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Pensando em comprar um Fiat Argo? Veja se vale a pena investir na versão 1.0 Drive! 

O Argo foi uma espécie de divisor de águas da Fiat no mercado brasileiro. Lançado em 2017, o hatch compacto inteiramente desenvolvido no Brasil, era o segundo produto da “nova fase” da montadora por aqui. Iniciada com a picape Toro, essa fase tinha a árdua missão de substituir três modelos de uma só vez: os finados Palio, Punto e Bravo. 

O Argo foi lançado nas versões Drive, Precision e HGT. Essas versões podem receber três motores diferentes com opções distintas de transmissão, dependendo da versão/motorização. 

Saiba agora tudo sobre o Fiat Argo 1.0 Drive:

Design

É claro que gosto é algo subjetivo, mas são poucos os que torcem o nariz para o desenho do Argo.

A equipe de design da marca conseguiu fazer um carro harmonioso, de pegada tipicamente italiana, com elementos que remetem a modelos da própria casa. O alongamento dos faróis, por exemplo, lembram o Mobi ou até mesmo alguns superiores: há quem diga que a traseira do dois-volumes tem semelhanças com o primo Giulietta, da Alfa Romeo. 

A lateral é a parte mais genérica do design, mas ainda assim conta com “truques” para fazer o carro parecer maior e mais robusto. 

Dentre os pontos interessantes do desenho do Argo, o principal deles é que o modelo traz grade e para-choque dianteiro próprios para se distanciar do Cronos, seu derivado sedan fabricado na Argentina, que conta com peças de perfil mais elegante. 

Além disso, as versões mais caras como a Precision, por exemplo, contam com guias de LED na parte superior dos faróis que atuam como luz de posição e criam uma identidade visual interessante à noite.

Outra característica que merece menção é a presença dos arcos plásticos nos para-lamas da versão HGT, de visual esportivo, tal qual acontecia no finado Punto T-Jet. 

*Imagem retirada de banco de dados público digital

Mecânica 

Embora o Argo 2018 possa ser encontrado com três motores diferentes, aqui vamos focar no bloco presente nesta versão de entrada. Trata-se do 1.0 da família Firefly, que é FLEX de três cilindros e capaz de gerar até 77cv e 10,9kgfm, quando abastecido com etanol. 

Com esses picos de potência e torque, o compacto vai de 0 a 100km/h em pouco mais de 13 segundos e pode atingir a velocidade máxima de 162km/h.

Como é de costume nessa categoria e faixa de preço, o Argo de entrada conta somente com transmissão manual de cinco marchas e tração dianteira. 

Também não há novidades no restante do carro se comparado aos rivais: freios por disco nas rodas dianteiras e por tambor nas traseiras, bem como suspensão independente na dianteira e por eixo de torção na traseira. Ele é montado sobre a chamada MP1, uma plataforma quase inteiramente nova, que conta com 20% de seus componentes oriundos da antiga 178, utilizada pelo Palio e o Punto, antecessor direto do Argo. 

Essa plataforma utiliza aços de alta e ultra alta resistência para conferir mais segurança e leveza – nessa versão, o peso do Argo é de 1.077kg. 

*Imagem retirada de banco de dados público digital

Interior 

O ponto forte do Fiat Argo 2017/2018 é, sem sombra de dúvidas, o interior. Embora o modelo não traga nenhum acabamento premium com materiais de luxo, o desenho geral e a montagem da cabine passam uma agradável sensação de qualidade e de se estar em um carro mais caro do que de fato é.

Os plásticos utilizados são os mesmos presentes no Fiat Toro (o que é um mérito para o Argo 2017 mas um pênalti para a picape que custa mais que o dobro) e o compacto ainda “flerta” com o andar de cima em detalhes como as três saídas de ar-condicionado no centro do painel, algo comum em carros mais caros.  

Outro elemento que ganhou força no segmento premium e que se encontra no Argo é a central multimídia (opcional neste ano-modelo) com tela do tipo flutuante, posicionada no topo do centro do painel. 

O volante tem uma boa pegada e comandos de fácil leitura e o painel de instrumentos se divide entre dois mostradores analógicos, com uma pequena tela de computador de bordo ao centro. Já o espaço interno é apenas suficiente, acomodando quatro adultos de média estatura ou dois adultos altos e duas pessoas de menor estatura. O entre eixos de 2,52m está na média do segmento, bem como o porta-malas de exatos 300 litros. 

Tecnologia 

O Argo nunca foi um carro de entrada na gama da Fiat (papel que cabe ao Mobi até hoje), mas também não era um carro com grandes pretensões, ao menos nas versões mais baratas.

Com valor base próximo dos R$47.000 quando foi lançado, o Argo de entrada até conseguia vir relativamente bem servido para a categoria: direção elétrica, vidros elétricos dianteiros, computador de bordo multifuncional, sistema start-stop, ar-condicionado, travas elétricas, chave canivete, ajuste de altura para banco do motorista e volante, pré-disposição para rádio, entre outros.

Havia um pacote opcional que acrescentava central multimídia, sensor de ré com câmera, vidros elétricos traseiros, retrovisores com ajustes elétricos, entre outros. É uma pena que os mandatórios controles de tração e estabilidade, antes exclusividade das versões mais caras, só foram incorporados aos Argo mais baratos há pouco tempo.

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Principais pontos fortes 

Design

Se aparência é algo importante pra você, o Argo é, de longe, uma das melhores escolhas. O visual do italiano é atraente tanto por fora quanto por dentro e é difícil encontrar alguém que não goste dele. 

Custo X benefício

Apesar de ser um projeto relativamente novo, o Argo não vai maltratar seu bolso na hora de comprar e nem na hora de manter. O modelo custa na média ou até menos que alguns dos concorrentes diretos e entrega níveis parecidos de equipamentos de série e conjunto mecânico. 

Liquidez

A Fiat sempre soube vender carros compactos no mercado brasileiro e o Argo não é exceção. Desde sua chegada, o modelo mantém uma boa média de vendas e é bem visto/aceito no mercado de usados, o que o torna um carro fácil de comprar e de vender quando necessário. 

Principais pontos fracos 

Segurança

O Argo de entrada, nesse ano-modelo, traz o básico do básico: airbag duplo e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem). Tanto as bolsas laterais quantos os controles de tração e estabilidade só existiam nas versões mais caras, o que torna o Argo de entrada uma má escolha para quem se preocupa com esse tópico. 

Espaço

Dificilmente o Argo lhe servirá como “carro da família”. O modelo é apertado para levar grupos de pessoas altas, servindo melhor para quem anda sozinho ou com, no máximo, um casal de filhos pequenos. Se gosta de carros espaçosos, o Argo não é uma opção para você. 

Direção

O Argo não é um carro ruim de dirigir, mas, mesmo sendo um projeto novo, ele não se livrou de um mal antigo: a imprecisão da alavanca de marcha. A peça é mole e os engates não são diretos, dando a impressão de que o trambulador já está velho e precisando de troca. Do mesmo modo, o pedal de embreagem parece variar de altura com o tempo, o que deixa a direção cansativa. 

Ficha Técnica

Fonte: suiv.com.br
Saiba mais sobre o Fiat Argo 2018 neste vídeo: