmissão após esse procedimento.

Economia:

Nesse quesito, é o motor 1.4 que se destaca diante dos mais potentes. Os motores E.torQ são conhecidos pelo alto consumo; não é à toa que muitos donos recorrem ao uso do Gás Natural Veicular (GNV) para conseguir rodar com a picape com frequência. Se você não precisa levar cargas pesadas, dê preferência ao motor menor: ele dá conta do carro tranquilamente e suporta cargas entre leves e medianas sem dificuldade.

Segurança:

Embora tenha recebido equipamentos interessantes ao longo de suas quatro primeiras gerações, a Fiat Strada nunca teve mais do que os obrigatórios airbags duplos frontais e freios ABS. Airbags laterais, controles de tração e estabilidade, por exemplo, são exclusividades da nova reestilização da picape, lançada no Brasil em 2020.

Principais concorrentes diretos

Volkswagen Saveiro

Peugeot Hoggar

Chevrolet Montana