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Saiba tudo sobre o Citroën C3 G1 e conheça os pontos fortes e fracos desse modelo! 

A primeira geração do Citroën C3 chegou ao mercado brasileiro em 2002, como ano/modelo 2003, e ajudou a estabelecer o que hoje chamamos de “hatch compacto premium”. Esses modelos se diferenciam dos conhecidos compactos tradicionais por mesclarem características que são mais comuns em segmentos superiores. Além disso, o primeiro C3 chegou a ser um dos carros mais vendidos da marca no Brasil.  

Não compre um C3 G1 usado antes de consultar o histórico!

Os carros usados podem ter diversos problemas que desvalorizam o valor de tabela e impedem a transferência para o seu nome. Por isso, antes de comprar é melhor consultar.

Design 

Você gosta do design ousado e meio futurista do primeiro C3? Então saiba que as linhas arredondadas, especialmente as do perfil, tiveram inspiração no clássico 2CV, enquanto o design geral é inspirado no C3 Lumière, um modelo conceitual apresentado alguns anos antes do próprio C3 definitivo. Independente do país onde foi vendido, o hatch sempre teve carroceria com quatro portas, exceto nos modelos especiais como o C3 Pluriel. 

A dianteira traz faróis trapezoidais e grades filetadas na cor da carroceria, enquanto o para-choque faz ligação direta com o detalhe alargado do para-lamas, no entorno das caixas de roda, que também se interliga pela saia lateral inferior, terminando em outra conexão com o para-choque traseiro. As lanternas traseiras são triangulares e verticais, dando acabamento para o vidro do porta-malas. 

Mecânica 

O C3 da primeira geração chegou ao mercado unicamente equipado com o motor 1.6 aspirado a gasolina, capaz de gerar até 110 cv e 15,4 Kgfm. Com o tempo, a Citroën disponibilizou um novo motor 1.4 de até 75 cv e 12,5 Kgfm, também movido apenas a gasolina. Essa configuração foi criada com o objetivo de baratear o compacto, o que não deu muito certo pelo fato do motor menor ser importado. 

Entre 2005 e 2006, ambos os motores se tornaram Flex e, com isso, ficaram ligeiramente mais fortes: o 1.6 passou a gerar até 113 cv e 15,8 Kgfm enquanto o 1.4 passou a produzir até 82 cv e 12,6 Kgfm. Nos primeiros anos, o Citroën C3 G1 era oferecido somente com câmbio manual de cinco marchas, mas em 2011 veio a aguardada transmissão automática de quatro marchas: a conhecida caixa AL4 já utilizada por outros carros da PSA. 

Interior 

O  Citroën C3 G1 se destaca dos demais compactos não apenas pelo design externo, mas também pela cabine. Apesar de não trazer a mesma ousadia das linhas da carroceria, o interior do compacto francês agradava pelo acabamento honesto (para sua época) e pela presença de itens raros e/ou inexistentes nos rivais diretos, tendo quase tudo decorado pela temática arredondada. 

Com iluminação mesclando branco e laranja, o painel de instrumentos traz um layout nada convencional: uma tela central serve de velocímetro e odômetro, com o conta-giros em forma de arco logo acima. O rádio do tipo 2DIN pode ser visualizado por um pequeno display de LCD no topo da parte central do painel que, buscando mostrar sobriedade, é quase todo em preto, exceto por poucos detalhes prateados ou cromados. 

Tecnologia 

A Citroën é conhecida por “rechear” seus carros com tecnologia embarcada e muitos itens de série, mas o C3 nasceu no meio-termo dessa fama, principalmente pela faixa de preço em que o compacto pretendia atuar. Ainda assim, esse modelo consegue ser bem equipado diante dos rivais e tem direito a “mimos” comuns em carros mais caros. 

O C3 sempre foi oferecido em poucas versões. A top de linha “Exclusive” vem com: 

  • Ar-condicionado digital automático; 
  • Computador de bordo; 
  • Faróis de neblina; 
  • Rodas de liga leve aro 15
  • Freios ABS, entre outros.  

Além de poder ser encontrada com rádio com tocador de CD, airbags dianteiros frontais e sensores traseiros de estacionamento, itens raros na época. 

Principais pontos fortes 

Desempenho:  

O C3 não é um carro pesado e nunca foi vendido com motor 1.0 aspirado, o que faz dele uma boa compra para quem procura um pouco mais de desempenho sem gastar muito. 

Equipamentos:  

Com exceção da versão GLX com motor 1.4, os Citroën C3 G1  com motor 1.6 entregam um bom nível de equipamentos, com elementos que não existiam em praticamente nenhum dos seus rivais na época do lançamento. Itens como freios a disco nas quatro rodas e direção com assistência elétrica estão na lista do francês. 

Estilo:  

É verdade que o design excessivamente arredondado divide opiniões, mas ninguém pode negar que o C3, até hoje, dificilmente passa despercebido. É uma opção interessante para quem busca sair da mesmice visual e quer um carro com mais personalidade. 

Principais pontos fracos 

Mercado de usados:  

Infelizmente, encontrar um C3 usado em bom estado não é uma tarefa fácil. Ele é produto de uma época em que boa parte dos consumidores alimentavam forte preconceito com carros franceses e, para piorar, não tinham o bom hábito de cumprir com as rotinas de manutenção exigidas pelo fabricante. Achar um bom exemplar do pequeno francês exige paciência e cautela. 

Câmbio automático:  

Demorou, mas decepcionou. Quem busca um C3 da primeira geração com câmbio automático só encontrará a temida transmissão AL4, famosa pela baixa confiabilidade/durabilidade e dificuldade de revenda. É bom ser evitado. 

Espaço interno:  

O C3 leva o termo “compacto” a sério com seus 3,85 m de comprimento e 2,46 m de entre- eixos, que só é um pouco maior do que o do Renault Kwid. Ele tenta compensar com seus 305 litros de porta-malas, um dos maiores entre os compactos, mas ainda deixa a desejar na hora de levar quatro adultos na cabine. 

Principais concorrentes diretos 

Volkswagen Polo 

Ford Fiesta 

Fiat Punto 

Peugeot 206 

Chevrolet Corsa 

Saiba mais sobre os carros da Cotroën neste vídeo: