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Não compre um Ford Fusion antes de ler este texto!  

A segunda geração do Ford Fusion desembarcou no Brasil em 2012, já como modelo 2013, e representou uma completa evolução do modelo anterior.

Além da plataforma CD4, sucessora da antiga CD3, o sedan importado do México cresceu e ganhou novo design, muito mais tecnologia e conjuntos mecânicos mais sofisticados, contando até mesmo com configurações de tração integral sob demanda (AWD) e com propulsão híbrida.  

Saiba tudo sobre o Ford Fusion neste artigo:

Design 

A grande mudança do Ford Fusion pode ser percebida no design. As linhas que antes eram quadradas (até um pouco antiquadas), deram lugar para linhas mais fluídas e dinâmicas.

Além disso, o sedan veio com uma dianteira mais agressiva, com faróis afilados na horizontal, sempre com projetores para luz baixa, cuja grade central lembrava modelos da britânica Aston Martin.

Em conjunto com o para-choque, a dianteira era bastante parecida com a do Mustang (que foi lançado na mesma época), e conferia um misto de agressividade e sofisticação ao modelo.

Do mesmo modo, o perfil do três-volumes ganhava elegância com ares de coupé, graças ao caimento suave do teto até a traseira, o que também melhorava a aerodinâmica.

Falando em traseira, a marca aplicou novas lanternas horizontais que invadiam o porta-malas. Essas lanternas passaram a trazer a iluminação principal por LEDs, dando um visual distinto e moderno à noite. 

*Imagem retirada de banco de dados público digital

Mecânica 

O Fusion de segunda geração podia ser comprado com dois motores bem diferentes. Enquanto o mais caro trazia um 2.0 turbinado de até 234cv (que só bebia gasolina), o abordado aqui era o mais barato e dividia seu 2.5 aspirado Flex com o irmão Ranger.

No Ford Fusion, ele gerava até 175cv e 24,2kgfm e trabalhava sempre com uma caixa automática de seis velocidades. Inclusive, essa é a mesma caixa do 2.0 turbinado. Com esses picos de potência e torque, esse sedan vai de 0 a 100 km/h em 10 segundos e atinge uma velocidade máxima de 195 km/h. 

Apesar de contar com tração apenas dianteira, esse modelo da Ford trouxe refinamentos interessantes no restante do conjunto: a suspensão é independente nas quatro rodas, bem como os freios a disco que também estão presentes na dianteira (ventilados) e na traseira (sólidos). 

Embora agrade de um modo geral, o grande problema desse modelo da Ford está no peso. Esse sedan chega a pesar quase 100kg a mais do que alguns rivais diretos da época, mesmo nessa versão de entrada, que é mais leve. 

*Imagem retirada de banco de dados público digital
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Interior 

O Ford Fusion sempre agradou do lado de dentro. A cabine tem qualidade construtiva e sobriedade como a das principais marcas registradas. 

A segunda geração não apenas manteve esses pontos, como os reforçou e agregou novas qualidades como, por exemplo, a tecnologia embarcada. Começando pelo painel de instrumentos, que substituiu o layout 100% analógico por um sistema semi-digital.

Esse sistema é composto por um velocímetro convencional no centro e duas telas configuráveis nas laterais. Através dessas telas, o motorista pode ver os dados de viagem e consumo, além de configurar as assistências do carro (quando disponíveis, é claro): detector de fadiga, controle de estabilidade e tração, alerta de ponto cego, entre outros. 

No geral, a cabine manteve o bom padrão de materiais, mas trouxe outros refinamentos: o freio de estacionamento, antes acionado por alavanca, passou a ser eletrônico com acionamento por um botão próximo da alavanca de câmbio. Além disso, os comandos do ar-condicionado passaram a ser por botões faceados, integrados ao restante da moldura da central multimídia, o que deixava o ambiente com um ar mais “premium”.

Até a vida dos ocupantes traseiros melhorou, com as saídas traseiras de ar-condicionado. 

*Imagem retirada de banco de dados público digital

Tecnologia 

Este é, talvez, o ponto onde o Fusion Mk II cause mais impacto quando comparado ao seu antecessor. Até a versão mais barata vinha bem equipada e devia pouco para a top:

  • Oito airbags;
  • Ar-condicionado de duas zonas;
  • Monitoramento de pressão dos pneus;
  • Multimídia SYNC com tela de 8 polegadas;
  • GPS nativo e comando por voz;
  • Piloto automático;
  • Controles de tração e estabilidade;
  • Rodas de liga aro 17;
  • Volante multifuncional com ajuste de altura e profundidade;
  • Grade dianteira com eletrônica ativa (que pode ser fechada para melhorar a aerodinâmica).

Entre outros recursos, como o teto solar elétrico com cortina manual.

Principais pontos fortes 

Custo X benefício

A principal qualidade do Ford Fusion, desde quando foi lançado, se mantém até hoje no mercado de usados. 

Ele é um carro muito completo e espaçoso, dono de um conjunto mecânico que não deixa na mão tanto em economia quanto em desempenho (considerando o porte e a categoria do carro).

Esse modelo custa, na hora de comprar, o equivalente a modelos com maior liquidez de mercado, mas inferiores de um modo geral. Sendo assim, é difícil encontrar outro carro tão completo no conjunto da obra e bem precificado quanto ele. 

Segurança

Além de vir com todos os recursos básicos de segurança exigidos pela lei brasileira, e até um pouco mais, o Fusion Mk II sempre foi motivo de orgulho pelas boas notas que tirou em testes de colisão ao longo de sua vida.

O 2.5 Flex, como versão de entrada, não traz o mesmo pacote de assistências das variantes mais caras, mas ainda é superior ao de muitos carros da mesma faixa de preço. 

Vida a bordo

Bem equipado e com um ótimo espaço interno, o Fusion promete uma vida satisfatória. Leva a todos com conforto, segurança e procura agradar ao máximo o motorista, em todos os momentos. 

Principais pontos fracos 

Manutenção

Embora tenha um custo/benefício atraente, o Fusion sempre foi um carro de categoria superior, com custo mais elevado.

Sendo um importado, não espere encontrar peças para ele em qualquer esquina e nem a preços convidativos.

Além disso, quanto mais equipamentos, mais cuidados você precisa ter com o carro conforme o tempo passa. Se o custo de manutenção te preocupa, o Fusion não é um carro para você. 

Suspensão

O mal que acomete grande parte dos importados vendidos no Brasil também pega o Fusion. O modelo não lida muito bem com os inúmeros defeitos típicos do asfalto brasileiro e pode exigir cuidados mais caros em toda a parte de suspensão e no conjunto de rodas e pneus.

Liquidez

Além de ter saído de linha há algum tempo, a Ford complicou ainda mais a situação do modelo (e de todos os carros que já vendeu aqui) ao encerrar suas atividades de produção no país.

Mas, ao contrário do que muitos têm pensado e até divulgado, a montadora não “abandonou” o Brasil, apenas passou a atuar de forma diferente, somente como importadora. Ainda assim, muitos possíveis proprietários e/ou comerciantes perderam a confiança na marca e não têm mais interesse em seus produtos, o que pode dificultar uma futura negociação. 

Ficha técnica

Fonte: suiv.com.br
Saiba mais sobre o Ford Fusion neste vídeo: