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Saiba tudo sobre o Chevrolet Agile e conheça os seus principais pontos fortes e fracos. 

O Chevrolet Agile foi apresentado ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2009, já como ano/modelo 2010, e foi pensado para enfrentar os hatches compactos mais refinados, que começavam a ganhar força no país. Fruto de uma fase ruim da montadora em todo o mundo, o Agile teve vida curta no Brasil e logo foi ofuscado pelo Onix.  

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Design 

O Chevrolet Agile foi o primeiro (e único) carro que teve origem no projeto GPiX, um SUV compacto conceitual que, segundo a Chevrolet, daria origem a uma série de modelos para atuar em diversas categorias. Inteiramente desenvolvido no Brasil, o GPiX trazia linhas arrojadas e cheias de personalidade que a montadora buscou replicar no carro de produção, mas sem a mesma ousadia e os elementos futuristas, para não elevar os custos. 

O resultado disso foi um hatch compacto de linhas exageradas e sem muita harmonia, o que foi um dos principais motivos do seu fracasso no mercado. A dianteira traz grandes faróis de refletor duplo com uma grade dianteira igualmente avantajada dividida em dois segmentos. A lateral mantém as janelas arqueadas com um complemento em preto brilhante na coluna C e a traseira, por sua vez, traz lanternas que invadem as laterais e linhas limpas, de modo geral, sem muitos detalhes. 

Mecânica 

Com o objetivo de enfrentar modelos mais refinados, o Agile também chegou ao mercado com uma mecânica ligeiramente melhor do que a dos tradicionais 1.0. Durante todo o tempo em que foi vendido e em todas as versões que teve, o Chevrolet Agile utilizou um único motor: o conhecido 1.4 “Família I”, naturalmente aspirado de quatro cilindros e total Flex, que pode gerar até 102 cv e 13,5 kgfm. 

Inicialmente, a única transmissão disponível era a manual de cinco marchas, mas a caixa automatizada Easytronic esteve disponível a partir da segunda metade do ciclo de vida do compacto. Desenvolvida em parceria com a Magneti Marelli, a transmissão Easytronic foi mais uma tentativa de oferecer modelos que dispensavam o pedal da embreagem e faziam as trocas de forma autônoma, mas que não deu certo por conta do funcionamento irregular e do elevado custo de manutenção. 

Interior 

A cabine do Chevrolet Agile não é melhor do que a dos rivais no quesito qualidade ou escolha de materiais, pois também traz plásticos por todos os lados e pouquíssimas porções em tecido. Entretanto, para contornar isso, a fabricante apostou no design e criou uma cabine de aspecto moderno, com elementos visuais incomuns no segmento. A predominância de tons acinzentados com a iluminação em azul claro caiu no gosto do público e desfez a má impressão do exterior. 

Fugindo do comum da indústria, o painel de instrumentos conta com mostradores que dispõem os caracteres em C, envolvendo a tela central do computador de bordo multifuncional. No meio do console central, um visor digital mostra as informações do ar-condicionado, que é um sistema analógico, apesar da presença do visor. Saídas de ar redondas e detalhes prateados completam a cabine. 

Tecnologia 

O interior simplório foi a maneira que a Chevrolet encontrou de deixar o preço do Agile competitivo diante da concorrência e manter espaço para oferecer uma boa lista de itens de série. Oferecido inicialmente em duas versões, a mais barata já trazia alguns itens como: 

  • Ar-condicionado; 
  • Direção hidráulica; 
  • Limpador e desembaçador do vidro traseiro; 
  • Banco do motorista com ajuste de altura; 
  • Acendimento automático dos faróis, entre outros. 

Já o Agile mais caro conta com faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15, volante com ajuste de altura, piloto automático, sistema de som com conexão Bluetooth, ajuste elétrico para os retrovisores externos, bancos rebatíveis, entre muitos outros. Com o tempo, os obrigatórios freios ABS e airbags duplos frontais passaram a ser itens de série. 

Saiba mais sobre o Chevrolet Agile neste vídeo:

Principais pontos fortes 

Espaço:  

O Chevrolet Agile é dono de um dos maiores porta-malas da história dos compactos brasileiros e, além disso, consegue agradar oferecendo um ótimo espaço interno. Pode ser usado como carro da família sem grandes problemas. 

Itens de série:  

O Agile sempre foi um carro bem equipado para a categoria, o que faz dele uma opção interessante para quem não gosta de carros “pelados”. 

Manutenção:  

O motor 1.4 é mais do que conhecido do mercado, o que ajuda a baratear e facilitar bastante a rotina de manutenções do Agile. No mais, a construção simples contribui com essa característica. 

Principais pontos fracos 

Mercado:  

O Chevrolet Agile durou pouco tempo e a culpa é do Onix, um projeto bem mais moderno e que agradou muito mais ao público. Por ter durado tão pouco, pode ser que ele não seja tão bem aceito em negociações. 

Design:  

De modo geral, as linhas externas do Agile não convenceram e isso afugentou muitos possíveis clientes. O facelift introduzido em 2013 (como linha 2014) melhorou muito, mas já era tarde para salvar o compacto. 

Easytronic:  

Assim como os outros automatizados de embreagem única do mercado, o câmbio Easytronic ficou malvisto e mal cotado no mercado. Isso porque o funcionamento não é bom e o custo de manutenção é elevado. 

Principais concorrentes diretos 

Fiat Punto 

Volkswagen Fox 

Renault Sandero 

Citroën C3 

Peugeot 207 

Ford Fiesta