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Confira no texto os detalhes do Chevrolet Astra G4, além dos seus pontos fortes e fracos.

A quarta geração global do Chevrolet Astra foi apresentada ao mercado brasileiro no segundo semestre de 1998, pouco tempo depois de seu lançamento no mercado europeu. Ao longo dos 13 anos em que foi vendido no Brasil, o modelo tornou-se referência de hatch médio e disputou a preferência do consumidor, escrevendo seu nome na história da marca como um de seus carros mais emblemáticos.

E não estranhe ao ler “quarta geração global” do Astra. Aqui no Brasil, o veículo foi lançado em 1994 e teve apenas duas gerações. No entanto, o modelo surgiu entre os anos 70 e 80, e permanece vivo até os dias de hoje no mercado estrangeiro.

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Design

Para a quarta geração do Astra, a General Motors apostou em linhas mais elegantes e refinadas, visando dois objetivos primários: deixá-lo mais interessante do que seus rivais diretos e elevar a percepção do consumidor sobre o carro. Não é à toa que a essa foi a geração com o maior número de variantes de carroceria em toda a história do modelo: hatch de duas ou quatro portas, sedan, coupé, station wagon, conversível e van comercial.

Infelizmente, o mercado brasileiro só conheceu as carrocerias hatch e sedan, sendo que há um detalhe interessante sobre o hatch: sua construção é do tipo notchback, que tem como principal característica a presença de um pequeno volume na carroceria. Isso faz com que ele pareça um sedã encurtado, embora mantenha a tampa traseira inteiriça, que se abre junto com o vidro traseiro. Essa foi a única geração do Astra com carroceria hatch projetada dessa forma.

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O Chevrolet Astra G4 veio com linhas mais elegantes com faróis em formato de folha e refletores duplos, capô sobressaltado para realçar a grade central e para-choque dianteiro na cor do veículo, independentemente da versão. Na traseira, a vigia lateral após a porta foi trocada por uma peça integrada à janela, o que deixou a coluna C bem mais larga como no Golf, um de seus principais rivais.

Já na traseira, as lanternas passaram a ter um formato triangular com elementos dispostos na horizontal e o para-choque também passou a vir sempre na cor da carroceria, qualquer que fosse a versão escolhida. Em 2003, um facelift exterior trouxe novos faróis com projetores para luz baixa, novo para-choque dianteiro mais pronunciado, novas rodas, lanternas mais modernas e um para-choque traseiro de linhas mais limpas.

Mecânica

O modelo de quarta geração do Chevrolet Astra foi montado sobre uma atualização da plataforma do modelo de terceira geração que, no caso, é uma das muitas variantes da plataforma T.

Ele estreou no Brasil com motores da chamada “Família II” da General Motors, ambos naturalmente aspirados de quatro cilindros, oito válvulas e abastecidos somente por gasolina: um 1.8 de 110 cv e 15,8 kgfm de potência e torque máximos (para as versões mais baratas) e, nas mais caras, um 2.0 de 112 cv e 17,3 kgfm, ambos trabalhando unicamente com transmissão manual de cinco marchas.

Falando em diferenças de versões, as mais baratas trazem freios a disco somente na dianteira, enquanto as mais caras contam com discos nas quatro rodas: ventilados na frente, sólidos atrás.

Outros motores utilizados pelo Astra incluem o 2.0 de 16 válvulas capaz de gerar até 128 cv e 19,2 kgfm e o 2.0 de 8 válvulas mais conhecido pelo nome “FlexPower”, único bicombustível já aplicado ao modelo, capaz de gerar até 128 cv e 19,6 kgfm com etanol.

Perto do fim do ciclo de vida do Astra, o motor flex passou por atualizações para gerar até 140 cv e 19,7 kgfm, quando abastecido com etanol. Esse também foi o único motor capaz de trabalhar com uma transmissão automática de quatro marchas, a mesma caixa utilizada nos “irmãos” Vectra e Zafira.

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Interior

Enquanto o design externo do Chevrolet Astra G4 saltou da ‘água para o vinho’, em relação ao antecessor, as mudanças no interior foram bem mais sutis, focadas em deixar a cabine ligeiramente mais tecnológica, como demonstração do foco na transição para os novos tempos.

