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Conheça os principais detalhes do Chevrolet Celta e saiba quais são os seus pontos fortes e fracos. 

O Chevrolet Celta foi apresentado ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2000. Chamado inicialmente de Arara Azul, o projeto de um novo compacto ambicionava ser o carro mais barato do país e, para isso, a GM promoveu severos cortes de custo. Assim, foi lançado um modelo que trazia apenas o mais elementar para um carro, algo que foi mudando com o passar dos anos e os índices de vendas. 

Consulte o histórico do Celta antes de comprar! 

Carros usados podem ter batidas, histórico de roubo e furto, restrições, gravame, recall, débitos e muito mais. Esses problemas podem diminuir o valor de mercado do veículo, além de dificultar a transferência e o licenciamento.

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Design 

Pensado para ser o mais simples possível, o Chevrolet Celta deixa sua proposta bem clara já nas linhas exteriores, com poucos vincos, recortes e muitas quinas arredondadas. O compacto busca agradar pelo desenho limpo, de modo geral, e como uma jogada típica de sua época, pelos toques de modernidade presentes nos cantos suavizados e no desenho harmonioso. O fato de trazer um design próprio, sem inspiração clara nos irmãos de portfólio, também conta pontos a favor desse modelo. 

A dianteira traz faróis finos de parábola única, com as setas nas extremidades, e apenas duas aberturas centrais. Uma na grade entre os faróis, decorada por um único friso e o emblema, e outra mais embaixo no para-choque.  

Na lateral, os para-lamas são bem demarcados no contorno das rodas e há apenas um discreto vinco na base das portas. Por fim, a traseira conta com lanternas em forma de folha e luz de ré apenas na peça direita. Além de uma ampla vigia traseira e um para-choque com a placa ao centro, com um aparente gancho para reboque à direita. 

Mecânica 

Sendo um derivado do Corsa, o Celta herdou não apenas a plataforma, como também o motor desse modelo.

Inicialmente, o 1.0 “Família I”, aspirado de quatro cilindros, podia ser abastecido somente com gasolina e gerava até 60 cv e 8,3 kgfm. Esses números conseguem levar os menos de 900 kg do compacto de maneira suficiente, sem exageros. Com o tempo, ele passou por upgrades para ficar um pouco mais forte e se tornar Flex, aceitando também ser abastecido com etanol. 

Os 1.0 dos anos seguintes ao lançamento podem ser encontrados em versões que geram até 70 cv e 8,8 kgfm ou 78 cv e 9,7 kgfm, sendo que a transmissão é sempre manual de cinco marchas. O Chevrolet Celta nunca utilizou outro tipo de transmissão. Durante um curto período, ele chegou a ser vendido com a opção de motor 1.4, também da Família I, capaz de gerar até 85 cv e 11,8 kgfm, mas apenas com transmissão manual. 

Interior 

A cabine do Celta foi, talvez, o principal alvo dos cortes de custo feitos pela Chevrolet nesse projeto. Algumas soluções foram pensadas para agradar e tentar quebrar um pouco da simplicidade explícita (e conseguem), mas basta uma olhada mais atenta para notar que a palavra de ordem, mesmo na cabine, é ser direto ao ponto. Todo o painel é constituído de uma única peça inteiriça, de ponta a ponta, sem recortes ou detalhes decorativos, e há apenas uma curva levemente acentuada para cima na região do painel de instrumentos. 

Falando nele, nos primeiros anos/modelo, há apenas um velocímetro analógico, acompanhado das luzes-espia ao redor e, no canto inferior direito, uma pequena tela que atua como hodômetro total, parcial e marcador de combustível.

As saídas de ar redondas são decoradas por um aro, que pode ser preto ou prata e, no console central, se encontram os comandos de ventilação e espaço para rádio. As portas trazem mínimas porções em tecido e os bancos, nas primeiras versões, trazem encosto de cabeça integrado. 

Tecnologia 

Como era de se esperar, os cortes de custo também afetaram as listas de equipamentos das versões do Chevrolet Celta, embora essa estratégia tenha sido repensada ao longo dos anos.  

No lançamento, as versões mais baratas do compacto abriam mão de qualquer tipo de item de comodidade como direção hidráulica, ar-condicionado, sistema de som, pintura nos para-choques, desembaçador e limpador traseiro. 

Mas, com o tempo, a Chevrolet atualizou o modelo e trouxe novidades interessantes. O Celta pode receber ar-condicionado, faróis de neblina, rádio, ajuste de altura dos cintos, limpador de para-brisa com temporizador, direção hidráulica, rodas de liga leve, entre outros. Em seus últimos anos, ele chegou a ser equipado com os mandatórios freios ABS e airbags duplos frontais de série. 

Saiba mais sobre o Chevrolet Celta neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Manutenção:  

Tanta simplicidade faz do Celta um carro fácil e muito barato de ser cuidado, e este sempre foi o seu principal argumento de vendas. 

Mercado: 

Tendo vendido mais de 1,5 milhão de unidades, o Celta foi um dos produtos mais bem-sucedidos da Chevrolet no Brasil e, com isso, se tornou um carro ótimo de negócio. É fácil de comprar e de vender. 

Economia: 

Além de não maltratar o bolso na hora da manutenção, o Chevrolet Celta também merece elogios quanto ao consumo de combustível. O baixo peso aliado aos motores bem acertados proporciona médias de consumo satisfatórias. 

Principais pontos fracos 

Motores 1.0: 

A Chevrolet teve a boa ideia de instalar um câmbio de relações curtíssimas para o Celta. Isso deixou o compacto bastante esperto na cidade e fez muitos se questionarem se realmente havia um 1.0 aspirado debaixo do capô.

O problema é que, sendo tão curto, esse mesmo câmbio faz com que as trocas de marcha sejam bem mais frequentes e o 1.0 se “esgote” logo em trechos rodoviários, tornando as viagens barulhentas e cansativas. Com o torque máximo se manifestando em 3.000 rpm, é necessário esticar as marchas para o Chevrolet Celta 1.0 acordar. 

Acabamento:  

O Celta usa e abusa dos plásticos na cabine e, para piorar, a baixa qualidade do material escolhido é perceptível. Com o tempo, o carro apresenta excesso de ruídos internos. 

Segurança: 

O Celta só veio a receber seus primeiros itens de segurança e reforços estruturais adicionais em seus últimos anos de vida e, ainda assim, deixava a desejar em segurança. Os primeiros modelos não se saíram bem nos testes de colisão tanto pela questão estrutural quanto pela ausência dos aparatos de segurança. 

Principais concorrentes 

Fiat Uno 

Ford Ka 

Volkswagen Gol