A cabine do modelo MK IV troca a ideia do olhar horizontal do MK III, para um olhar mais vertical, cujos elementos do console central se reúnem em um espaço mais comedido para melhorar a região das pernas tanto do motorista quanto do passageiro da frente.

O display do rádio, por exemplo, foi reposicionado para o topo do console central e alterna informações com o novo computador de bordo, inédito no Astra, que também concentra os dados de odômetro total e parcial em substituição aos mostradores analógicos do MK III.

O painel de instrumentos, antes dividido em três grandes segmentos, adotou o layout tradicional de quatro mostradores: dois maiores para velocímetro e conta-giros e dois menores para nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento.

Tecnologia

O Astra tinha a missão de realizar a ponte entre o andar de baixo da Chevrolet, composto por modelos de entrada como o Corsa e o Celta, e o andar de cima, onde estavam carros como o Vectra e o Zafira. Apesar da missão claramente definida, não era uma tarefa fácil, pois ele não podia ser muito caro, para não ‘canibalizar’ o Vectra, nem muito barato a ponto de perder seu objetivo de existência.

No lançamento, a versão de entrada trazia os seguintes itens:

  • Direção hidráulica;
  • Desembaçador do vidro traseiro;
  • Cintos de três pontos;
  • Freios ABS (opcional);
  • Airbags duplos (opcional).

Já nas versões mais caras, o Chevrolet Astra G4 trazia equipamentos como:

  • Faróis de neblina;
  • Rodas de liga leve;
  • Ajuste de altura do volante;
  • Banco traseiro bipartido;
  • Conta-giros no painel de instrumentos

Com o passar do tempo, o modelo chegou a receber ‘luxos’ como computador de bordo multifuncional, teto solar elétrico, ar-condicionado digital, ajuste elétrico de altura do farol, sistema de som com CD Player, piloto automático, trio elétrico, entre outros.

Quer saber ainda mais detalhes sobre o Chevrolet Astra G4? Assista o vídeo abaixo!

Principais pontos fortes

Dirigibilidade:

O Astra é um carro ótimo de dirigir. Seu projeto bem acertado (que contou, inclusive, com uma ajudinha da Lotus no projeto) e seu DNA europeu fazem dele um dos carros mais agradáveis de se guiar que a Chevrolet já comercializou no Brasil.

Mercado:

O Astra foi um dos carros mais longevos da GM no mercado brasileiro e um dos mais vendidos, além de possuir uma grande e forte base de fãs. Mesmo já tendo saído de linha há mais de dez anos, ainda é um carro relativamente fácil de ser comercializado, principalmente se comparado a alguns rivais diretos.

Manutenção:

Por ter um conjunto mecânico que foi compartilhado com outros carros, o Astra não maltrata o bolso na hora das manutenções preventivas, embora as corretivas ainda possam pegar desavisados de surpresa. É um hatch médio cujo custo de manutenção pode sair pelo mesmo de um popular mais básico, se você respeitar as rotinas de cuidados do carro.

Principais pontos fracos

Consumo:

Economia de combustível não é o forte do Astra G4. O modelo pode maltratar o bolso dos que usam o carro com mais frequência – não é à toa que os exemplares com GNV (gás natural veicular) podem ser vistos de forma recorrente nas grandes cidades.

Passado:

Apesar de não ser caro de se manter, muitos donos não realizam os cuidados apropriados e acabam, literalmente, detonando o carro ao longo do uso. Achar um bom exemplar de Astra não é uma tarefa fácil, especialmente porque muitos foram usados como táxi. Aos que não estão com pressa, vale a pena procurar até achar um carro devidamente cuidado para uma vida automotiva sem surpresas desagradáveis.

Versões de entrada:

Modelos mais baratos do Chevrolet Astra G4 acabavam sendo desnecessariamente básicos, o que fez muitos compradores partirem logo para as configurações intermediárias ou top de linha. Evite modelos de entrada, pois costumam não ser muito bem aceitos nas negociações e, além disso, acabam prejudicando a relação custo-benefício por abrirem mão a itens que deveriam constar em um modelo dessa categoria.

Principais concorrentes diretos

Volkswagen Golf

Ford Focus

Fiat Stilo

Peugeot 307

Citroën C4